Uma ex-mulher é para sempre
( Frases e Pensamentos de João Fernando Camargo)
Todo dia é dia de cantar.
( Frases e Pensamentos de Zezé Freitas) Mensagem sobre Pensamentos
A vida é uma viagem a três estações: ação,experiência e recordação.
( Frases e Pensamentos de Júlio Camargo) Mensagem sobre Vida
A vida é uma viagem a três estações: ação,experiência e recordação.
( Frases e Pensamentos de Julio Camargo) Mensagem sobre Pensamentos
Pedro Alvares Cabral usou
Irapuã Lima experimentou
Chico Lopes adorou
Juscelino Kubitschek apoiava
Getúlio Vargas também gostava
Carlinhos Ferreira adimirava
Zé Maria crocodilo dá o maior valor
Hebe Camargo não usa mais
Sílvio Santos usou muito quando era rapaz
Oh oh oh oh
Zé Limeira modificou
Reginaldo Rossi adotou
Raimundo Soldado recusou
Bete Cuscuz aprovou
Walter Tijupina utilizou
Pedro de Lara rejeitou
Manézinho do pisco usava demais
Rita Cadilac trás na lembrança
Emereciano usava quando era criança
Oh oh oh oh
Mané Felismino provou
Genival Lacerda não gostou
Gugu Liberato dispensou
Bartô Galeno usou uma vez
Valdeci Araéjo estranhou
Ferreira Filho reprovou
Deodoro da Fonseca tinha três
Raimundo Cabeludo era chegado
Zé Ramalho usava quando era soldado
Oh oh oh oh
Ouvi, em Sussex, do escultor Henry Moore, que os olhos do artista, para
criarem
esculturas, precisavam não só de ver, como, pelo olhar, apalpar o que viam com
vontades de esculpir. O que evidentemente reforça a sensualidade das esculturas,
quando de mulheres nuas, dando-lhes maior apelo sexual: o de uma intensidade que
não chega a ser lúbrica para ser sexy. Impressionista, Moore? Para lá desse
ismo. Mais expressionista que impressionista. Mas na verdade, também, além desse
outro ismo.
Para o arquiteto finlandês Eliel Saarinem, em Search for Form, (N.Y., 1948),
nenhum desses ismos pioneiramente destruidores de convenções das chamadas
naturalistas deixou de representar impulsos de criatividade diferentes em
artistas inovadores. Diferença, inclusive, de perspectivas do nu de mulher, como
desafio, quer de forma, quer de cor. O que inevitavelmente veio a tocar em
morenidades ecológicas, condicionadas por sóis e calores tropicais. E a produzir
pintores especializados em dar destaque a bundas de mulheres morenas. Um deles,
de modo notável, Emiliano di Cavalcanti.
Bundas, porque, mais do que faces ou partes superiores de corpos, elas permitem
ao pintor dar ênfase estética a curvas femininas. É em nádegas que esses curvas
esplendem, irradiando suas maiores provocações, além de estéticas, sensuais. Foi
pioneiro em fixá-las o exotista ou tropicalista Gauguin. De onde outros ismos em
criações pictóricas em torno de corpos de mulheres, isto é, de formas diferentes
das olimpicamente, apolineamente, estaticamente clássicas. Inclusive o muito
dionisíaco primitivismo, pretendendo juntar, à apresentação de bundas como
partes aliciantemente belas de corpos de mulher, uma perspectiva como que --
paradoxo -- maliciosamente inocente.
As bundas de mulatas célebres de Di Cavalcanti não estão nesse caso. Nem elas
nem as das pinturas criativamente inclassificáveis como istas de Cícero dias, de
que emergem mulheres nuas ostentando mais bundas desacompanhadas de pêlos do que
sexos com pentelhos ramalhudos. Aliás, a miscigenação brasileira tornou-se tão
vasta, que as bundas de mulheres do Brasil constituem, talvez, a mais variada
expressão antropológica de uma moderna variedade de formas e nádegas, com as
protuberantes é possível que avantajando-se às menos ostensivas.