Frases e Pensamentos de Vinho

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VINHO

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A juventude é a embriaguez sem vinho
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


O casamento vem do amor, assim como o vinagre do vinho.
( LORD BYRON)


Uma jovem e um copo de vinho curam todas as necessidades
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


Existe mais filosofia numa garrafa de vinho que em todos os livros.
( LOUIS PASTEUR )


Toma conselhos com o vinho,mas toma decisões com a água.
( Frases e Pensamentos de Benjamin Franklin)


Se queres viver muito guarda um pouco de vinho rançoso e um amigo velho.
( Frases e Pensamentos de Pitágoras )


A vida é como o vinho: se a quisermos apreciar bem, não devemos bebê-la até à última gota.
( LORD BYRON)


Hoje é dia de vinho e mulheres,alegria e risadas. Véspera de sermões e muita água mineral.
( LORD BYRON)


A penicilina cura os homens,mas é o vinho que os torna felizes.
( Frases e Pensamentos de Fleming) Mensagem sobre Bebida


Toma conselhos com o vinho,mas toma decisões com a água.
( Frases e Pensamentos de Benjamin Franklin) Mensagem sobre Conselhos


Epitáfio sobre nenhuma pedra ( Octavio Paz )

Mixcoac foi meu povoado: três sílabas noturnas,
um véu de sombra sobre um rosto solar.
Vinho Nossa Senhora, a Empoeirada Mãe.
Vinho que foi comido. Eu andava pelo mundo.
Minha casa foram minhas palavras, minha casa o ar.


Hoje é dia de vinho e mulheres,alegria e risadas. Véspera de sermões e muita água mineral.
( Frases e Pensamentos de Lord Byron) Mensagem sobre Bebida


Mulher é como vinho: Tem que manter na horizontal,no escuro e com rolha na boca.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Machismo


O amigo novo é como um vinho novo. Deixe que envelheça um pouco. Então beba-o com deleite.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Amizade


Quem deseja uma vida feliz com uma mulher bonita assemelha-se a quem quisesse saborear o gosto do vinho tendo a boca sempre cheia dele.
( Frases e Pensamentos de GEORGE BERNARD SHAW)


Todo o nosso mal provém de não podermos estar sozinhos: daí o jogo, o luxo, a dissipação, o vinho, as mulheres, a ignorância, a desconfiança, o esquecimento de nós mesmos e de Deus
( La Bruyère )


O milagre não é dar vida ao corpo extinto, Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo... Nem mudar água pura em vinho tinto... Milagre é acreditarem nisso tudo(Frases e Pensamentos de Mário Quintana)


Beba o sábado como se fosse vinho. Mastigue-o como se fosse boca. Devore-o como se fosse o outro. Verá que o domingo nunca chega.
( Frases e Pensamentos de Bruno Campel) Mensagem sobre Conselhos


Diz o poeta Khalil Gibran (em tradução de Mansour Challka) aos casais: "Que haja espaços entre vós; comei do mesmo pão, não, porém, do mesmo pedaço; bebei do mesmo vinho, não, porém, na mesma taça".
( Frases e Pensamentos de Amor)


Virtudes Ociosas e Bolorentas ( HENRY DAVID THOREAU )

Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade. Sentei-me a uma mesa onde a
comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas onde faltavam
sinceridade e verdade, e com fome me fui embora do inóspito recinto. A
hospitalidade era fria como os sorvetes. Pensei que nem havia necessidade de
gelo para conservá-los. Gabaram-me a idade do vinho e a fama da safra, mas eu
pensava num vinho muito mais velho, mais novo e mais puro, de uma safra mais
gloriosa, que eles não tinham e nem sequer podiam comprar.
O estilo, a casa com o terreno em volta e o «entretenimento» não representam
nada para mim. Visitei o rei, mas ele deixou-me à espera no vestíbulo,
comportando-se como um homem incapaz de hospitalidade. Na minha vizinhança havia
um homem que morava no oco de uma árvore e cujas maneiras eram régias. Teria
feito bem melhor visitando-o a ele.
Até quando nos sentaremos nós nos nossos alpendres a praticar virtudes ociosas e
bolorentas, que qualquer trabalho tornaria descabidas? É como se alguém
começasse o dia com paciência, contratasse alguém para lhe sachar as batatas, e
de tarde saísse para praticar a mansidão e a caridade cristãs com bondade
premeditada!


AR DE NOTURNO ( Frederico Garcia Lorca )

Tenho muito medo
das folhas mortas,
medo dos prados
cheios de orvalho.
eu vou dormir;
se não me despertas,
deixarei a teu lado meu coração frio.
O que é isso que soa
bem longe ?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu !
Pus em ti colares
com gemas de aurora.
Por que me abandonas
neste caminho ?
Se vais muito longe,
meu pássaro chora
e a verde vinha
não dará seu vinho.
O que é isso que soa
bem longe ?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu !
Nunca saberás,
esfinge de neve,
o muito que eu
haveria de te querer
essas madrugadas
quando chove
e no ramo seco
se desfaz o ninho.
O que é isso que soa
bem longe ?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu!


Quando as trevas começaram a cair sobre a Terra, José de Arimatéia acendeu uma tocha de pinheiro e desceu da colina para o vale. Tinha o que fazer em casa. E, ajoelhando-se sobre as pedras do Vale da Desolação, viu um jovem que estava nu e chorava. Seus cabelos eram da cor do mel e o corpo tão branco como uma flor; mas ferira o corpo nos espinhos e sobre os cabelos pusera cinza à guisa de coroa. E José, que possuía grandes virtudes, disse ao jovem que se encontrava nu e chorava: - Não me admira que o teu sentimento seja tão grande, porque, realmente, Ele foi um homem justo. E o jovem respondeu: - Não é por Ele que choro, mas por mim mesmo. Eu também mudei a água em vinho, curei o leproso e restituí a vista do cego. Andei sobre as águas e das profundezas dos sepulcros expulsei os demônios. Alimentei os famintos no deserto onde não havia comida; ergui os mortos dos leitos exíguos e à minha ordem, diante de imensa multidão, uma figueira seca novamente frutificou. Tudo que esse homem realizou eu também realizei e, todavia, não me crucificaram.


Sobre a conversação (KAHLIL GIBRAN)



...Então, um literato disse: - "Fala-nos da conversação".
E ele respondeu:
- "Vós conversais quando deixais de estar em paz com vossos pensamentos. E
quando não podeis mais viver na solidão de vosso coração, procurais viver nos
vossos lábios, e encontrais então uma diversão e um passatempo nas vibrações
emitidas. Em grande parte de vossas conversações, o pensamento é meio
assassinado. Pois, o pensamento é uma ave do espaço que, numa gaiola de
palavras, pode abrir as asas, mas não pode voar.
Há entre vós, aqueles que procuram os faladores por medo da solidão. A quietude
da solidão revela-lhes seu eu-desnudo, e eles preferem escapar-lhe.
E há aqueles que falam e, sem o saber ou prever, traem uma verdade que eles
próprios não compreendem. E há aqueles que possuem a verdade dentro de si, mas
não a expressam em palavras. No íntimo de tais pessoas, o espírito
habita num silêncio rítmico.
Quando encontrardes vosso amigo na rua ou no mercado público, deixai que o
espírito que esta em vós ponha em movimento vossos lábios e dirija vossa língua.
E que a voz escondida na vossa voz fale ao ouvido de seu ouvido; pois sua alma
guardara a verdade de vosso coração, como é lembrado o sabor do vinho. Mesmo
depois que a sua cor houver sido esquecida, e a taça que o
continha não mais existir.


CÂNTICO dos cânticos VII( Salomão )

QUÃO formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha do príncipe! Os
contornos de tuas coxas são como jóias, trabalhadas por mãos de artista.
O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre como
montão de trigo, cercado de lírios.
Os teus dois seios como dois filhos gêmeos de gazela.
O teu pescoço como a torre de marfim; os teus olhos como as piscinas de Hesbom,
junto à porta de Bate-Rabim; o teu nariz como torre do Líbano, que olha para
Damasco.
A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça como a
púrpura; o rei está preso nas galerias.
Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias!
A tua estatura é semelhante à palmeira; e os teus seios são semelhantes aos
cachos de uvas.
Dizia eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os teus seios serão
como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs.
E a tua boca como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e faz
com que falem os lábios dos que dormem.
Eu sou do meu amado, e ele me tem afeição.
Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias.
Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se já
aparecem as tenras uvas, se já brotam as romãzeiras; ali te darei os meus
amores.
As mandrágoras exalam o seu perfume, e às nossas portas há todo o gênero de
excelentes frutos, novos e velhos; ó amado meu, eu os guardei para ti.


Coragem Ilusória ( ARISTÓTELES )

Há cinco espécies de coragem, assim denominadas segundo a semelhança:
suportam as mesmas coisas, mas não pelos mesmos motivos. Uma é a coragem
política: provém da vergonha; a segunda é própria dos soldados: nasce da
experiência e do facto de conhecer, não - como dizia Sócrates - os perigos, mas
os recursos contra eles; a terceira brota da falta de experiência e da
ignorância, e por ela são induzidas as crianças e os loucos, estes quando
enfrentam a fúria dos elementos, aquelas quando pegam em serpentes. Outra espé
cie é a de quem tem esperança: graças a ela, arrostam os perigos aqueles que,
muitas vezes, tiveram sorte (...) e os ébrios; o vinho, de facto, excita a
confiança.
Outra ainda dimana da paixão irracional, por exemplo, do amor e da ira.
Se alguém está enamorado, é mais temerário que cobarde e enfrenta muitos
perigos, como aquele que no Metaponto matou o tirano, ou o cretense de que fala
a lenda; o mesmo se passa com a cólera e com a ira. Pois a ira é capaz de nos pô
r fora de nós. Por isso, se afiguram também corajosos os javalis, embora não
sejam; quando fora de si, têm uma qualidade semelhante, de outro modo, são
inconstantes como os temerários. Todavia, a coragem que nasce da ira é a mais
natural: a ira é, efectivamente, algo de invencível, e é por isso que os jovens
lutam melhor. A coragem cívica, pelo contrário, brota da lei. Nenhuma destas esp
écies é, na realidade, coragem, mas todas são úteis para encorajar nas situações
de perigo.


CÂNTICO dos cânticos VIII( Salomão )

AH! quem me dera que foras como meu irmão, que mamou aos seios de minha
mãe! Quando te encontrasse lá fora, beijar-te-ia, e não me desprezariam!
Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; eu te
daria a beber do vinho aromático e do mosto das minhas romãs.
A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o meu amor,
até que queira.
Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da
macieira te despertei, ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela
que te deu à luz.
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor
é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas
de fogo, com veementes labaredas.
As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que algu
ém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.
Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que faremos a esta nossa irmã,
no dia em que dela se falar?
Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for
uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.
Eu sou um muro, e os meus seios são como as suas torres; então eu era aos seus
olhos como aquela que acha paz.
Teve Salomão uma vinha em Baal-Hamom; entregou-a a uns guardas; e cada um lhe
trazia pelo seu fruto mil peças de prata.
A minha vinha, que me pertence, está diante de mim; as mil peças de prata são
para ti, ó Salomão, e duzentas para os que guardam o seu fruto.
Ó tu, que habitas nos jardins, os companheiros estão atentos para ouvir a tua
voz; faze-me, pois, também ouvi-la.
Vem depressa, amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados
sobre os montes dos aromas.


CÂNTICO dos cânticos IV( Salomão )

EIS que és formosa, meu amor, eis que és formosa; os teus olhos são como os
das pombas entre as tuas tranças; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que
pastam no monte de Gileade.
Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do
lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas.
Os teus lábios são como um fio de escarlate, e o teu falar é agradável; a tua
fronte é qual um pedaço de romã entre os teus cabelos.
O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas; mil escudos
pendem dela, todos broquéis de poderosos.
Os teus dois seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam
entre os lírios.
Até que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra, e ao
outeiro do incenso.
Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha.
Vem comigo do Líbano, ó minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de
Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde os covis dos leões, desde os
montes dos leopardos.
Enlevaste-me o coração, minha irmã, minha esposa; enlevaste-me o coração com um
dos teus olhares, com um colar do teu pescoço.
Que belos são os teus amores, minha irmã, esposa minha! Quanto melhor é o teu
amor do que o vinho! E o aroma dos teus ungüentos do que o de todas as
especiarias!
Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da
tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano.
Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada.
Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes, o cipreste com o
nardo.
O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de
incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias.
És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano!
Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que
destilem os seus aromas. Ah! entre o meu amado no jardim, e coma os seus frutos
excelentes!


CÂNTICO dos cânticos V( Salomão )

JÁ entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com
a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu
leite; comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.
Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo:
abre-me, minha irmã, meu amor, pomba minha, imaculada minha, porque a minha
cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite.
Já despi a minha roupa; como as tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os
tornarei a sujar?
O meu amado pôs a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas
estremeceram por amor dele.
Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos gotejavam mirra, e os
meus dedos mirra com doce aroma, sobre as aldravas da fechadura.
Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado tinha se retirado, e tinha ido; a minha
alma desfaleceu quando ele falou; busquei-o e não o achei, chamei-o e não me
respondeu.
Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade; espancaram-me, feriram-me,
tiraram-me o manto os guardas dos muros.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que
estou enferma de amor.
Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as
mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuras?
O meu amado é branco e rosado; ele é o primeiro entre dez mil.
A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos
como o corvo.
Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em
leite, postos em engaste.
As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como flores perfumadas; os seus
lábios são como lírios gotejando mirra com doce aroma.
As suas mãos são como anéis de ouro engastados de berilo; o seu ventre como alvo
marfim, coberto de safiras.
As suas pernas como colunas de mármore colocadas sobre bases de ouro puro; o seu
aspecto como o Líbano, excelente como os cedros.
A sua boca é muitíssimo suave, sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu
amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.