Qual é a utilidade de um bébé recém-nascido? (Respondeu quando lhe perguntaram qual era a utilidade de uma nova invenção)
( Frases e Pensamentos de Benjamin Franklin )
Nenhum homem é justificado em fazer o mal pelo fundamento da utilidade.
( Theodore Roosevelt )
Os homens estimam-vos conforme a vossa utilidade, sem terem em conta o vosso valor
( HONORÉ DE BALZAC )
O medo tem alguma utilidade,mas a covardia não.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Medo
O cientista não traz nada de novo. Só inventa o que tem utilidade. O artista descobre o que é inútil. Traz o novo.
( Karl Kraus )
A única coisa a fazer com os bons conselhos é passá-los a outros; pois nunca têm utilidade para nós próprios.
( Frases e Pensamentos de OSCAR WILDE)
Todos os caminhos são os mesmos, Conduzem ao nada. São caminhos que vão através do mato. A única questão é se o caminho tem um significado. Se o tiver, é um bom caminho. Se não, não tem utilidade. Se o caminho é o amor, o fim não tem importância, o processo terá coração.
( LEO BUSCAGLIA )
Mas a mais nobre e útil de todas as invenções foi a da linguagem, que consiste em nomes ou apelações e em suas conexões, pelas quais os homens registram seus pensamentos, os recordam depois de passarem, e também os usam entre si para a utilidade e conversa recíprocas, sem o que não haveria entre os homens nem Estado, nem sociedade, nem contrato, nem paz,tal como não existem entre os leões, os ursos e os lobos.
( THOMAS HOBBES )
Temos o primeiro sinal de que o animal se tornou homem, quando a sua actuação já
não se relaciona com o bem-estar momentâneo, mas com o duradouro, prova de que
o homem adquire o sentido do útil, do adequado: é então que, pela primeira vez,
irrompe o livre senhorio da razão. Um estádio ainda mais elevado é alcançado,
quando ele age consoante o princípio da honra; graças ao mesmo, ele adapta-se,
submete-se a sentimentos comuns, e isso ergue-o muito acima da fase, em que só
a utilidade entendida em termos pessoais o guiava: ele respeita e quer ser
respeitado, isto é, entende o proveito como dependente do que ele opina acerca
dos outros, do que os outros opinam acerca dele. Finalmente, na fase mais
elevada da moralidade em uso até agora, ele age segundo o seu critério quanto
às coisas e às pessoas, ele próprio determina para si e para outros o que é
honroso, o que é útil; tornou-se o legislador das opiniões, em conformidade com
o conceito cada vez mais desenvolvido do útil e do honroso. O conhecimento
habilita-o a preferir o mais útil, ou seja, a colocar o proveito geral e
duradouro à frente do pessoal, a respeitosa estima de valia geral e duradoura à
frente da momentânea; ele vive e actua como indivíduo colectivo.
Visto que esta ciência (a filosofia) é o objecto das nossas indagações,
examinemos de que causas e de que princípios se ocupa a filosofia como ciência;
questão que se tomará muito mais clara se examinarmos as diversas ideias que
formamos do filósofo. Em primeiro lugar, concebemos o filósofo principalmente
como conhecedor do conjunto das coisas, enquanto é possível, sem contudo possuir
a ciência de cada uma delas em particular. Em seguida, àquele que pode alcançar
o conhecimento de coisas difíceis, aquelas a que só se chega vencendo graves
dificuldades, não lhe chamaremos filósofo? De facto, conhecer pelos sentidos é
uma faculdade comum a todos, e um conhecimento que se adquire sem esforço em
nada tem de filosófico. Finalmente, o que tem as mais rigorosas noções das
causas, e que melhor ensina estas noções, é mais filósofo do que todos os outros
em todas as ciências. E, entre as ciências, aquela que se procura por si mesma,
só pelo anseio do saber, é mais filosófica do que a que se estuda pelos seus
resultados; assim como a que domina as mais é mais filosófica do que a que se
encontra subordinada a qualquer outra. Não, o filósofo não deve receber leis,
mas sim dá-las; nem é necessário que obedeça a outrem, mas deve obedecer-lhe o
que seja menos filósofo.
(...) Pois bem: o filósofo que possuir perfeitamente a ciência do geral tem
necessariamente a ciência de todas as coisas, porque um homem em tais
circunstâncias sabe, de certo modo, tudo quanto está compreendido sob o geral.
Todavia, pode dizer-se também que se toma muito difícil ao homem alçar-se aos
conhecimentos mais gerais; as coisas que são seus objectos como que estão mais
distantes do alcance dos sentidos.
(...) De tudo quanto dissemos sobre a própria ciência resulta a definição da
filosofia que procuramos. É imprescindível que seja a ciência teórica dos
primeiros princípios e das primeiras causas, porque uma das causas é o bem, a
razão final. E que não é uma ciência prática, prova-o o exemplo dos que
primeiramente filosofaram. O que, a princípio, levou os homens a fazerem as
primeiras indagações filosóficas foi, como é hoje, a admiração. Entre os
objectos que admiravam e que não podiam explicar, aplicaram-se primeiro aos que
se encontravam ao seu alcance; depois, passo a passo, quiseram explicar os
fenómenos mais importantes; por exemplo, as diversas fases da Lua, o trajecto do
Sol e dos astros e, finalmente, a formação do universo. Ir à procura duma
explicação e admirar-se é reconhecer que se ignora. (...) Portanto, se os
primeiros filósofos filosofaram para se libertarem da ignorância, é evidente que
se consagraram à ciência para saber, e não com vista à utilidade.