Os jovens desejam: amor, dinheiro e saúde. Um dia, porém, dirão: saúde, dinheiro e amor
( Paul Géraldy )
Rapazes: os rapazes novos desejam: amor, dinheiro e saúde. Um dia, dirão antes: saúde, dinheiro e amor
( Paul Géraldy )
Nada melhor para a saúde do que um amor correspondido.
( Tom Jobim )
Os jovens desejam: amor,dinheiro e saúde. Um dia,porém,dirão: saúde,dinheiro e amor.
( Frases e Pensamentos de Paul Geraldy) Mensagem sobre Idade
A felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade.
( ARISTÓTELES )
Uma leitura alegre é tão útil à saúde como o exercício do corpo
( IMMANUEL KANT )
É melhor ser rico com saúde do que ser pobre doente.(Frases de Para-Choque de Caminhão - Caminhoneiros)
Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.
( Autor: VINÍCIUS DE MORAES)
Dificuldades e obstáculos são fontes valiosas de saúde e força para qualquer sociedade.
(ALBERT EINSTEIN)
As melhores atividades para sua saúde são esticar e dobrar.
( Frases e Pensamentos de Arnold Schwarzenegger )
O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.
( ARTHUR SCHOPENHAUER )
Felicidade é boa saúde e má memória.
( Frases e Pensamentos de Ingrid Bergman) Mensagem sobre Felicidade
Alguns pensam que para se ser amigo basta querê-lo, como se para se estar são bastasse desejar a saúde...
( ARISTÓTELES )
A cólera prejudica o sossego da vida e a saúde do corpo, ofusca o julgamento e cega a razão
( Frases e Pensamentos de Diderot )
Slogam para o ministério da saúde: o fumante é um retardado que ainda não conseguiu deixar de mamar(Frases e Pensamentos de Mário Quintana)
Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeia felicidade é impossível sem verdadeira saúde,e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle. Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza.
( MAHATMA GANDHI)Tema: Auto-Conhecimento
A saúde e o prazer são para o homem o que o sol e o ar são para as plantas.
( Frases e Pensamentos de Massilon) Mensagem sobre Prazer
Um corpo sem inteligência não ama. Um corpo sem saúde não desfruta do amor. Um gênio sem amor não tem saúde espiritual. Diante disso tudo,devemos a cada instante procurar a companhia das três virtudes,mesmo que alcancemos uma a uma.
( Frases e Pensamentos de Paulo Baleki) Mensagem sobre Amor
Quando estamos de boa saúde, admiramo-nos de como seria possível estarmos doentes; quando isso acontece, medicamo-nos alegremente
( Blaise Pascal )
Em geral, nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde. Com ela, tudo se transforma em fonte de prazer.
( ARTHUR SCHOPENHAUER )
A objecção, o desvio, a desconfiança alegre, a vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que é absoluto pertence à patologia.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )
Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeia felicidade é impossível sem verdadeira saúde,e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle. Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza.
( Frases e Pensamentos de Mahatma Gandhi) Mensagem sobre Autoconhecimento
Renunciar ao amor parecia-me tão insensato como desinteressarmo-nos da saúde porque acreditamos na eternidade.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em caso contrário, abstém-te de o ajudar.
( Autor: SOCRATES)
Aquele que os deuses querem favorecer morre jovem,enquanto sua saúde for boa e seus sentidos e seu julgamento,ainda sãos.
( Frases e Pensamentos de Plauto) Mensagem sobre Morte
"A idade não depende dos anos,mas sim do temperamento e da saúde; umas pessoas já nascem velhas,outras jamais envelhecem."
( Frases e Pensamentos de Tyron Edwards) Mensagem sobre Idade
"O primeiro chope é bom para a saúde; o segundo é bom para o prazer; o terceiro é bom para a vergonha e o quarto é bom para a loucura."
( Frases e Pensamentos de Anasarca) Mensagem sobre Bebida
A única maneira de conservar a saúde é comer o que não se quer,beber o que não se gosta e fazer aquilo que se preferiria não fazer.
( Frases e Pensamentos de Mark Twain) Mensagem sobre Conselhos
Através do humor nós vemos no que parece racional, o irracional; no que parece importante, o insignificante. Ele também desperta o nosso sentido de sobrevivência e preserva a nossa saúde mental.
( CHARLES CHAPLIN )
O dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Representa: saúde, força, honra, generosidade e beleza, do mesmo modo que a falta dele representa: doença, fraqueza, desgraça, maldade e fealdade.
( ARTHUR SCHOPENHAUER )
A arquitetura é a arte que dispõe e adorna de tal forma as construções erguidas pelo homem, para qualquer uso, que vê-las pode contribuir para sua saúde mental, poder e prazer.
( John Ruskin ) Mensagem sobre Filosofia
Tanto nos tornaríamos sábios conservando no pensamento os diversos resíduos de todas as filosofias humanas, como teríamos saúde engolindo todos os fundos de garrafa de uma farmácia antiga.
( Frases e Pensamentos de Vitor Hugo )
Estou começando a achar que o indivíduo que realmente tem saúde mental é o que tem o maior número de alternativas, as mais viáveis. Uma pessoa que possa dizer: ‘Se isso não acontecer, o que mais, e o que mais é possível?’.
( LEO BUSCAGLIA )
O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento.
(Buddha Sidharta Gautama / Buda Sakyamuni / Sidarta)
Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor
( Frases e Pensamentos de Pitágoras )
Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade.
(ALBERT EINSTEIN)
Para se ter boa saúde, para trazer a verdadeira felicidade a família, para trazer paz a todos, deve-se disciplinar e controlar a própria menteSe um homem puder controlar a mente, poder encontrar o caminho da Iluminação, e toda sabedoria e virtude a ele virá o com naturalidade.
(Buddha Sidharta Gautama / Buda Sakyamuni / Sidarta)
O trabalho de uma mulher nunca está acabado, porque ainda faltam as coisas que pediu ao seu marido para ele fazer. Nunca confie num homem que diz que em casa manda ele. Provavelmente ele também mente sobre outras coisas. A melhor razão para se separar de um homem é uma razão de saúde: Estar enjoada dele!
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Feminismo
"A capacidade de mudar velhos hábitos e atitudes reflete o seu grau de flexibilidade que indica o seu nível de saúde mental. Quanto mais inflexível, maior será o tempo de reação a situações novas, criando profundos transtornos para você. Agora, se você é flexível e não deixa o passado ter poder sobre você, mais livre se encontra para perceber, digerir e responder adequadamente à vida." (Frases e Pensamentos de Luiz Antonio Gasparetto)
A capacidade de mudar velhos hábitos e atitudes reflete o seu grau de flexibilidade que indica o seu nível de saúde mental. Quanto mais inflexível,maior será o tempo de reação a situações novas,criando profundos transtornos para você. Agora,se você é flexível e não deixa o passado ter poder sobre você,mais livre se encontra para perceber,digerir e responder adequadamente à vida.
( Frases e Pensamentos de Gasparetto) Mensagem sobre Autoconhecimento
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque
meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar
porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar
triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas
finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças
por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que
eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir
trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho domé
stico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar
com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como
planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha
frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode
dar forma. Tudo depende só de mim.
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade(Frases e Pensamentos de Mário Quintana)
De todas as coisas que podemos conceber neste mundo ou mesmo, de uma maneira
geral, fora dele, não há nenhuma que possa ser considerada como boa sem
restrição, salvo uma boa vontade. O entendimento, o espírito, o juízo e os
outros talentos do espírito, seja qual for o nome que lhes dermos, a coragem, a
decisão, a perseverança nos propósitos, como qualidades do temperamento, são,
indubitávelmente, sob muitos aspectos, coisas boas e desejáveis; contudo, também
podem chegar a ser extrordináriamente más e daninhas se a vontade que há-de usar
destes bens naturais, e cuja constituição se chama por isso carácter, não é uma
boa vontade. O mesmo se pode dizer dos dons da fortuna. O poder, a riqueza, a
consideração, a própria saúde e tudo o que constitui o bem-estar e contentamento
com a própria sorte, numa palavra, tudo o que se denomina felicidade, geram uma
confiança que muitas vezes se torna arrogância, se não existir uma boa vontade
que modere a influência que a felicidade pode exercer sobre a sensibilidade e
que corrija o princípio da nossa actividade, tornando-o útil ao bem geral;
acrescentemos que num espectador imparcial e dotado de razão, testemunha da
felicidade ininterrupta de uma pessoa que não ostente o menor traço de uma
vontade pura e boa, nunca encontrará nesse espectáculo uma satisfação
verdadeira, de tal modo a boa vontade parece ser a condição indispensável sem a
qual não somos dignos de ser felizes.
(...) A boa vontade não é boa pelo que produz e realiza, nem por facilitar o
alcance de um fim que nos proponhamos, mas apenas pelo querer mesmo; isto quer
dizer que ela é boa em si e que, considerada em si mesma, deve ser tida em preço
infinitamente mais elevado que tudo quanto possa realizar-se por seu intermédio
em proveito de alguma inclinação, ou mesmo, se se quiser, do conjunto de todas
as inclinações.
Considero saudável estar só na maior parte do tempo. Estar acompanhado, mesmo
pelos melhores, cedo se torna enfadonho e dispersivo. Adoro estar só. Nunca
encontrei um companheiro tão sociável como a solidão. Estamos geralmente mais
sós quando viajamos com outros homens do que quando permanecemos nos nossos
aposentos. Um homem quando pensa ou trabalha está sempre só, deixai-o pois estar
onde ele deseja. A solidão não é medida pelas milhas de espaço que separam um
homem e os seus congéneres.
O estudante verdadeiramente diligente de um dos enxames da Universidade de
Cambridge está tão solitário como um derviche no deserto. O agricultor pode
trabalhar sozinho no campo ou nos bosques durante todo o dia, mondando ou
podando, e não se sentir solitário porque está ocupado; mas quando chega a casa,
à noite, não consegue sentar-se numa sala sozinho, à mercê dos seus pensamentos.
Tem que ir onde possa «estar com as pessoas», distrair-se e ser compensado pela
solidão do seu dia; e, assim, interroga-se como pode o estudante estar só em
casa durante toda a noite e grande parte do dia sem se aborrecer ou sentir-se
deprimido. Mas ele não entende que o estudante, se bem que em casa, ainda está a
trabalhar no seu campo, a podar os seus bosques, tal como o agricultor o faz nos
seus e que, por seu turno, procura a mesma diversão e companhia que este, embora
eventualmente de uma forma mais condensada.
Ouvi falar de um homem perdido na floresta e a morrer de fome e de exaustão ao p
é de uma árvore e cuja solidão era aliviada pelas visões grotescas com que,
devido à fraqueza física, a sua imaginação doente o rodeava, e que ele
acreditava serem reais. Assim também, graças à saúde e à força física e mental,
podemos sentir-nos continuamente animados por uma companhia semelhante, se bem
que mais normal e natural, e chegarmos à conclusão de que nunca estamos sós.
"Nosso subconsciente trabalha na materialização de nossas crenças. Ele não tem senso de humor. Faz sempre o que acreditamos. Não falha. Dessa forma, o fracasso não existe. Você foi sempre um sucesso! Sua vida é obra sua. Você é responsável por suas experiências. Mesmo aquelas que parecem não depender de você foram atraídas por sua forma de pensar.
As coisas não vão bem? Só colhe infelicidade? É hora de perceber como você consegue fazer isso. Certamente não escolheu a atitude adequada para obter bons resultados. Mudando essa atitude, tudo se modificará.
A vida deseja que você desenvolva seus potenciais de espírito eterno e aprenda a ser feliz. A felicidade é nosso destino e só o bem é verdadeiro. Para nos ensinar isso, a vida programa nossas experiências de acordo com nossas necessidades. Através do resultado dessas experiências conquistamos a sabedoria.
Na queixa há sempre uma justificativa para continuarmos a ser como somos, mas há também uma auto-imagem negativa. Você pensa que não pode fazer nada, que é incapaz e não merece. Conforma-se em ser pobre, em ficar em segundo plano, em pensar primeiro nos outros (é feio pensar em você primeiro). Acha que, para você ter, outros terão que dar e perder. Como se Deus fosse pobre e tão limitado que para dar a uns teria que tirar de outros. Esses pensamentos são altamente depressivos e atraem infelicidade.
Seu subconsciente obedece às mensagens que você lhe envia. Você tem todo o poder de criar seu próprio destino. Se deseja viver melhor, reconheça isso.
Faça uma lista de suas crenças e até das frases que costuma dizer. Se puser atenção e for sincera, logo vai perceber quais as crenças que são responsáveis por sua infelicidade. Não pense mais nelas. Esqueça-as. Quanto mais se preocupar em eliminá-las, mais pensará nelas e as alimentará.
Trate de cultivar o oposto. Faça afirmações positivas sempre usando o presente. Exemplo: 'Eu sou feliz', 'Tenho muita sorte', 'Minha saúde está cada dia melhor', etc. Escreva-as e espalhe-as em sua casa, nos lugares onde você possa vê-las constantemente. Repita-as várias vezes por dia.
Mas não se esqueça de pôr emoção nelas, acreditar realmente no que afirmar. Ignore aquela vozinha que lhe diz que não vai funcionar. Não custa nada experimentar.
Lembre-se de que todos os problemas de sua vida foram criados por você. Você foi, é e sempre será um sucesso. Suas escolhas podem ter dado um resultado diverso do que você esperava, mas você conseguiu materializa-las. Refletem o que você crê, e o que você crê seu subconsciente materializa... Pense nisso." (Frases e Pensamentos de Zíbia Gasparetto)
Trabalhadores do Brasil: Aqui estou, como de outras vezes, para compartilhar as
vossas comemorações e testemunhar o apreço em que tenho o homem de trabalho como
colaborador direto da obra de reconstrução política e econômica da Pátria. Não
distingo, na valorização do esforço construtivo, o operário fabril do técnico de
direção, do engenheiro especializado, do médico, do advogado, do industrial ou
do agricultor. O salário, ou outra forma de remuneração, não constitui mais do
que um meio próprio a um fim, e esse fim é, objetivamente, a criação da riqueza
nacional e o surto de maiores possibilidades à nossa civilização.
A despeito da vastidão territorial, da abundância de recursos naturais e da
variedade de elementos de vida, o futuro do país repousa, inteiramente, em nossa
capacidade de realização. Todo trabalhador, qualquer que seja a sua profissão é,
a este respeito, um patriota que conjuga o seu esforço individual à ação
coletiva, em prol da independência econômica da nacionalidade. O nosso progresso
não pode ser obra exclusiva do Governo, sim de toda a Nação, de todas as
classes, de todos os homens e mulheres, que se enobrecem pelo trabalho,
valorizando a terra em que nasceram.
Constitui preocupação constante do regime que adotamos difundir entre os
elementos laboriosos a noção da responsabilidade que lhe cabe no desenvolvimento
do país, pois o trabalho bem feito é uma alta forma de patriotismo, como a
ociosidade uma atitude nociva e reprovável. Nas minhas recentes excursões aos
Estados do Centro e do Sul, em conta to com as mais diversas camadas da
população, recebi caloroso acolhimento e manifestações que testemunham, de modo
inequívoco, a confiança que os brasileiros, desde os simples operários aos
expoentes das atividades produtoras, depositam na ação governamental.
Falando em momento como este, diante de uma multidão que vibra de Exaltação
patriótica, não posso deixar de pensar como os nossos governantes permaneceram,
durante tanto tempo, indiferentes à cooperação construtiva das classes
trabalhadoras. Relegados a existência vegetativa, privados de direitos e
afastados dos benefícios da civilização, da cultura e do conforto, os
trabalhadores brasileiros nunca obtiveram, sob os governos eleitorais, a menor
proteção, o mais elementar amparo. Para arrancar-lhes os votos, os políticos
profissionais tinham de mantê-los desorganizados e sujeitos à vassalagem dos
cabos eleitorais.
A obra de reparação e justiça realizada pelo Estado Novo distancia-nos,
imensamente, desse passado condenável, que comprometia aos nossos sentimentos
cristãos e se tornara obstáculo insuperável à solidariedade nacional. Naquela é
poca, ao aproximar-se o Primeiro de Maio, o ambiente era bem diverso.
Generalizavam-se as apreensões e abria-se um período de buscas policiais no
núcleos associativos, pondo-se em custódia os suspeitos, dando a todos uma
sensação de insegurança e exibindo um luxo de força nas ruas e locais de
reunião, que, não raro, redundavam em choques e conflitos sangrentos.
Atualmente, a data comemorativa dos homens de trabalho é festiva e de
confraternização.
Os benefícios da política trabalhista, empreendida nestes últimos anos, alcançam
profundamente todos os grupos sociais, promovendo o melhoramento das condições
de vida nas várias regiões do país e elevando o nível de saúde e de bem-estar
geral. A ação tutelar e providente do Estado patenteia-se, de modo constante, na
solicitude com que cria os serviços de proteção ao lar operário, de assistência
à infância, de alimentação saudável e barata, de postos de saúde, de creches e
maternidades, instituído o ensino profissional junto às fábricas e, ultimamente,
voltando as suas vistas para a construção de vilas operárias e casas populares.
Na continuação desse programa renovador, que encontrou no atual ministro do
Trabalho um eficiente e devotado orientador, assinamos, hoje, um ato de
incalculável alcance social e econômico: a lei que fixa o salário mínimo para
todo o país. Trata-se de antiga aspiração popular, promessa do movimento
revolucionário de 1930. Agora transformada em realidade, depois de longos e
acurados estados. Procuramos, por esse meio, assegurar ao trabalhador
remuneração eqüitativa, capaz de proporcionar-lhe o indispensável para o
sustento próprio e da família. O estabelecimento de um padrão mínimo de vida
para a grande maioria da população, aumentando, no decorrer do tempo, os índices
de saúde e produtividade, auxiliará a solução de importantes problemas que
retardam a marcha do nosso progresso.
À primeira vista, poderão pensar os menos avisados que a medida é prematura e
unilateral, visto beneficiar, apenas, os trabalhadores assalariados. Tal, porém,
não ocorre no plano do Governo. A elevação do nível de vida eleva, igualmente, a
capacidade aquisitiva das populações e incrementa, por conseguinte, as
indústrias, a agricultura e o comércio, que verão crescer o consumo geral e o
volume da produção.
As bases da nossa legislação social já estão solidamente lançadas nas leis que
regulam a duração do trabalho, a higiene industrial, a ocupação das mulheres e
menores, as aposentadorias e indenizações de acidentes, as associações
profissionais, os convênios coletivos e a arbitragem. Ultima-se, agora, a
organização da Justiça do Trabalho, cuja regulamentação está na fase final de
estudos e deverá ser posta em vigor dentro de pouco. É uma legislação que tende
a ampliar-se e a cobrir com a sua proteção os diversos ramos da economia
nacional, da fábrica aos campos, das oficinas aos estabelecimentos comerciais,
empresas de transportes e todos os empregos e ocupações. As sugestões da
experiência e as imposições da necessidade irão, naturalmente, indicando
modificações e ampliações cuidadosas. Chegaremos, assim, a consolidar esse corpo
de leis num Código do Trabalho adequando às condições do nosso progresso. Não é
de mais observar, a propósito das nossas conquistas de ordem social, que povos
de civilização mais velha, apontados como modelos a copiar, ainda não
conseguiram resolver satisfatoriamente as relações de trabalho, que continuam
sendo, para eles, causa de perturbações para o bem comum.
Embora deixados ao abandono, os nossos trabalhadores souberam resistir às
influências malsãs dos semeadores de ódios, a serviços de velhas e novas
ambições de poderio político, consagrados a envenenar o sentimento brasileiro de
fraternidade com o exotismo das lutas de classes. O ambiente nacional tem
reagido sadiamente contra esses agentes de perturbações e desordem. A propaganda
insidiosa e dissolvente, apenas, impressionou os pobres de espírito e ser viu
para agitar os mal intencionados.
Quem quer que observe a história e a dura lição sofrida por outros povos verá
que os extremismos, mesmo quando logram uma vitória efêmera, caem logo vítimas
dos próprios erros e das paixões que desencadearam, sacrificando muitas
aspirações justas e legítimas, que poderiam ser alcançadas pacificamente. A
sociedade brasileira, felizmente, repele, por índole, as soluções. Corrigidos os
abusos e imprevidências do passado, podermos encarar o futuro com serenidade,
certos de que as utopias ideológicas, na prática, verdadeiras calamidades
sociais, não conseguirão afastar-nos das normas de equilíbrio e bom senso em que
se pro cessa a evolução da nacionalidade.
Só o trabalho fecundo, dentro da ordem legal que as segura a todos patrões e
operários, chefes de indústrias e proletários, lavradores, artesãos,
intelectuais - um regime de justiça e de paz, poderá fazer a felicidade da
pátria brasileira.
Devemos estudar os meios de alcançar a felicidade, pois, quando a temos,
possuímos tudo e, quando não a temos, fazemos tudo por alcançá-la. Respeita,
portanto, e aplica os princípios que continuadamente te inculquei,
convencendo-te de que eles são os elementos necessários para bem viver. Pensa
primeiro que o deus é um ser imortal e feliz, como o indica a noção comum de
divindade, e não lhe atribuas jamais carácter algum oposto à sua imortalidade e
à sua beatitude. Habitua-te, em segundo lugar, a pensar que a morte nada é, pois
o bem e o mal só existem na sensação. De onde se segue que um conhecimento
exacto do facto de a morte nada ser nos permite fruir esta vida mortal,
poupando-nos o acréscimo de uma ideia de duração eterna e a pena da
imortalidade. Porque não teme a vida quem compreende que não há nada de temível
no facto de se não viver mais. É, portanto, tolo quem declara ter medo da morte,
não porque seja temível quando chega, mas porque é temível esperar por ela.
É tolice afligirmo-nos com a espera da morte, visto ser ela uma coisa que não
faz mal, uma vez chegada. Por conseguinte, o mais pavoroso de todos os males, a
morte, nada significa para nós, pois enquanto vivemos a morte não existe. E
quando a morte veio, já não existimos nós. A morte não existe, portanto, nem
para os vivos nem para os mortos, pois para uns ela não é, e pois os outros não
são mais.
(...) Deve, em terceiro lugar, compreender-se que, de entre os desejos, uns são
naturais e os outros vãos e que, de entre os naturais, uns são necessários e os
outros somente naturais. Finalmente, de entre os desejos necessários, uns são
necessários à felicidade, outros à tranquilidade do corpo e outros à própria
vida. Uma teoria verídica dos desejos ajustará os desejos e a aversão à saúde do
corpo e à ataraxia da alma, pois é esse o escopo de uma vida feliz, e todas as
nossas acções têm por fim evitar ao mesmo tempo o sofrimento e a inquietação.
Quando o conseguimos, todas as tempestades da alma se desfazem, não tendo já o
ser vivo de dirigir-se para alguma coisa que não possui, nem buscar outra coisa
que possa completar a felicidade da alma e do corpo. Porque nós buscamos o
prazer somente quando a sua ausência causa sofrimento. Quando não sofremos, não
sabemos que fazer do prazer. E por isso dizemos que o prazer é o começo e o fim
de uma vida venturosa. O prazer é, na verdade, considerado por nós como o
primeiro dos bens naturais, é ele que nos leva a aceitar ou a rejeitar as
coisas, a ele vamos parar, tomando a sensibilidade como critério do bem. Ora,
pois que o prazer é o primeiro dos bens naturais, segue-se que não aceitamos o
primeiro prazer que vem, mas em certos casos desdenhamos numerosos prazeres
quando têm por efeito um tormento maior. Por outro lado, há numerosos
sofrimentos que reputamos preferíveis aos prazeres, quando nos trazem um maior
prazer. Todo o prazer, na medida em que se conforma com a nossa natureza, é
portanto um bem, mas nem todo o prazer é entretanto necessariamente apetecível.
Do mesmo modo, se toda a dor é um mal, nem toda é necessariamente de evitar.
Daqui procede que é por uma sábia consideração das vantagens e dissabores que
traz que cada prazer deve ser apreciado. Na verdade, em certos casos, tratamos o
bem como um mal e, noutros, o mal como um bem.
Depender apenas de si mesmo é, em nossa opinião, grande bem, mas não se segue,
por isso, que devamos sempre contentar-nos com pouco. Simplesmente, quando a
abundância nos falece, devemos ser capazes de contentar-nos com pouco, pois
estamos persuadidos de que fruem melhor a riqueza aqueles que menos carecem dela
e que tudo que é natural se alcança facilmente, enquanto é difícil obter o que o
não é. As iguarias mais simples dão tanto prazer como a mesa mais ricamente
servida, quando está ausente o tormento que a carência determina, e o pão e a
água causam o mais vivo prazer quando os tomamos após longa privação. O hábito
da vida simples e modesta é portanto boa maneira de cuidar da saúde e torna, alé
m disso, o homem corajoso para suportar as tarefas que deve necessariamente
realizar na vida. Permite-lhe ainda, eventualmente, apreciar melhor a vida
opulenta e endurece-o contra os reveses da fortuna. Por conseguinte, quando
dizemos que o prazer é o soberano bem, não falamos dos prazeres dos debochados,
nem dos gozos sensuais, como pretendem alguns ignorantes que nos combatem e
desfiguram o nosso pensamento. Falamos da ausência de sofrimento físico e da
ausência da perturbação moral.
Porque não são nem as bebidas e os banquetes contínuos, nem o prazer do trato
com as mulheres, nem o júbilo que dão o peixe e a carne com que se enchem as
mesas sumptuosas que ocasionam uma vida feliz, mas hábitos racionais e sóbrios,
uma razão buscando incessantemente causas legítimas de escolha ou de aversão e
rejeitando as opiniões susceptíveis de trazerem à alma a maior perturbação.
O princípio de tudo isto e, ao mesmo tempo, o maior bem é, portanto, a
prudência. Devemos reputá-la superior à própria filosofia, pois que ela é a
fonte de todas as virtudes que nos ensinam que não se alcança a vida feliz sem a
prudência, a honestidade e a justiça e que a prudência, a honestidade e a
justiça não podem obter-se sem o prazer.
As virtudes, efectivamente, provêm de uma vida feliz, a qual, por sua vez, é
inseparável das virtudes.
Eu penso que o riso acabou - porque a humanidade entristeceu. E entristeceu
- por causa da sua imensa civilização. O único homem sobre a Terra que ainda
solta a feliz risada primitiva é o negro, na África. Quanto mais uma sociedade é
culta - mais a sua face é triste. Foi a enorme civilização que nós criámos
nestes derradeiros oitenta anos, a civilização material, a política, a
económica, a social, a literária, a artística que matou o nosso riso, como o
desejo de reinar e os trabalhos sangrentos em que se envolveu para o satisfazer
mataram o sono de Lady MacBeth. Tanto complicámos a nossa existência social, que
a Acção, no meio dela, pelo esforço prodigioso que reclama, se tornou uma dor
grande: - e tanto complicámos a nossa vida moral, para a fazer mais consciente,
que o pensamento, no meio dela, pela confusão em que se debate, se tornou uma
dor maior. O homem de acção e de pensamento, hoje, está implacavelmente votado à
melancolia.
Este pobre homem de acção, que todas as manhãs, ao acordar, sente dentro em si
acordar também o amargo cuidado do pão a adquirir, da situação social a manter,
da concorrência a repelir, da «íngreme escada a trepar», poderá porventura
afrontar o Sol com singela alegria? Não. Entre ele e o Sol está o negro cuidado,
que lhe estende uma sombra na face, lhe mata nela, como a sombra sempre faz às
flores, a flor de todo o riso. Por outro lado o homem de pensamento que
constantemente, pelo fatalismo da educação científica e crítica, busca as
realidades através das aparências, e que no céu só vê uma complicada combinação
de gases, e que na alma só descobre uma grosseira função de órgãos, e que sabe
que porção de fosfato de cal entra em toda a lágrima, e que diante de dois olhos
resplandecentes de amor pensa nos dois buracos da caveira que estão por trás, e
que a todo o sacrifício heróico penetra logo o motivo egoísta, e que caminha
sempre à procura da lei estável e eterna, e que a cada passo perde um sonho, e
que por fim não sabe para onde vai, e nem mesmo sabe quem é - não pode ser senão
um triste!
Desde que homem de acção e homem de pensamento são paralelamente tristes - o
mundo, que é sua obra, só pode mostrar tristeza. Tristeza na sua literatura,
tristeza na sua sociedade, tristeza nas suas festas, tristeza nos fatos negros
de que se veste... Tristeza dentro de si, tristeza fora de si. E quando por
acaso alguém por profissão tradicional, como os palhaços, ou por contraste, ou
pela saudade da antiga alegria e o desejo de a ressuscitar, procura fazer rir
este mundo - só lhe consegue arrancar a tal casquinada curta, áspera, rangente,
quase dolorosa, que parece resultar de cócegas feitas nos pés de um doente.
Não há que duvidar! Voltaram os tempo de Albert Durer! Outra vez o famoso moço
de asas potentes, no meio dos inumeráveis instrumentos das ciências e das artes,
que atulham o seu laboratório, e diante das obras colossais, que com eles
construiu, sente, sob esta produção excessiva que o não tornou nem melhor nem
mais feliz, um imenso desalento, e, considerando a inutilidade de tudo, de novo
deixa pender sobre as mãos a testa coroada de louro.
Pobre moço, que, de muito trabalhar sobre o universo e sobre ti próprio,
perdeste a simplicidade e com ela o riso, queres um humilde conselho? Abandona o
teu laboratório, reentra na Natureza, não te compliques com tantas máquinas, não
te subtilizes em tantas análises, vive uma boa vida de pai próvido que amanha a
terra, e reconquistarás, com a saúde e com a liberdade, o dom augusto de rir.
Mas como pode escutar estes conselhos de sapiência um desgraçado que tem, nos
poucos anos que ainda restam de século, de descobrir o problema da comunicação
interastral, e de assentar sobre bases seguras todas as ciências psíquicas?
O infeliz está votado ao bocejar infinito. E tem por única consolação que os
jornais lhe chamem e que ele se chame a si próprio - o Grande Civilizado.
Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!
A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!
Pairando acima dos mundanos tectos,
Não conheço o acidente da Senectus
- Esta universitária sanguessuga ,
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!
Na existência social, possuo uma arma
- O metafisicismo de Abidarma -
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.
Com um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho...
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
E com certeza meu irmão mais velho!
Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
Amarguradamente se me antolha,
À luz do americano plenilúnio,
Na alma crepuscular de minha raça
Como uma vocação para a Desgraça
E um tropismo ancestral para o Infortúnio.
Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,
Trazendo no deserto das idéias
O desespero endêmico do inferno,
Com a cara hirta, tatuada de fuligens
Esse mineiro doido das origens,
Que se chama o Filósofo Moderno!
Quis compreender, quebrando estéreis normas,
A vida fenomênica das Formas,
Que, iguais a fogos passageiros, luzem...
E apenas encontrou na idéia gasta,
O horror dessa mecânica nefasta,
A que todas as cousas se reduzem!
E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,
Sobre a esteira sarcófaga das pestes
A mostrar, já nos últimos momentos,
Como quem se submete a uma charqueada,
Ao clarão tropical da luz danada,
espólio dos seus dedos peçonhentos.
Tal a finalidade dos estames!
Mas ele viverá, rotos os liames
Dessa estranguladora lei que aperta
Todos os agregados perecíveis,
Nas eterizações indefiníveis
Da energia intra-atômica liberta!
Será calor, causa úbiqua de gozo,
Raio X, magnetismo misterioso,
Quimiotaxia, ondulação aérea,
Fonte de repulsões e de prazeres,
Sonoridade potencial dos seres,
Estrangulada dentro da matéria!
E o que ele foi: clavículas, abdômen,
O coração, a boca, em síntese, o Homem,
- Engrenagem de vísceras vulgares -
Os dedos carregados de peçonha,
Tudo coube na lógica medonha
Dos apodrecimentos musculares!
A desarrumação dos intestinos
Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos
Dentro daquela massa que o húmus come,
Numa glutoneria hedionda, brincam,
Como as cadelas que as dentuças trincam
No espasmo fisiológico da fome.
É uma trágica festa emocionante!
A bacteriologia inventariante
Toma conta do corpo que apodrece ...
E até os membros da família engulham,
Vendo as larvas malignas que se embrulham
No cadáver malsão, fazendo um s.
E foi então para isto que esse doudo
Estragou o vibrátil plasma todo,
À guisa de um faquir, pelos cenóbios?! ...
Num suicídio graduado, consumir-se,
E após tantas vigílias, reduzir-se
A herança miserável de micróbios!
Estoutro agora é o sátiro peralta
Que o sensualismo sodomista exalta,
Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo.
Como que, em suas células vilíssimas,
Há estratificações requintadíssimas
De uma animalidade sem castigo.
Brancas bacantes bêbedas o beijam.
Suas artérias hírcicas latejam,
Sentindo o odor das carnações abstêmias,
E à noite, vai gozar, ébrio de vício,
No sombrio bazar do meretrício,
O cuspo afrodisíaco das fêmeas.
No horror de sua anômala nevrose,
Toda a sensualidade da simbiose,
Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,
Como no babilônico sansara,
Lembra a fome incoercível que escancara
A mucosa carnívora dos lobos.
Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.
Negra paixão congênita, bastarda,
Do seu zooplasma ofídico resulta...
E explode, igual à luz que o ar acomete,
Com a veemência mavórtica do ariete
E os arremessos de uma catapulta.
Mas muitas vezes, quando a noite avança,
Hirto, observa através a tênue trança
Dos filamentos fluídicos de um halo
A destra descarnada de um duende,
Que, tateando nas tênebras, se estende
Dentro da noite má, para agarrá-lo!
Cresce-lhe a intracefálica tortura,
E de su'alma na caverna escura,
Fazendo ultra-epilépticos esforços,
Acorda, com os candieiros apagados,
Numa coreografia de danados,
A família alarmada dos remorsos.
E o despertar de um povo subterrâneo!
É a fauna cavernícola do crânio
- Macbeths da patológica vigília,
Mostrando, em rembrandtescas telas várias,
As incestuosidades sanguinárias
Que ele tem praticado na família.
As alucinações tácteis pululam.
Sente que megatérios o estrangulam...
A asa negra das moscas o horroriza;
E autopsiando a amaríssirna existência
Encontra um cancro assíduo na consciência
E três manchas de sangue na camisa!
Míngua-se o combustível da lanterna
E a consciência do sátiro se inferna,
Reconhecendo, bêbedo de sono,
Na própria ânsia dionísica do gozo,
Essa necessidade de horroroso,
Que é talvez propriedade do carbono!
Ah! Dentro de toda a alma existe a prova
De que a dor como um dartro se renova,
Quando o prazer barbaramente a ataca...
Assim também, observa a ciência crua,
Dentro da elipse ignívoma da lua
A realidade de uma esfera opaca.
Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,
Abranda as rochas rígidas, torna água
Todo o fogo telúrico profundo
E reduz, sem que, entanto, a desintegre,
A condição de uma planície alegre,
A aspereza orográfica do mundo!
Provo desta maneira ao mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento,
Sem os métodos da abstrusa ciência fria
E os trovões gritadores da dialética,
Que a mais alta expressão da dor estética
Consiste essencialmente na alegria.
Continua o martírio das criaturas:
- O homicídio nas vielas mais escuras,
- O ferido que a hostil gleba atra escarva,
- O último solilóquio dos suicidas -
E eu sinto a dor de todas essas vidas
Em minha vida anônima de larva!"
Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,
Da luz da lua aos pálidos venábulos,
Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,
julgava ouvir monótonas corujas,
Executando, entre caveiras sujas,
A orquestra arrepiadura do sarcasmo!
Era a elegia panteísta do Universo,
Na podridão do sangue humano imerso,
Prostituído talvez, em suas bases...
Era a canção da Natureza exausta,
Chorando e rindo na ironia infausta
Da incoerência infernal daquelas frases.
E o turbilhão de tais fonemas acres
Trovejando grandíloquos massacres,
Há-de ferir-me as auditivas portas,
Até que minha efêmera cabeça
Reverta à quietação da treva espessa
E à palidez das fotosferas mortas!