Deus criou o homem antes da mulher para não ouvir palpites.(Frases de Para-Choque de Caminhão - Caminhoneiros)
São precisas duas pessoas para falar a verdade, uma para falar, e outra para ouvir
( HENRY DAVID THOREAU )
Devemos ouvir o silêncio não como um surdo, e sim como um cego.
( Frases e Pensamentos de Fernando Sabino)
Se liberdade significa alguma coisa, é o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir.
( George Orwell )
Vive com os homens como se Deus te estivesse a ver; fala com Deus como se os homens te estivessem a ouvir
( SÊNECA )
Poucos gostam de ouvir falar das faltas / Que com prazer praticam.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)
O que você é fala tão alto, que não consigo ouvir o que você está dizendo.
( Frases e Pensamentos de Ralph Waldo Emerson)
Abandonei o violino. Com o passar dos anos, tornava-se cada vez mais insuportável ouvir o que eu próprio tocava.
(ALBERT EINSTEIN)
Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente.
( Autor: SOCRATES)
As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.
( Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA )
Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.
( Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA )
Deus criou o homem antes da mulher para não ouvir palpite.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Machismo
A frase mais deliciosa que se pode ouvir na ciência, aquela que todos os cientistas adoram, não é Eureka, mas... Que engraçado!
( Isaac Asimov )
A televisão é um veículo de diversão que permite a milhões de pessoas ouvir a mesma piada ao mesmo tempo e, ainda assim, continuar solitárias.
( T.S. Eliot )
O que é melhor na vida: esmagar seus inimigos, vê-los vindo na sua direção, e ouvir o lamento das mulheres.
( Frases e Pensamentos de Arnold Schwarzenegger )
Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor do que viver um século sem conhecer tal ensinamento.
(Buddha Sidharta Gautama / Buda Sakyamuni / Sidarta)
Deixa-me ouvir o que não ouço...
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada...
É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada...
Deixa-me ouvir... Não fales alto !
Um momento !... Depois o amor,
Se quiseres... Agora cala !
Tênue, longínquo sobressalto
Que substitui a dor,
Que inquieta e embala...
O quê? Só a brisa entre a folhagem?
Talvez... Só um canto pressentido?
Não sei, mas custa amar depois...
Sim, torna a mim, e a paisagem
E a verdadeira brisa, ruído...
Vejo-me, somos dois...
É preciso coragem para levantar e falar,mas também é preciso coragem para sentar e ouvir.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Pensamentos
P. Por que a loira não pode ouvir música com fone de ouvido? R. Porque o som não se propaga no vácuo!
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Loiras
Ver e ouvir são as únicas coisas nobres que a vida contém. Os outros sentidos são plebeus e carnais. A única aristocracia é nunca tocar.
( Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA )
Encontra-se sempre, aqui e ali, algum semi-deus que consegue viver em condições terríveis, e viver vencedor! Quereis ouvir os seus cantos solitários? Escutai a música de Beethoven.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )
No céu é sempre domingo. E a gente não tem outra coisa a fazer senão ouvir os chatos. E lá é ainda pior que aqui, pois se trata dos chatos de todas as épocas do mundo(Frases e Pensamentos de Mário Quintana)
O momento é agora. Não espere por amanhã para dizer a alguém que o ama. Faça-o agora. Assuste-os. Sempre encontro pessoas que dizem: ‘Bom, ela já sabe disso.’ Talvez saiba. Mas você se cansa de ouvir isso?.
( LEO BUSCAGLIA )
"A frase mais deliciosa que se pode ouvir na ciência,aquela que todos os cientistas adoram,não é "Eureka" mas "que engraçado..." Issac Assimov "
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Sabedoria
O homem que envelhece vai tomando gradativamente consciência de que não é eterno. Agita-se menos e,assim,os sons das vozes que vêm do além se fazem ouvir.
( Frases e Pensamentos de Romano Guardini) Mensagem sobre Tempo
Debruço-me na sua ausência como se o vazio dotado fosse de ombros largos,cor,calor e pudesse me ouvir ao relento roçar o ponto mais sensível da imensa falta que você faz.
( Frases e Pensamentos de Antonio Carlos Mattos) Mensagem sobre Poesia
Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por uma via mais rápida e mais autêntica. Eis por que encarregou os Espíritos de a levar de um a outro polo, manifestando-se por toda parte, sem dar a ninguém o privilégio exclusivo de ouvir a sua palavra.
(ALLAN KARDEC)
O Evangelho e o acaso. Toda vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as verdades do Evangelho, não penses que o acaso esteja presidindo a semelhantes eventos. Forças divinas estarão agindo a fim de que te informes quanto ao teu próprio caminho.(Frases e Pensamentos de Chico Xavier)
Todos os pensamentos que renunciam à unidade exaltam a diversidade. E a
diversidade é o local da arte. O único pensamento que liberta o espírito é
aquele que o deixa só, certo dos seus limites e do seu fim próximo. Nenhuma
doutrina o solicita. Ele espera o amadurecimento da obra e da vida. Separada
dele, a primeira fará ouvir, uma vez mais, a voz levemente ensurdecida de uma
alma para todo o sempre liberta da esperança. Ou nada fará ouvir, se o criador,
cansado do seu jogo, pretende afastar-se. Tudo isso se equivale.
Desatarei a fantasia em cauda de pavão num ciclo de matizes, entregarei a
alma ao poder do enxame das rimas imprevistas.
Ânsia de ouvir de novo como me calarão das colunas das revistas esses que sob a
árvore nutriz es-
cavam com seus focinhos as raízes.
Eles (os anjos)se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente,em tom harmonioso,eis os que eles se unem a nós em cantar. Eles tomam o estribilho entoado de coração com o Espírito e o entendimento.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música
Eles (os anjos)se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente,em tom harmonioso,eis os que eles se unem a nós em cantar. Eles tomam o estribilho entoado de coração com o Espírito e o entendimento.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música
Se crítica valesse alguma coisa, a gente não teria vendido o Que País é Este em São Paulo. Saiu bem grande num jornal lá: Legião Urbana lança disco esquálido e primitivo. Eu nunca vou me esquecer. No entanto, o crítico que escreveu isso teve que ouvir a música por mais de um ano tocando sem parar, em todas as rádios.
( Frases e Pensamentos de Renato Russo )
Não existem erros,apenas lições. O crescimento é um processo de tentativa e erro: experimentação. As experiências que não deram certo fazem parte do processo,assim como as bem-sucedidas. As respostas estão dentro de você. Tudo o que tem a fazer é analisar,ouvir e acreditar.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Aprendizado
"Deves apreciar o afeto do amigo que corre o risco de provocar teu ódio ao chamar tua atenção para as tuas fraquezas e faltas; pois somos todos tão levianos que só percebemos qualidades em nós mesmos e só gostamos de ouvir elogios. Assim nossas imperfeições ,vistas por todos,são por nós ignoradas e acompanham-nos até o fim da vida. E nove em dez,odiamos quem no-las revela,mesmo com a intenção de nos beneficiar."
( Frases e Pensamentos de Walter Raleigh) Mensagem sobre Conselhos
Os antigos invocavam as Musas.
Nós invocamo-nos a nós mesmos.
Não sei se as Musas apareciam
Seria sem dúvida conforme o invocado e a invocação.
Mas sei que nós não aparecemos.
Quantas vezes me tenho debruçado
Sobre o poço que me suponho
E balido "Ah!" para ouvir um eco,
E não tenho ouvido mais que o visto
O vago alvor escuro com que a água resplandece
Lá na inutilidade do fundo...
Nenhum eco para mim...
Só vagamente uma cara,
Que deve ser a minha, por não poder ser de outro.
E uma coisa quase invisível,
Exceto como luminosamente vejo
Lá no fundo...
No silêncio e na luz falsa do fundo...
Que Musa! ...
As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam d pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!
( ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY )
A música forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto. Devemos esforçar-nos em nossos cânticos de louvor,por aproximar-nos o mais possível da harmonia dos coros celeste. Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas,elevadas ao máximo diapasão,guinchando positivamente as palavras sagradas de algum hino de louvor. Quão impróprias essas vozes agudas,estridentes,para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos,ou fugir do lugar,e regozijo-me ao findar o penoso exercício. Os que fazem do canto uma parte do culto divino,devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião,não notas de funeral,porém melodias alegres,e todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada,suavizada e dominada.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música
A música forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto. Devemos esforçar-nos em nossos cânticos de louvor,por aproximar-nos o mais possível da harmonia dos coros celeste. Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas,elevadas ao máximo diapasão,guinchando positivamente as palavras sagradas de algum hino de louvor. Quão impróprias essas vozes agudas,estridentes,para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos,ou fugir do lugar,e regozijo-me ao findar o penoso exercício. Os que fazem do canto uma parte do culto divino,devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião,não notas de funeral,porém melodias alegres,e todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada,suavizada e dominada.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música
Então, um homem disse-lhe:
Fala-nos do conhecimento de si. E ele respondeu:
Os vossos corações conhecem, no silêncio,
os segredos dos dias e das noites.
Mas os vossos ouvidos têm sede de ouvir finalmente
o eco do saber dos vossos corações.
Gostaríeis de saber pelo verbo
o que sempre soubeste pelo pensamento.
Gostaríeis de sentir com os dedos
o corpo nu dos vossos sonhos.
E está certo que assim o queirais.
A fonte oculta da vossa alma deve necessariamente
jorrar e correr a murmurar para o mar;
e o tesouro das vossas profundezas infinitas
revelar-se aos vossos olhos.
Mas que não haja balança
que pese o vosso tesouro desconhecido;
e não procureis explorar os abismos do vosso saber
com a vara ou com a sonda,
pois o eu é um mar sem limites e sem medida.
Não digais: "Encontrei a verdade",
mas antes: "Encontrei uma verdade."
Não digais: "Encontrei o caminho da alma."
Mas antes: "Cruzei-me com a alma que seguia pelo meu caminho."
Pois a alma percorre todos os caminhos.
A alma não caminha sobre uma linha
nem se alonga como uma vara.
A alma abre-se a si própria
como se abre um lótus de inúmeras pétalas.
Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade. Nasci no rigor do inverno, temperatura: um grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não astava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma - não da fôrma -, a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem - ou souberam - o que é a luta amorosa com as palavras. No céu é sempre domingo. E a gente não tem outra coisa a fazer senão ouvir os chatos. E lá é ainda pior que aqui, pois se trata dos chatos de todas as épocas do mundo(Frases e Pensamentos de Mário Quintana)
EU sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
Qual o lírio entre os espinhos, tal é meu amor entre as filhas.
Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos;
desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao
meu paladar.
Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor.
Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.
A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me
abrace.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não
acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.
Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes,
pulando sobre os outeiros.
O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da
nossa parede, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades.
O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.
Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi;
Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em
nossa terra.
A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma;
levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.
Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras,
mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua
face graciosa.
Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas
vinhas estão em flor.
O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.
Até que refresque o dia, e fujam as sombras, volta, amado meu; faze-te
semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes de Beter.
AH! quem me dera que foras como meu irmão, que mamou aos seios de minha
mãe! Quando te encontrasse lá fora, beijar-te-ia, e não me desprezariam!
Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; eu te
daria a beber do vinho aromático e do mosto das minhas romãs.
A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o meu amor,
até que queira.
Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da
macieira te despertei, ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela
que te deu à luz.
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor
é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas
de fogo, com veementes labaredas.
As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que algu
ém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.
Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que faremos a esta nossa irmã,
no dia em que dela se falar?
Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for
uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.
Eu sou um muro, e os meus seios são como as suas torres; então eu era aos seus
olhos como aquela que acha paz.
Teve Salomão uma vinha em Baal-Hamom; entregou-a a uns guardas; e cada um lhe
trazia pelo seu fruto mil peças de prata.
A minha vinha, que me pertence, está diante de mim; as mil peças de prata são
para ti, ó Salomão, e duzentas para os que guardam o seu fruto.
Ó tu, que habitas nos jardins, os companheiros estão atentos para ouvir a tua
voz; faze-me, pois, também ouvi-la.
Vem depressa, amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados
sobre os montes dos aromas.
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
de se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite...
de conhecer a dor de sentir ternura demasiada...
de ficar ferido por vossa própria compreensão do amor ...
de sangrar de boa vontade e com alegria...
de acordar na aurora com o coração alado e agradecer por um novo dia de amor...
de descansar ao meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor...
de voltar para casa a noite com gratidão ...
e de adormecer com uma prece no coração para o bem-amado, e nos lábios uma
canção de bem aventurança ...
E um adolescente disse: "Fala-nos
da Amizade." E ele respondeu, dizendo: "Vosso amigo, é a satisfação de vossas
necessidades.
Ele é o campo que semeias com carinho e ceifais com agradecimento. É vossa mesa
e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome e o procurais em busca da paz.
Quando vosso amigo manifesta seu pensamento, não temeis o "não" de vossa própria
opinião, nem prendeis o sim.
E quando ele se cala, vosso coração continua a ouvir o seu coração.
Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças, nascem e são
partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos separeis de vosso amigo, não vos aflijais.
Pois o que vós ameis nele pode tornar-se mais claro na sua ausência, como para o
alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície.
E que não haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do
espírito.
Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio misté
rio não é o amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela
apanhado.
E que o melhor de vós próprio seja para o vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré, que conheça também o seu fluxo.
Pois, que achais seja vosso amigo para que o procureis somente fim de matar o
tempo? Procurai-o sempre com horas para viver.
Pois o papel do amigo é o de encher vossa necessidade, e não vosso vazio.
E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente
refrescado.
A glória repousa propriamente sobre aquilo que alguém é em comparação com os
outros. Portanto, ela é essencialmente relativa; por isso, só pode ter valor
relativo. Desapareceria inteiramente se os outros se tornassem o que o glorioso
é. Uma coisa só pode ter valor absoluto se o mantiver sob todas as
circunstâncias; aqui, contudo, trata-se daquilo que alguém é imediatamente e por
si mesmo. Consequentemente, é nisso que tem de residir o valor e a felicidade do
grande coração e do grande espírito. Logo, valiosa não é a glória, mas aquilo
que faz com que alguém a mereça, pois isso, por assim dizer, é a substância, e a
glória é apenas o acidente. Ela age sobre quem é célebre, sobretudo como um
sintoma exterior pelo qual ele adquire a confirmação da opinião elevada de si
mesmo. Desse modo, poder-se-ia dizer que, assim como a luz não é visível se não
for reflectida por um corpo, toda a excelência só adquire total consciência de
si própria pela glória. Mas o sintoma não é sempre infalível, visto que também
há glória sem mérito e mérito sem glória. Eis a justificativa para a frase tão
distinta de Lessing: Algumas pessoas são famosas, outras merecem sê-lo. Em
verdade, seria uma existência miserável aquela cujo valor ou desvalor dependesse
de como aparecesse aos olhos dos outros. Tal existência, entretanto, seria a
vida do herói e a do génio se o seu valor consistisse na glória, isto é, na
aprovação dos outros. Mas, antes, todo o ser vive e existe por conta própria,
logo, primariamente em si e para si.
O que alguém é, de qualquer maneira, é antes de mais nada e acima de tudo para
si mesmo; e se sob esse aspecto não é de muito valor, então não o é também em
geral. Pelo contrário, a imagem do nosso ser na cabeça dos outros é algo
secundário, derivado e submetido ao acaso, e só se relaciona muito
indirectamente com o próprio ser. Além do mais, as cabeças dos outros são um
cenário deveras miserável para que nele a verdadeira felicidade possa ter sede.
Antes, nelas só se pode encontrar uma felicidade quimérica. Que sociedade
heterogénea se reúne nesse templo da glória universal! Generais, ministros,
charlatães, saltimbancos, dançarinos, cantores, milionários e judeus. Sim, nesse
templo, os méritos de todas essas pessoas são bem mais sinceramente apreciados,
encontram bem mais estime sentie (estima sincera) do que os méritos espirituais,
sobretudo os de tipo superior, que obtêm da maioria apenas uma estime sur parole
(estima de ouvir dizer). Em sentido eudemonológico, portanto, a glória nada mais
é senão o pedaço mais raro e saboroso para o nosso orgulho e a nossa vaidade.
Estes, todavia, existem em excesso na maioria dos homens, embora eles os
dissimulem; talvez até de modo mais forte naqueles que, de alguma maneira, estão
aptos a adquirir glória e, portanto, têm muitas vezes de suportar em si mesmos,
por muito tempo, a consciência incerta do seu valor proeminente, antes que
chegue a oportunidade de o comprovar e então experimentar o reconhecimento. Até
lá, têm o sentimento de sofrer uma injustiça secreta.
Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De
qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a
crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio
ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das
pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício,
claro.
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os
dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que
nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas
ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe
um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e
preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o
desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro
tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências...
Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava
fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e
caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a
chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro.
Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou
as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar
no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo
às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.
- Você não sabe o que me aconteceu!
- O quê?
- Uma coisa incrível.
- O quê?
- Contando ninguém acredita.
- Conta!
- Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
- Não.
- Olhe.
E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
- O que aconteceu?
E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no
asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.
- Que coisa - diria a mulher, calmamente.
- Não é difícil de acreditar?
- Não. É perfeitamente possível.
- Pois é. Eu...
- SEU CRETINO!
- Meu bem...
- Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa
aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa.
Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em
que só um imbecil acreditaria.
- Mas, meu bem...
- Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel.
Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!
E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou
em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara?
Nada, nada. E, finalmente:
- Que fim levou a sua aliança? E ele disse:
- Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não
tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu
compreenderei.
Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez
minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento
deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.
- O mais importante é que você não mentiu pra mim.
E foi tratar do jantar.
Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!
A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!
Pairando acima dos mundanos tectos,
Não conheço o acidente da Senectus
- Esta universitária sanguessuga ,
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!
Na existência social, possuo uma arma
- O metafisicismo de Abidarma -
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.
Com um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho...
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
E com certeza meu irmão mais velho!
Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
Amarguradamente se me antolha,
À luz do americano plenilúnio,
Na alma crepuscular de minha raça
Como uma vocação para a Desgraça
E um tropismo ancestral para o Infortúnio.
Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,
Trazendo no deserto das idéias
O desespero endêmico do inferno,
Com a cara hirta, tatuada de fuligens
Esse mineiro doido das origens,
Que se chama o Filósofo Moderno!
Quis compreender, quebrando estéreis normas,
A vida fenomênica das Formas,
Que, iguais a fogos passageiros, luzem...
E apenas encontrou na idéia gasta,
O horror dessa mecânica nefasta,
A que todas as cousas se reduzem!
E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,
Sobre a esteira sarcófaga das pestes
A mostrar, já nos últimos momentos,
Como quem se submete a uma charqueada,
Ao clarão tropical da luz danada,
espólio dos seus dedos peçonhentos.
Tal a finalidade dos estames!
Mas ele viverá, rotos os liames
Dessa estranguladora lei que aperta
Todos os agregados perecíveis,
Nas eterizações indefiníveis
Da energia intra-atômica liberta!
Será calor, causa úbiqua de gozo,
Raio X, magnetismo misterioso,
Quimiotaxia, ondulação aérea,
Fonte de repulsões e de prazeres,
Sonoridade potencial dos seres,
Estrangulada dentro da matéria!
E o que ele foi: clavículas, abdômen,
O coração, a boca, em síntese, o Homem,
- Engrenagem de vísceras vulgares -
Os dedos carregados de peçonha,
Tudo coube na lógica medonha
Dos apodrecimentos musculares!
A desarrumação dos intestinos
Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos
Dentro daquela massa que o húmus come,
Numa glutoneria hedionda, brincam,
Como as cadelas que as dentuças trincam
No espasmo fisiológico da fome.
É uma trágica festa emocionante!
A bacteriologia inventariante
Toma conta do corpo que apodrece ...
E até os membros da família engulham,
Vendo as larvas malignas que se embrulham
No cadáver malsão, fazendo um s.
E foi então para isto que esse doudo
Estragou o vibrátil plasma todo,
À guisa de um faquir, pelos cenóbios?! ...
Num suicídio graduado, consumir-se,
E após tantas vigílias, reduzir-se
A herança miserável de micróbios!
Estoutro agora é o sátiro peralta
Que o sensualismo sodomista exalta,
Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo.
Como que, em suas células vilíssimas,
Há estratificações requintadíssimas
De uma animalidade sem castigo.
Brancas bacantes bêbedas o beijam.
Suas artérias hírcicas latejam,
Sentindo o odor das carnações abstêmias,
E à noite, vai gozar, ébrio de vício,
No sombrio bazar do meretrício,
O cuspo afrodisíaco das fêmeas.
No horror de sua anômala nevrose,
Toda a sensualidade da simbiose,
Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,
Como no babilônico sansara,
Lembra a fome incoercível que escancara
A mucosa carnívora dos lobos.
Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.
Negra paixão congênita, bastarda,
Do seu zooplasma ofídico resulta...
E explode, igual à luz que o ar acomete,
Com a veemência mavórtica do ariete
E os arremessos de uma catapulta.
Mas muitas vezes, quando a noite avança,
Hirto, observa através a tênue trança
Dos filamentos fluídicos de um halo
A destra descarnada de um duende,
Que, tateando nas tênebras, se estende
Dentro da noite má, para agarrá-lo!
Cresce-lhe a intracefálica tortura,
E de su'alma na caverna escura,
Fazendo ultra-epilépticos esforços,
Acorda, com os candieiros apagados,
Numa coreografia de danados,
A família alarmada dos remorsos.
E o despertar de um povo subterrâneo!
É a fauna cavernícola do crânio
- Macbeths da patológica vigília,
Mostrando, em rembrandtescas telas várias,
As incestuosidades sanguinárias
Que ele tem praticado na família.
As alucinações tácteis pululam.
Sente que megatérios o estrangulam...
A asa negra das moscas o horroriza;
E autopsiando a amaríssirna existência
Encontra um cancro assíduo na consciência
E três manchas de sangue na camisa!
Míngua-se o combustível da lanterna
E a consciência do sátiro se inferna,
Reconhecendo, bêbedo de sono,
Na própria ânsia dionísica do gozo,
Essa necessidade de horroroso,
Que é talvez propriedade do carbono!
Ah! Dentro de toda a alma existe a prova
De que a dor como um dartro se renova,
Quando o prazer barbaramente a ataca...
Assim também, observa a ciência crua,
Dentro da elipse ignívoma da lua
A realidade de uma esfera opaca.
Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,
Abranda as rochas rígidas, torna água
Todo o fogo telúrico profundo
E reduz, sem que, entanto, a desintegre,
A condição de uma planície alegre,
A aspereza orográfica do mundo!
Provo desta maneira ao mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento,
Sem os métodos da abstrusa ciência fria
E os trovões gritadores da dialética,
Que a mais alta expressão da dor estética
Consiste essencialmente na alegria.
Continua o martírio das criaturas:
- O homicídio nas vielas mais escuras,
- O ferido que a hostil gleba atra escarva,
- O último solilóquio dos suicidas -
E eu sinto a dor de todas essas vidas
Em minha vida anônima de larva!"
Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,
Da luz da lua aos pálidos venábulos,
Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,
julgava ouvir monótonas corujas,
Executando, entre caveiras sujas,
A orquestra arrepiadura do sarcasmo!
Era a elegia panteísta do Universo,
Na podridão do sangue humano imerso,
Prostituído talvez, em suas bases...
Era a canção da Natureza exausta,
Chorando e rindo na ironia infausta
Da incoerência infernal daquelas frases.
E o turbilhão de tais fonemas acres
Trovejando grandíloquos massacres,
Há-de ferir-me as auditivas portas,
Até que minha efêmera cabeça
Reverta à quietação da treva espessa
E à palidez das fotosferas mortas!