Frases e Pensamentos de Opiniao

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OPINIAO

59 resultados encontrados

A opinião é a rainha do mundo
( Blaise Pascal )


Aqueles que concordam com uma opinião chamam-lhe opinião; mas os que discordam chamam-lhe heresia
( THOMAS HOBBES )


A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião.
( ARTHUR SCHOPENHAUER )


A opinião é livre, não pode nem deve ser violentada.
( Baltasar Gracián )


A revolução é uma opinião que encontra o apoio das baionetas.
( Napoleão Bonaparte )


Praça dos Três Poderes: Eu não me preocupava com a opinião de ninguém eu não via livro de arquitetura.
(OSCAR NIEMEYER)


A verdade, em matéria de religião, é simplesmente a opinião que sobreviveu.
( Frases e Pensamentos de OSCAR WILDE)


Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)


Os adversários acreditam que nos refutam quando repetem a própria opinião e não consideram a nossa
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


As pessoas de grande arrogância não o possuem integridade, estão vacilando, mudando de opinião conforme a situação.
(Daisaku Ikeda)


Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
( Frases e Pensamentos de Raul Seixas )


Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
( Frases e Pensamentos de Raul Seixas )


Nossa opinião, aos nossos olhos, não passa de opinião pessoal, que pode ser justa ou falsa, desde que não somos mais infalível que qualquer outro. Também não é porque um princípio nos é ensinado que para nós é a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância.
(ALLAN KARDEC)


Só o mais tolo e o mais sábio não mudam de opinião.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Sabedoria


É a esta força que mantém sempre a opinião justa e legítima sobre o que é necessário temer e não temer, que chamo e defino coragem( PLATÃO )


Opinião pública é o que as pessoas acreditam que as outras pessoas pensam.
( Frases e Pensamentos de Alfred Austim) Mensagem sobre Palavras


Presta o ouvido a todos, e a poucos a voz. Ouve as censuras dos demais; mas reserva tua própria opinião.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)


O homem não é tão ferido pelo que acontece,e sim por sua opinião sobre o que acontece.
( Frases e Pensamentos de Montaigne) Mensagem sobre Pensamentos


O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião.
( Frases e Pensamentos de Eça de Queiróz )


Despreza-se um homem que tem ciúmes da mulher, porque isso é testemunho de que ele não ama como deve ser, e de que tem má opinião de si próprio ou dela
( RENÉ DESCARTES )


Os ingleses nunca hão de ser escravos: eles são livres de fazer tudo o que o Governo e a opinião pública lhes permitem fazer.
( Frases e Pensamentos de GEORGE BERNARD SHAW)


As divergências de opinião não devem significar hostilidade. Se fosse assim, minha mulher e eu deveríamos ser inimigos figadais. Não conheço duas pessoas no mundo que não tenham tido divergências de opinião. Como seguidor da Gita (Bhagavad Gita), sempre procurei nutrir pelos que discordam de mim o mesmo afeto que nutro pelos que me são mais queridos e vizinhos.
( MAHATMA GANDHI )


Só o mais tolo e o mais sábio não mudam de opinião. Lembre-se: existe sempre alguém mais sábio que você.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Sabedoria


Por vezes pensa-se que e muito difícil, ou quase impossível conservar castidade. O motivo desta falsa opinião e que freqüentemente, a palavra castidade é entendida em sentido limitado demais.
( MAHATMA GANDHI )


Não acho que a necessidade é a mãe da invenção - uma invenção, na minha opinião, surge diretamente da indolência, possivelmente também da preguiça. Para poupar-se trabalho.
( Frases e Pensamentos de Agatha Christie )


Deixe que os seus pensamentos sejam livres como os pássaros voando, não os censure, nem se maldiga, se eles não afinrem com a opinião da maioria.
( Frases e Pensamentos de Maxwell Maltz) Mensagem sobre Liberdade


O ato de julgar envolve a suspeita, a interpretação, a opinião particular decorrente de forte condicionamento psicológico,tudo gerando mal-entendidos e pseudoconhecimento, cuja consequência é a anulação do amor.
( Frases e Pensamentos de Amor)


Não há respostas certas,por isso não force demais sua opinião. Lembre-se todos nós somos centro de nosso próprio universo - Você e todas as pessoas com as quais trata.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Conselhos


É fácil viver no mundo conforme a opinião das pessoas. É fácil, na solidão, viver do jeito que se quer. Mas o grande homem é aquele que, no meio da multidão, mantém com perfeita doçura a independência da solidão.
( Frases e Pensamentos de Ralph Waldo Emerson)


Obras de arte,na minha opinião,são os únicos objetos no mundo material que possuem ordem interna e isso porque,apesar de não acreditar que só a arte importa,acredito que a arte vale à pena pela arte.
( Frases e Pensamentos de Marc Forster) Mensagem sobre Arte


Se você quiser minha opinião final sobre o mistério da vida e tudo isso, posso resumi-la em poucas palavras. O universo é como um cofre para o qual existe uma combinação. Mas essa combinação está trancada dentro do cofre.
( Peter de Vries ) Mensagem sobre Filosofia


Opinião, Fé e Ciência ( IMMANUEL KANT )

A crença, ou o valor subjectivo do juízo, com relação à convicção (que tem
ao mesmo tempo um valor objectivo), apresenta os três graus seguintes: a
opinião, a fé e a ciência. A opinião é uma crença que tem consciência de ser
insuficiente tanto subjectiva quanto objectivamente. Se a crença é apenas
subjectivamente suficiente e se é ao mesmo tempo considerada objectivamente
insuficiente, chama-se fé. Enfim, a crença suficiente tanto subjectiva quanto
objectivamente chama-se ciência.


Honra Aparente ( ARTHUR SCHOPENHAUER )

A honra não consiste na opinião dos outros sobre o nosso valor, mas unicamente
nas exteriorizações dessa opinião, pouco importando se a opinião externada de
facto existe ou não, muito menos se ela tem fundamento. Por conseguinte, os
outros podem nutrir a pior opinião a nosso respeito, por conta do nosso modo de
vida, e podem desprezar-nos como bem entenderem; durante o tempo em que ninguém
se atrever a expressá-la em voz alta, ela não prejudicará em nada a nossa honra.
Mas, ao contrário, se mesmo com as nossas qualidades e acções compelirmos os
outros a atribuir-nos elevada estima (pois isto não depende do seu arbítrio),
então bastará que apenas um indivíduo - seja ele o pior e mais ignorante -
exprima o seu desprezo por nós para que logo a nossa honra seja ferida e até
perdida para sempre, caso não a reparemos.
Um demonstrativo supérfluo disso, ou seja, de que aqui não se trata da opinião
de outrem, mas apenas da sua exteriorização, é que as ofensas podem ser
retiradas ou, se necessário, pode-se pedir perdão, e então é como se elas jamais
tivessem acontecido. A questão de saber se a opinião que produziu as ofensas
também mudou e por que isso aconteceria não afecta em nada o caso: anula-se
simplesmente a sua exteriorização e tudo fica bem. Como conclusão, tem-se que o
importante não é ganhar respeito, mas extorqui-lo.


Compreendo a crítica de arte, muitas vezes justa e honesta, mas sou de opinião que o arquiteto deve conduzir seu trabalho de acordo com as próprias tendências e possibilidades, aceitando-a sem revolta ou submissão, sabendo-a não raro justa e construtiva, mas sempre sujeita a uma comprovação que somente o tempo pode estabelecer.
(OSCAR NIEMEYER)


Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.
( ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY )


No mundo sempre existirão pessoas que vão me amar pelo que sou,outras que vão me odiar pelo que sou e outras,ainda,que oras vão me amar oras vão me odiar pelo que sou. Sabendo disso,vivo livre. Falo o que penso,faço o que tenho vontade,mudo de opinião ao bel prazer. O importante é agradar a mim! Eu tenho de estar feliz comigo e para isso não posso fazer nada pensando em agradar outra pessoa senão eu mesma.
( Frases e Pensamentos de Claudia Giovanni) Mensagem sobre Autoconhecimento


No mundo sempre existirão pessoas que vão me amar pelo que sou,outras que vão me odiar pelo que sou e outras,ainda,que oras vão me amar oras vão me odiar pelo que sou. Sabendo disso,vivo livre. Falo o que penso,faço o que tenho vontade,mudo de opinião ao bel prazer. O importante é agradar a mim! Eu tenho de estar feliz comigo e para isso não posso fazer nada pensando em agradar outra pessoa senão eu mesma.
( Frases e Pensamentos de Claudia Giovanni) Mensagem sobre Auto-Conhecimento


A miséria existe. E a burguesia brasileira, que é das mais atrasadas, está sentindo isso na pele pela primeira vez. A chance de mudança está aí, nesta situação-limite. E há o inesperado, com o qual devemos contar. Um dia, lá em Paris, Sartre me disse que gostava de ter dinheiro no bolso para dar esmola. O sujeito chegava, Sartre dava um dinheirinho e quase agradecia por isso. Mudei minha opinião sobre a esmola. Como dizia o padre Teillard Chardin, quando ser for melhor que ter, estará tudo resolvido no mundo.
(OSCAR NIEMEYER)


A Falsa Emancipação da Mulher ( LEON TOLSTOI )

Actualmente, tem-se a pretensão de que a mulher é respeitada. Uns cedem-lhe o
lugar, apanham-lhe o lenço: outros reconhecem-lhe o direito de exercer todas as
funções, de tomar parte na administração, etc.; mas a opinião que têm dela é
sempre a mesma - um instrumento de prazer. E ela sabe-o. Isso em nada difere da
escravatura. A escravatura mais não é do que a exploração por uns do trabalho
forçado da maioria. Assim, para que deixe de haver escravatura é necessário que
os homens cessem de desejar usufruir o trabalho forçado de outrem e considerem
semelhante coisa como um pecado ou vergonha. Entretanto, eles suprimem a forma
exterior da escravatura, depois imaginam, persuadem-se de que a escravatura está
abolida mas não vêem, não querem ver que ela continua a existir porque as
pessoas procedem sempre de maneira idêntica e consideram bom e equitativo
aproveitar o trabalho alheio. E desde que isso é julgado bom, torna-se
inveitável que apareçam homens mais fortes ou mais astutos dispostos a passar à
acção. A escravatura da mulher reside unicamente no facto de os homens desejarem
e julgarem bom utilizá-la como instrumento de prazer. Hoje em dia, emancipam-na
ou concedem-lhe todos os direitos iguais aos do homem, mas continua-se a
considerá-la como um instrumento de prazer, a educá-la nesse sentido desde a
infância e por meio da opinião pública. Por isso ela continua uma escrava,
humilhada, pervertida, e o homem mantém-se um corruptor possuidor de escravos.


Mandar é Respirar ( ALBERT CAMUS )

Mandar é respirar, não é desta opinião? E até os mais deserdados chegam a
respirar. O último na escala social tem ainda o cônjuge ou o filho. Se é
celibatário, um cão. O essencial, em resumo, é uma pessoa poder zangar-se sem
que outrem tenha o direito de responder. «Ao pai não se responde», conhece a
fórmula? Em certo sentido, ela é singular. A quem se responderia neste mundo
senão a quem se ama? Por outro lado, ela é convincente. É preciso que alguém
tenha a última palavra. Senão, a toda a razão pode opor-se outra: nunca mais se
acabava. A força, pelo contrário, resolve tudo. Levou tempo, mas conseguimos
compreendê-lo. Por exemplo, deve tê-lo notado, a nossa velha Europa filosofa,
enfim, da melhor maneira. Já não dizemos, como nos tempos ingénuos: «Eu penso
assim. Quais são as suas objecções?» Tornámo-nos lúcidos. Substituímos o diálogo
pelo comunicado.


Essa tal de nova religião não passa de um bando de ritos e cânticos esquisitos criados para arrancar dinheiro dos trouxas. Agora vamos rezar o Pai Nosso 40 vezes, mas antes vamos passar a sacolinha
( Frases e Pensamentos de ) Mensagem sobre Religião

Reverendo Lovejoy, em "Os Simpsons
( Frases e Pensamentos de ) Mensagem sobre Religião

Para ter certeza que minha blasfêmia está minuciosamente clara, por meio desta declaro minha opinião que a noção de um deus é uma superstição básica, que não há evidência para a existência de nenhum deus (es), que diabos, demônios, anjos e santos são mitos, que não há vida após a morte, paraíso nem inferno, que o Papa é um dinossauro medieval perigoso e intolerante, e que o Espírito Santo é um personagem de história em quadrinhos digno de risadas e escárnio. Acuso o deus Cristão de assassinato ao permitir o Holocausto - sem mencionar a 'limpeza étnica' presentemente sendo feita pelos Cristãos no mundo - condeno e vilipendio essa divindade mítica por encorajar o preconceito racial e comandar a degradação da mulher
( Frases e Pensamentos deJames Randi ) Mensagem sobre Religião


O Limite Saudável do Amor por Nós Próprios( J. J. ROUSSEAU )

O amor por nós mesmos, que só a nós diz respeito, sente-se satis­feito quando as
nossas verdadeiras necessidades ficam satisfeitas; mas o amor-próprio - que se
pretende comparar com ele - nun­ca se sente satisfeito nem o poderia estar,
porque esse sentimen­to, que nos leva a preferirmo-nos aos outros, também exige
que os outros nos prefiram a eles próprios; ora isso é impossível. Eis co­mo as
paixões suaves e afectuosas têm origem no amor por si pró­prio, e como as
paixões de ódio e de ira provêm do amor-próprio. Assim, o que torna o homem
essencialmente bom é o facto de ter poucas necessidades e de pouco se comparar
com os outros; o que o torna essencialmente mau é ter muitas necessidades e
preo­cupar-se muito com a opinião. Sobre este princípio, é fácil ver co­mo se
podem dirigir - para o bem ou para o mal - todas as pai­xões das crianças e dos
homens. É verdade que, como não podem viver sempre sós, dificilmente poderão
viver sempre bons: e esta dificuldade aumentará, necessariamente, com o
alargamento das suas relações; e é nisso, sobretudo, que os perigos da sociedade
nos tornam a arte e os cuidados mais indispensáveis para prevenir­ - no coração
humano - a depravação originada pelas suas novas ne­cessidades.


Há também quem opine que a alma está formada de algo distinto da matéria. Porém que provas temos disso? Se funda tal opinião em que a matéria é divisível e pode tomar diferentes aspectos, e o pensamento não. porém, quem teria dito que os primeiros princípios da matéria sejam divisíveis e figuráveis? é muito verossímil que não o sejam; seitas inteiras de filósofos sustentam que os elementos da matéria não têm forma nem extensão. O pensamento não é madeira, nem pedra, nem areia, nem metal, logo o pensamento não pode ser matéria. Mas esses são raciocínios débeis e atrevidos. A gravidade não é metal, nem areia, nem pedra, nem madeira; o movimento, a vegetação, a vida, não são nenhuma dessas coisas; e, sem dúvida, a vida, a vegetação, o movimento e a gravitação são qualidades da matéria. Dizer que Deus não pode conseguir que a matéria pense, é dizer o absurdo mais insolente que se tenha proferido na escola da demência. Não estamos certos de que Deus tenha feito isso; porém se que estamos certos de que poderia fazê-lo. Que importa tudo o que se tenha dito e o que se dirá sobre a alma? Que importa que a tenham chamado entelequia, quintessência, chama ou éter; que a tenham tomado por universal, incriada, transmigrante, etc., etc? Que importam em questões inacessíveis à razão, essas novelas criadas por nossas incertas imaginações? Que importa que os pais da Igreja dos quatro primeiros séculos acreditassem que a alma era corporal? Que importa que Tertuliano, contradizendo-se, decidisse que a alma é corporal, figurada e simples ao mesmo tempo? Teremos mil testemunhos de nossa ignorância, porém nem um só oferece vislumbre da verdade.


Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade. Nasci no rigor do inverno, temperatura: um grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não astava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma - não da fôrma -, a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem - ou souberam - o que é a luta amorosa com as palavras. No céu é sempre domingo. E a gente não tem outra coisa a fazer senão ouvir os chatos. E lá é ainda pior que aqui, pois se trata dos chatos de todas as épocas do mundo(Frases e Pensamentos de Mário Quintana)


Afirmando ironicamente que de nada sabia, Sócrates logo de início desarmava seu interlocutor e encorajava-o a expor seus pontos fracos. Através de perguntas, introduzia ora um, ora outro conceito, até que a pessoa via-se em tal conflito que já não podia prosseguir. Embaraçada, percebia que não sabia o que julgava saber e que apenas cultivara preconceitos. A partir daí, Sócrates podia guiá-la para o verdadeiro conhecimento, fazendo que extraísse de si mesma a resposta.
Certa vez, um rico habitante de Larissa chamado Mênon, viajou até Atenas para aprender a retórica dos sofistas. Ao encontrar Sócrates na praça, descalço e de ar zombeteiro, não resistiu a provocá-lo:
-- "Poderias me dizer, Sócrates, se a virtude pode ser ensinada? Ou se ela se adquire por exercício?"
-- "Muito me honras, estrangeiro, se julgas que sei se a virtude pode ser ensinada ou se ela se adquire de outro modo. Na realidade, confesso-te, Mênon, que não o sei. Aliás, nem sei o que é a virtude. E não sabendo o que é uma coisa, como queres que saiba como ela é?
A conversa prossegue, e a palavra passa rapidamente de um a outro interlocutor, até que Mênon, sente-se embaraçado e interrompe o diálogo. Irritado, tenta ridicularizar Sócrates e compara-o à tremelga marinha, peixe de abdômen volumoso, cabeça grande e lisa, capaz de desferir descargas elétricas, paralisando a quem o toca. Com isso, referia-se tanto ao físico de Sócrates, quanto ao seu modo de discutir.
Passado o choque inicial, Mênon vem a receber ampla compensação. É no decorrer deste diálogo que Sócrates fórmula sua teoria da reminiscência. Segundo ela, nada se aprende e nada se ensina, pois a alma apenas se recorda, de tudo que viu e de tudo que conheceu em suas infinitas vivências. A verdadeira ciência e a verdadeira opinião são apenas uma vaga recordação das verdades eternas que um dia a alma contemplou (Platão, Mênon).


O Verdadeiro e o Falso Ciúme ( RENÉ DESCARTES )

O ciúme é uma espécie de temor, que se relaciona com o desejo de
conservarmos a posse de algum bem; e não provém tanto da força das razões que
levam a julgar que podemos perdê-lo, como da grande estima que temos por ele, a
qual nos leva a examinar até os menores motivos de suspeita e a tomá-los por
razões muito dignas de consideração.
E como devemos empenhar-nos mais em conservar os bens que são muito grandes do
que os que são menores, em algumas ocasiões essa paixão pode ser justa e
honesta. Assim, por exemplo, um chefe de exército que defende uma praça de
grande importãncia tem o direito de ser zeloso dela, isto é, de suspeitar de
todos os meios pelos quais ela poderia ser assaltada de surpresa; e uma mulher
honesta não é censurada por ser zelosa de sua honra, isto é, por não apenas
abster-se de agir mal como também evitar até os menores motivos de maledicência.
Mas zombamos de um avarento quando ele é ciumento do seu tesouro, isto é, quando
o devora com os olhos e nunca quer afastar-se dele, com medo que ele lhe seja
furtado; pois o dinheiro não vale o trabalho de ser guardado com tanto cuidado.
E desprezamos um homem que é ciumento de sua mulher, pois isso é uma prova de
que não a ama da maneira certa e tem má opinião de si ou dela. Digo que ele não
a ama da maneira certa porque se lhe tivesse um amor verdadeiro não teria a
menor inclinação para desconfiar dela. Mas não é à mulher propriamente que ama:
é somente ao bem que ele imagina consistir em ser o único a ter a posse dela; e
não temeria perder esse bem se não julgasse que é indigno dele, ou então que a
sua mulher é infiel. De resto, essa paixão refere-se apenas às suspeitas e às
desconfianças; pois tentar evitar algum mal quando se tem motivo justo para
temê-lo não é propriamente ter ciúmes.


Glória é Vaidade ( ARTHUR SCHOPENHAUER )

A glória repousa propriamente sobre aquilo que alguém é em comparação com os
outros. Portanto, ela é essencialmente relativa; por isso, só pode ter valor
relativo. Desapareceria inteiramente se os outros se tornassem o que o glorioso
é. Uma coisa só pode ter valor absoluto se o mantiver sob todas as
circunstâncias; aqui, contudo, trata-se daquilo que alguém é imediatamente e por
si mesmo. Consequentemente, é nisso que tem de residir o valor e a felicidade do
grande coração e do grande espírito. Logo, valiosa não é a glória, mas aquilo
que faz com que alguém a mereça, pois isso, por assim dizer, é a substância, e a
glória é apenas o acidente. Ela age sobre quem é célebre, sobretudo como um
sintoma exterior pelo qual ele adquire a confirmação da opinião elevada de si
mesmo. Desse modo, poder-se-ia dizer que, assim como a luz não é visível se não
for reflectida por um corpo, toda a excelência só adquire total consciência de
si própria pela glória. Mas o sintoma não é sempre infalível, visto que também
há glória sem mérito e mérito sem glória. Eis a justificativa para a frase tão
distinta de Lessing: Algumas pessoas são famosas, outras merecem sê-lo. Em
verdade, seria uma existência miserável aquela cujo valor ou desvalor dependesse
de como aparecesse aos olhos dos outros. Tal existência, entretanto, seria a
vida do herói e a do génio se o seu valor consistisse na glória, isto é, na
aprovação dos outros. Mas, antes, todo o ser vive e existe por conta própria,
logo, primariamente em si e para si.
O que alguém é, de qualquer maneira, é antes de mais nada e acima de tudo para
si mesmo; e se sob esse aspecto não é de muito valor, então não o é também em
geral. Pelo contrário, a imagem do nosso ser na cabeça dos outros é algo
secundário, derivado e submetido ao acaso, e só se relaciona muito
indirectamente com o próprio ser. Além do mais, as cabeças dos outros são um
cenário deveras miserável para que nele a verdadeira felicidade possa ter sede.
Antes, nelas só se pode encontrar uma felicidade quimérica. Que sociedade
heterogénea se reúne nesse templo da glória universal! Generais, ministros,
charlatães, saltimbancos, dançarinos, cantores, milionários e judeus. Sim, nesse
templo, os méritos de todas essas pessoas são bem mais sinceramente apreciados,
encontram bem mais estime sentie (estima sincera) do que os méritos espirituais,
sobretudo os de tipo superior, que obtêm da maioria apenas uma estime sur parole
(estima de ouvir dizer). Em sentido eudemonológico, portanto, a glória nada mais
é senão o pedaço mais raro e saboroso para o nosso orgulho e a nossa vaidade.
Estes, todavia, existem em excesso na maioria dos homens, embora eles os
dissimulem; talvez até de modo mais forte naqueles que, de alguma maneira, estão
aptos a adquirir glória e, portanto, têm muitas vezes de suportar em si mesmos,
por muito tempo, a consciência incerta do seu valor proeminente, antes que
chegue a oportunidade de o comprovar e então experimentar o reconhecimento. Até
lá, têm o sentimento de sofrer uma injustiça secreta.


Mocinha ( ARIANO SUASSUNA )

(in Folha de São Paulo, 27/06/00)
Em 1990, quando tomei posse de minha cadeira na Academia Brasileira de Letras,
agi de modo a ligar o mais possível a cerimônia, o uniforme, o colar e a espada
aos rituais de festa do nosso povo. Eu lera, de Gandhi, uma frase que me
impressionou profundamente. Dizia ele que um indiano verdadeiro e sincero, mas
pertencente a uma das classes mais poderosas de seu país, não deveria nunca
vestir uma roupa feita pelos ingleses. Primeiro, porque estaria se acumpliciando
com os invasores. Depois, porque, com isso, tiraria das mulheres pobres da Índia
um dos poucos mercados de trabalho que ainda lhes restavam.
A partir daí, passei a usar somente roupas feitas por uma costureira popular,
Edite Minervina. E também foi ela quem cortou e costurou meu uniforme acadêmico,
bordado por Cicy Ferreira. Isaías Leal fez o colar e a espada, unindo, nesta,
num só emblema, a zona da mata e o sertão.
Naquele ano, era Miguel Arraes quem governava Pernambuco. E, como o Estado que
me adotou como filho se encarregou da doação normalmente feita ao acadêmico pela
terra de seu nascimento, combinei tudo com o governador e fizemos, no palácio do
Campo das Princesas, uma espécie de cerimônia prévia na qual Arraes (que, como
eu, é egresso do Brasil oficial, mas procura se ligar ao real) faria o discurso
de entrega das insígnias; e artistas populares me entregariam os adereços feitos
por eles: Edite e Cicy, o fardão, Isaías Leal, o colar, e mestre Salusitano, a
espada (que, na ABL, meseria entregue por meu mestre Barbosa Lima Sobrinho).
Depois que Isaías Leal me deu o colar, no Recife, pedi à maior cantadora
nordestina, Mocinha de Passira, que o colocasse em meu pescoço - uma vez que, na
Academia, escolhera para isso outra mulher, minha querida Rachel de Queiroz.
Como se vê, em tudo, eu tentava mostrar, do modo canhestro, simbólico e precário
que me é possível, que, apesar de nascido e criado no Brasil oficial, procuro
sempre não esquecer que existe o Brasil real e é a seu lado que me alinho em
todas as circunstâncias da minha vida.
Foi por tudo isso também que, escrevendo aqui em dezembro do ano passado,
escolhi dois personagens simbólicos para representarem o Brasil real. Dizia: -O
primeiro é Chico Ambrósio, cabreiro do sertão da paraíba, homem de sangue
predominantemente indígena e jeito aciganado; a outra é Mocinha de Passira,
violeira dotada de uma voz impressionante”
E concluía: -Na minha opinião, o que devemos fazer é olhar o brasil de Chico e
Mocinha para seguir e aprofundar (no campo social, político e econômico) o
caminho indicado por Antônio Conselheiro - aquele socialismo-de-pobre que, para
nós, foi uma picada aberta em direção ao sol de Deus.
Nos tempos de desprezo que estamos vivendo em relação à cultura brasileira (e em
especial à popular), espero, então, que pelo menos as nossas universidades
percebam a importância dessa cantora e repentista, que, como afirmei em meu
discurso da ABL, significa para mim, para o Brasil e para o nosso povo o mesmo
que Pastora Pavón representava para García Lorca, para a Espanha e para o povo
espanhol.


Felicidade e Prazer ( EPICURO )

Devemos estudar os meios de alcançar a felicidade, pois, quando a temos,
possuímos tudo e, quando não a temos, fazemos tudo por alcançá-la. Respeita,
portanto, e aplica os princípios que continuadamente te inculquei,
convencendo-te de que eles são os elementos necessários para bem viver. Pensa
primeiro que o deus é um ser imortal e feliz, como o indica a noção comum de
divindade, e não lhe atribuas jamais carácter algum oposto à sua imortalidade e
à sua beatitude. Habitua-te, em segundo lugar, a pensar que a morte nada é, pois
o bem e o mal só existem na sensação. De onde se segue que um conhecimento
exacto do facto de a morte nada ser nos permite fruir esta vida mortal,
poupando-nos o acréscimo de uma ideia de duração eterna e a pena da
imortalidade. Porque não teme a vida quem compreende que não há nada de temível
no facto de se não viver mais. É, portanto, tolo quem declara ter medo da morte,
não porque seja temível quando chega, mas porque é temível esperar por ela.
É tolice afligirmo-nos com a espera da morte, visto ser ela uma coisa que não
faz mal, uma vez chegada. Por conseguinte, o mais pavoroso de todos os males, a
morte, nada significa para nós, pois enquanto vivemos a morte não existe. E
quando a morte veio, já não existimos nós. A morte não existe, portanto, nem
para os vivos nem para os mortos, pois para uns ela não é, e pois os outros não
são mais.
(...) Deve, em terceiro lugar, compreender-se que, de entre os desejos, uns são
naturais e os outros vãos e que, de entre os naturais, uns são necessários e os
outros somente naturais. Finalmente, de entre os desejos necessários, uns são
necessários à felicidade, outros à tranquilidade do corpo e outros à própria
vida. Uma teoria verídica dos desejos ajustará os desejos e a aversão à saúde do
corpo e à ataraxia da alma, pois é esse o escopo de uma vida feliz, e todas as
nossas acções têm por fim evitar ao mesmo tempo o sofrimento e a inquietação.
Quando o conseguimos, todas as tempestades da alma se desfazem, não tendo já o
ser vivo de dirigir-se para alguma coisa que não possui, nem buscar outra coisa
que possa completar a felicidade da alma e do corpo. Porque nós buscamos o
prazer somente quando a sua ausência causa sofrimento. Quando não sofremos, não
sabemos que fazer do prazer. E por isso dizemos que o prazer é o começo e o fim
de uma vida venturosa. O prazer é, na verdade, considerado por nós como o
primeiro dos bens naturais, é ele que nos leva a aceitar ou a rejeitar as
coisas, a ele vamos parar, tomando a sensibilidade como critério do bem. Ora,
pois que o prazer é o primeiro dos bens naturais, segue-se que não aceitamos o
primeiro prazer que vem, mas em certos casos desdenhamos numerosos prazeres
quando têm por efeito um tormento maior. Por outro lado, há numerosos
sofrimentos que reputamos preferíveis aos prazeres, quando nos trazem um maior
prazer. Todo o prazer, na medida em que se conforma com a nossa natureza, é
portanto um bem, mas nem todo o prazer é entretanto necessariamente apetecível.
Do mesmo modo, se toda a dor é um mal, nem toda é necessariamente de evitar.
Daqui procede que é por uma sábia consideração das vantagens e dissabores que
traz que cada prazer deve ser apreciado. Na verdade, em certos casos, tratamos o
bem como um mal e, noutros, o mal como um bem.
Depender apenas de si mesmo é, em nossa opinião, grande bem, mas não se segue,
por isso, que devamos sempre contentar-nos com pouco. Simplesmente, quando a
abundância nos falece, devemos ser capazes de contentar-nos com pouco, pois
estamos persuadidos de que fruem melhor a riqueza aqueles que menos carecem dela
e que tudo que é natural se alcança facilmente, enquanto é difícil obter o que o
não é. As iguarias mais simples dão tanto prazer como a mesa mais ricamente
servida, quando está ausente o tormento que a carência determina, e o pão e a
água causam o mais vivo prazer quando os tomamos após longa privação. O hábito
da vida simples e modesta é portanto boa maneira de cuidar da saúde e torna, alé
m disso, o homem corajoso para suportar as tarefas que deve necessariamente
realizar na vida. Permite-lhe ainda, eventualmente, apreciar melhor a vida
opulenta e endurece-o contra os reveses da fortuna. Por conseguinte, quando
dizemos que o prazer é o soberano bem, não falamos dos prazeres dos debochados,
nem dos gozos sensuais, como pretendem alguns ignorantes que nos combatem e
desfiguram o nosso pensamento. Falamos da ausência de sofrimento físico e da
ausência da perturbação moral.
Porque não são nem as bebidas e os banquetes contínuos, nem o prazer do trato
com as mulheres, nem o júbilo que dão o peixe e a carne com que se enchem as
mesas sumptuosas que ocasionam uma vida feliz, mas hábitos racionais e sóbrios,
uma razão buscando incessantemente causas legítimas de escolha ou de aversão e
rejeitando as opiniões susceptíveis de trazerem à alma a maior perturbação.
O princípio de tudo isto e, ao mesmo tempo, o maior bem é, portanto, a
prudência. Devemos reputá-la superior à própria filosofia, pois que ela é a
fonte de todas as virtudes que nos ensinam que não se alcança a vida feliz sem a
prudência, a honestidade e a justiça e que a prudência, a honestidade e a
justiça não podem obter-se sem o prazer.
As virtudes, efectivamente, provêm de uma vida feliz, a qual, por sua vez, é
inseparável das virtudes.