Frases e Pensamentos de Momentos

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MOMENTOS

56 resultados encontrados

Drama é vida sem os momentos estúpidos que a cercam.
( Alfred Hitchcock )


Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.
(ALBERT EINSTEIN)


Há momentos em que acho que a língua ainda não é absolutamente nada.
( Ludwig van Beethoven )


Caso não saibam, é disso que é feita a vida. Apenas momentos. Não perca-os agora.
( LEO BUSCAGLIA )


Em nossas vidas há momentos de alegria e de sofrimento. Se conseguirmos entender que sempre haverá bons e maus, poderemos gradualmente a não o esperar somente bons momentos, e nem a detestar os maus.
(Daisaku Ikeda)


Existem momentos na vida em que a única alternativa possível é perder o controle.(Frases e Pensamentos de Paulo Coelho)


Me diverte pensar que, em vários momentos, estou brigando comigo mesmo
( Frases e Pensamentos de PAULO LEMINSKI)


Em certos momentos, os homens são donos dos seus próprios destinos.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)


É nos momentos de decisão que o seu destino é traçado.
( Frases e Pensamentos de Anthony Robbins) Mensagem sobre Filosofia


Escrever é transformar os seus piores momentos em dinheiro
( Frases e Pensamentos de J. P. Donleavy) Mensagem sobre Literatura


Escrever é transformar os seus piores momentos em dinheiro
( Frases e Pensamentos de J. P. Donleavy) Mensagem sobre Pensamentos


Junta médica é uma reunião que os médicos fazem nos últimos momentos de nossa vida para dividir a culpa.
( Frases e Pensamentos de Jô Soares )


"A vida nos criou momentos magicos provando que há muitas formas de encontrarmos o prazer de viver." (Frases e Pensamentos de Zíbia Gasparetto)


Na vida de um homem não há dois momentos de prazer parecidos, tal como não há duas folhas na mesma árvore exactamente iguais
( HONORÉ DE BALZAC )


Você foi a esperança nos meus dias de solidão,a angústia dos meus instantes de dúvida, a certeza nos momentos de fé. (Frases e Pensamentos de Paulo Coelho)


Felicidade é saber aproveitar todos os momentos como se fossem os últimos.
( Frases e Pensamentos de Lea Waider) Mensagem sobre Felicidade


Acho que nesses momentos de grande tristezas tem-se a necessidade de olhar para o céu em lugar de chorar...
( Frases e Pensamentos de Santa Teresa de Jesus )


Há pensamentos que são orações. Há momentos, nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.
( Frases e Pensamentos de Vitor Hugo )


"Existem momentos na vida em que a única alternativa possível é perder o controle." - Brida
( Frases e Pensamentos de Paulo Coelho) Mensagem sobre Vida


Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. (Frases e Pensamentos de Clarice Lispector)


Coisas menores podem tornar-se momentos de grande revelação quando as encontramos pela primeira vez.
( Frases e Pensamentos de Margor Fonteyn) Mensagem sobre Aprendizado


Devem os jovens estudar a Palavra de Deus e entregar-se à meditação e à oração, e acharão que seus momentos vagos não poderão ser melhor empregados.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White)


A solução para os problemas imaginários, portanto, não é fazer pouco deles, mas buscar suas reais dimensões para que não nos atormente nos momentos em que mais precisamos de paz.
(ROBERTO SHINYASHIKI)


Não se deve ver só a tristeza do fim e esquecer os momentos alegres da vida. Antes de nascermos, a vida já existia, e continuará existindo depois que deixarmos este mundo.(Frases e Pensamentos de Paulo Coelho)


O kart me deu muitos momentos de prazer e excelentes recordações. Nunca uma pilotagem foi tão divertida e ali aprendi muita coisa. Muita coisa que uso na F1 são provenientes do aprendizado nos karts.
( Ayrton Senna )


Certa vez, foi solicitado a Albert Einstein que dissesse qual era a definição de luz. O que é a luz? Einstein, então, em um de seus famosos momentos de inspiração, respondeu: - A luz é a sombra de Deus...
(ALBERT EINSTEIN)


O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis ( Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA )


O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
( Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA )


A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência,mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio.
( Frases e Pensamentos de Martin Luther King Jr) Mensagem sobre Problemas


Há o pessimismo que bate quando estou sozinho e penso no mundo. Mas se é para ir a uma festa em que há mulheres bonitas, o pessimismo desaparece. A vida está correndo. Tenho momentos de tristeza, de prazer, de saudade... Faz parte.
(OSCAR NIEMEYER)


Que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha;Que quando você está amando dá na vista;Que ter uma criança adormecida em seus braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)


O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.
( Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA )


Se cheguei onde cheguei e consegui fazer tudo o que fiz, foi porque tive a oportunidade de crescer bem, num bom ambiente familiar, de viver bem, sem problemas econômicos e de ser orientado no caminho certo nos momentos decisivos de minha vida.
( Ayrton Senna )


Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.
( Bertrand Russell )


Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam,percebe que no seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,ou nada,e terem bons momentos juntos.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Aprendizado


"Não se deve ver só a tristeza do fim e esquecer os momentos alegres da vida. Antes de nascermos,a vida já existia,e continuará existindo depois que deixarmos este mundo." - Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei
( Frases e Pensamentos de Paulo Coelho) Mensagem sobre Vida


Parece, Meu Caro ..., que as cabeças dos homens mais notáveis minguam quando se reúnem, e que onde há mais sábios, há também menos sabedoria. Os grandes grupos, prendem-se tanto aos momentos e aos vãos costumes, que o essencial não vem senão depois.
( Frases e Pensamentos de Motesquieu)


A covardia e a vaidade são os grandes inimigos da prática da fé As pessoas com fé inclinadas para a covardia e vaidade não podem alcançar a iluminação A prática da fé é senão o corajoso ato de avançar com espírito de leão nas horas cruciais ou nos momentos que surgem as dificuldades.
(Daisaku Ikeda)


Amizade é quando você encontra uma pessoa que olha na mesma direção que você, compartilha a vida contigo e te respeita como você é. Uma pessoa com a qual você não precisa ter segredos e que goste até dos seus defeitos. Basicamente, é aquela pessoa com quem você quer compartilhar os bons momentos e os maus, também.
( Frases e Pensamentos de Renato Russo )


O silêncio já se tornou para mim uma necessidade física espiritual. Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri,todavia,seu valor espiritual. E de repente dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio.
( MAHATMA GANDHI)Tema: Silêncio


O silêncio já se tornou para mim uma necessidade física espiritual. Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri,todavia,seu valor espiritual. E de repente dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio.
( Frases e Pensamentos de Mahatma Gandhi) Mensagem sobre Silêncio


Mãe é o amigo mais verdadeiro que temos quando a dificuldade dura e repentinamente cai sobre nós; quando a adversidade toma o lugar da prosperidade; quando os amigos que se alegram conosco nos bons momentos nos abandonam; quando os problemas complicam-se ao nosso redor, ela ainda estará junto de nós, e se esforçará através de seus doces preceitos e conselhos para dissipar as nuvens de escuridão, e fazer com que a paz volte aos nossos corações.( Frases e Pensamentos de Washington Irving Mensagem sobre Dia das Mães )


Excesso de Volúpia ( RAINER MARIA RILKE )

A volúpia carnal é uma experiência dos sentidos, análoga ao simples olhar ou à
simples sensação com que um belo fruto enche a língua. É uma grande experiência
sem fim que nos é dada; um conhecimento do mundo, a plenitude e o esplendor de
todo o saber. O mal não é que nós a aceitemos; o mal consiste em quase todos
abusarem dessa experiência, malbaratando-a, fazendo dela um mero estímulo para
os momentos cansados da sua existência.


Tu Me Chamas (LORD BYRON)


Canção, parodiada do português por Lord Byron.

Em momentos de delícia,
Extática, embevecida,
Numa voz, toda carícia,
Tu me chamas: "Minha vida!"
Sentira, à frase tão doce,
Exultar-me o coração,
Se a nossa existência fosse
De perpétua duração.
Levam-nos esses momentos
Ao fim comum dos mortais.
Ou não saiam tais acentos
Dos lábios teus nunca mais,
Ou, mudando a frase terna,
"Minha alma", podes dizer.
Pois a alma não morre; eterna
Qual meu amor, há de ser.


Consciência Cósmica( GUIMARÃES ROSA )

Já não preciso de rir.
Os dedos longos do medo
largaram minha fronte.
E as vagas do sofrimento me arrastaram
para o centro do remoinho da grande força,
que agora flui, feroz, dentro e fora de mim...
Já não tenho medo de escalar os cimos
onde o ar limpo e fino pesa para fora,
e nem deixar escorrer a força de dos meus músculos,
e deitar-me na lama, o pensamento opiado...
Deixo que o inevitável dance, ao meu redor,
a dança das espadas de todos os momentos.
e deveria rir , se me retasse o riso,
das tormentas que poupam as furnas da minha alma,
dos desastres que erraram o alvo do meu corpo...


CONSCIÊNCIA CÓSMICA( GUIMARÃES ROSA )

Já não é preciso de rir.
Os dedos longos do medo
largaram minha fronte.
E as vagas do sofrimento me arrastaram
para o centro remoinho da grande força,
que agora flui, feroz, dentro e fora de mim...
Já não tenho medo de escalar os cimos
onde o ar limpo e fino pesa para fora,
e nem de deixar escorrer a força dos meus músculos,
e deitar-me na lama, o pensamento opiado...
Deixo que o inevitável dance, ao meu redor,
a dança das espadas de todos os momentos.
E deveria rir, se me restasse o riso,
das tormentas que pouparam as furnas da minha alma,
dos desastres que erraram o alvo de meu corpo...


Em nenhum momento e em nenhuma circunstância um comunista deve colocar os seus interesses pessoais em primeiro plano; pelo contrário, ele deve subordiná-los sempre aos interesses da nação e das massas populares. É por isso que o egoísmo, o relaxamento no trabalho, a corrupção, o exibicionismo, etc, merecem o maior dos desprezos, enquanto que a entrega desinteressada, o ardor no trabalho, devoção à causa pública, o esforço intenso e tenaz merecem todo o respeito. Seja em que momento for, um comunista deve estar pronto a persistir na verdade, pois a verdade concorda sempre com os interesses do povo; em todos os momentos um comunista deve estar pronto a corrigir os seus error, pois todo erro é contrário aos interesses do povo.
( Frases e Pensamentos de Mao Tsé-Tung )


Um comunista deve ser aberto e franco, leal e ativo, deve colocar os interesses da revolução acima de sua própria vida e subordinar os interesses pessoais aos interesses da revolução. Em todos os momentos, seja onde for que se encontre, ele deve ater-se aos princípios justos e travar uma luta sem tréguas contra todas as idéias e ações errôneas, de modo a consolidar a vida coletiva do Partido e reforçar os laços existentes entre este e as massas; um comunista deve preocupar-se mais com o Partido e as massas do que com qualquer indivíduo, e deve atender mais aos outros do que a si próprio. Só um indivíduo assim pode ser considerado comunista. É necessário fazer compreender a todos os camaradas que o critério supremo para julgar as palavras e atos de um comunista está em saber se eles conformam com os mais altos interesses da esmagadora maioria do povo e se beneficiam do apoio dessa maioria. Em nenhum momento e em nenhuma circunstância um comunista deve colocar os seus interesses pessoais em primeiro plano; pelo contrário, ele deve subordiná-los sempre aos interesses da nação e das massas populares. É por isso que o egoísmo, o relaxamento no trabalho, a corrupção, o exibicionismo, etc, merecem o maior dos desprezos, enquanto que a entrega desinteressada, o ardor no trabalho, devoção à causa pública, o esforço intenso e tenaz merecem todo o respeito. Seja em que momento for, um comunista deve estar pronto a persistir na verdade, pois a verdade concorda sempre com os interesses do povo; em todos os momentos um comunista deve estar pronto a corrigir os seus error, pois todo erro é contrário aos interesses do povo.
( Frases e Pensamentos de Mao Tsé-Tung )


Quando o Homem Quer ( ALBERT CAMUS )

Sim, o homem é o seu próprio fim. E é o seu único fim. Se quer ser qualquer
coisa, tem de ser nesta vida. Agora sei, aliás, que embora conquistadores falem
algumas vezes de vencer e de exceder, o que eles querem sempre dizer é
«excederem-se». Suponho que sabem o que isto quer dizer. Em certos momentos,
todos os homens se sentem iguais a um deus. É assim, pelo menos, que se diz. Mas
isto vem do facto de eles terem sentido, num instante, a espantosa grandeza do
espírito humano. Os conquistadores são somente aqueles homens que sentem a sua
força, o bastante para terem a certeza de viver constantemente nessas alturas e
na plena consciência dessa grandeza. É uma questão de aritmética, de mais ou de
menos. Os conquistadores são os que podem mais. Mas não podem mais do que o
próprio homem quando ele o quer. É por isso que eles nunca deixam o crisol
humano, mergulhando no mais ardente da alma das revoluções.


A Mente Universal ( HEGEL )

A mente universal manifesta-se na arte como intuição e imaginação; na religião
manifesta-se como sentimento e pensamento representativo; e na filosofia ocorre
como liberdade pura de pensamento. Na história mundial a mente universal
manifesta-se como actualidade da mente, na sua integridade de internalidade e de
externalidade. A história do mundo é um tribunal porque, na sua absoluta
universalidade, o particular, isto é, as formas de culto, sociedade e espíritos
nacionais em todas as suas diferentes actualidades, está presente apenas como
ideal, e aqui o movimento da mente é a manifestação disto mesmo...
A história do mundo não é o veredicto da força, isto é, de um destino cego
realizando-se a si mesmo numa inevitabilidade abstracta e não-racional. Pelo
contrário, porque a mente é razão implícita e explicitamente, e porque a razão é
explícita para si mesma, na mente, enquanto conhecimento, a história do mundo é
o desenvolvimento necessário, decorrente da liberdade da mente, dos momentos da
razão e, deste modo, da autoconsciência e da liberdade da mente.
A história da mente é a sua acção. A mente é apenas o que faz, e a sua acção faz
dela o objecto da sua própria consciência. Através da história, a sua acção
ganha consciência de si mesma como mente, e apreende-se na sua interpretação de
si mesma para si mesma. Esta apreensão é no seu ser e no seu princípio, e a
realização desta apreensão numa dada fase é simultaneamente a rejeição dessa
fase e a sua elevação a uma fase mais elevada.


A Busca da Felicidade ou do Sofrimento ( ALBERT CAMUS )

O homem recusa o mundo tal como ele é, sem aceitar o eximir-se a esse mesmo
mundo. Efectivamente os homens gostam do mundo e, na sua imensa maioria, não
querem abandoná-lo. Longe de quererem esquecê-lo, sofrem, sempre, pelo
contrário, por não poderem possuí-lo suficientemente, estranhos cidadãos do
mundo que são, exilados na sua própria pátria. Excepto nos momentos fulgurantes
da plenitude, toda a realidade é para eles imperfeita. Os seus actos
escapam-lhes noutros actos; voltam a julgá-los assumindo feições inesperadas;
fogem, como a água de Tântalo, para um estuário ainda desconhecido. Conhecer o
estuário, dominar o curso do rio, possuir enfim a vida como destino, eis a sua
verdadeira nostalgia, no ponto mais fechado da sua pátria. Mas essa visão que,
ao menos no conhecimento, finalmente os reconciliaria consigo próprios, não pode
surgir; se tal acontecer, será nesse momento fugitivo que é a morte; tudo nela
termina. Para se ser uma vez no mundo, é preciso deixar de ser para sempre.
Neste ponto nasce essa desgraçada inveja que tantos homens sentem da vida dos
outros. Apercebendo-se exteriormente dessas existências, emprestam-lhes uma
coerência e uma unidade que elas não podem ter, na verdade, mas que ao
observador parecem evidentes. Este não vê mais que a linha mais elevada dessas
vidas, sem adquirir consciência do pormenor que as vai minando. Então fazemos
arte sobre essas existências. Romanceamo-las de maneira elementar. Cada um,
nesse sentido, procura fazer da sua vida uma obra de arte. Desejamos que o amor
perdure e sabemos que tal não acontece; e ainda que, por milagre, ele pudesse
durar uma vida inteira, seria ainda assim um amor imperfeito. Talvez que, nesta
insaciável necessidade de subsistir, nós compreendêssemos melhor o sofrimento
terrestre, se o soubéssemos eterno. Parece que, por vezes, as grandes almas se
sentem menos apavoradas pelo sofrimento do que pelo facto de este não durar. À
falta de uma felicidade incansável, um longo sofrimento ao menos constituiria um
destino. Mas não; as nossas piores torturas terão um dia de acabar. Certa manhã,
após tantos desesperos, uma irreprimível vontade de viver virá anunciar-nos que
tudo acabou e que o sofrimento não possui mais sentido do que a felicidade.


Aprendi( CHARLES CHAPLIN )

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões
para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi
que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que
não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las. Aprendi que posso passar
anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso
usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou
falando. Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por
isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão
continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso
caminho. Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que
quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos
limites que eu próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar
meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem
o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que
sentem. Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de
mim, mas não consegue expressar isso. Aprendi... Que nos momentos mais difíceis
a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as
coisas. Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não
tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus
sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse
convencê-la disso. Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em
quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser
perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa
o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu
aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu
sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto. Aprendi que numa briga eu
preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que,
quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas
pessoas não discutem não significa que elas se amem. Aprendi que por mais que eu
queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte
da vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas,
por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi também que diplomas na parede
não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor
perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para
guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que certas
pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos
retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser
gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
Tua caminhada ainda não terminou... A realidade te acolhe dizendo que pela
frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se
amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma
vitória que surge da paz e não do ressentimento. É certo que irás encontrar
situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva
que cai e não a faceta do raio que destrói. Se não consegues entender que o céu
deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das
estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança,
enquanto te envergonhares de teus erros. Tu és jovem. Atender a quem te chama é
belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa
de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água
que rola e o coração necessita de afeto. Não faças do amanhã o sinônimo de
nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram! Olhes
para trás... mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para
poderem seguir-te.


A arte de ser avó ( RAQUEL DE QUEIROZ )

Quarenta anos, quarenta e cinco. Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o
tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é
claro. A velhice tem suas alegrias, as sua compensações - todos dizem isso,
embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá
aquela nostalgia da mocidade.
Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas
efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu
sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de
criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram
as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus
filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você
não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres -
não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação
ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso
é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da
qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela
criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é "devolvido". E o
espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o
seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou
decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos
se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas
as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que
vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.
Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as
violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto
fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...
No entanto! Nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave
maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não
deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine
a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de
noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada
mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas,
a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da
esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da
domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o,
embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ô
nus de castigar.
Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do
imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva
a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor
pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último
recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma
noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos
de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes
uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a
sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras
na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elé
trica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a
parede com lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado!
Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá
escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados
prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas
com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o
direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o
olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de
inveja do seu maravilhoso neto!
E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe
reconhece, sorri e diz "Vó", seu coração estala de felicidade, como pão ao
forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe
castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir
abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e
neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino - involuntariamente!
- bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com
preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho
pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se
zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que
custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.


OMONÓLOGO DE UMA SOMBRA ( AUGUSTO DOS ANJOS )

Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!
A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!
Pairando acima dos mundanos tectos,
Não conheço o acidente da Senectus
- Esta universitária sanguessuga ,
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!
Na existência social, possuo uma arma
- O metafisicismo de Abidarma -
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.
Com um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho...
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
E com certeza meu irmão mais velho!
Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
Amarguradamente se me antolha,
À luz do americano plenilúnio,
Na alma crepuscular de minha raça
Como uma vocação para a Desgraça
E um tropismo ancestral para o Infortúnio.
Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,
Trazendo no deserto das idéias
O desespero endêmico do inferno,
Com a cara hirta, tatuada de fuligens
Esse mineiro doido das origens,
Que se chama o Filósofo Moderno!
Quis compreender, quebrando estéreis normas,
A vida fenomênica das Formas,
Que, iguais a fogos passageiros, luzem...
E apenas encontrou na idéia gasta,
O horror dessa mecânica nefasta,
A que todas as cousas se reduzem!
E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,
Sobre a esteira sarcófaga das pestes
A mostrar, já nos últimos momentos,
Como quem se submete a uma charqueada,
Ao clarão tropical da luz danada,
espólio dos seus dedos peçonhentos.
Tal a finalidade dos estames!
Mas ele viverá, rotos os liames
Dessa estranguladora lei que aperta
Todos os agregados perecíveis,
Nas eterizações indefiníveis
Da energia intra-atômica liberta!
Será calor, causa úbiqua de gozo,
Raio X, magnetismo misterioso,
Quimiotaxia, ondulação aérea,
Fonte de repulsões e de prazeres,
Sonoridade potencial dos seres,
Estrangulada dentro da matéria!
E o que ele foi: clavículas, abdômen,
O coração, a boca, em síntese, o Homem,
- Engrenagem de vísceras vulgares -
Os dedos carregados de peçonha,
Tudo coube na lógica medonha
Dos apodrecimentos musculares!
A desarrumação dos intestinos
Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos
Dentro daquela massa que o húmus come,
Numa glutoneria hedionda, brincam,
Como as cadelas que as dentuças trincam
No espasmo fisiológico da fome.
É uma trágica festa emocionante!
A bacteriologia inventariante
Toma conta do corpo que apodrece ...
E até os membros da família engulham,
Vendo as larvas malignas que se embrulham
No cadáver malsão, fazendo um s.
E foi então para isto que esse doudo
Estragou o vibrátil plasma todo,
À guisa de um faquir, pelos cenóbios?! ...
Num suicídio graduado, consumir-se,
E após tantas vigílias, reduzir-se
A herança miserável de micróbios!
Estoutro agora é o sátiro peralta
Que o sensualismo sodomista exalta,
Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo.
Como que, em suas células vilíssimas,
Há estratificações requintadíssimas
De uma animalidade sem castigo.
Brancas bacantes bêbedas o beijam.
Suas artérias hírcicas latejam,
Sentindo o odor das carnações abstêmias,
E à noite, vai gozar, ébrio de vício,
No sombrio bazar do meretrício,
O cuspo afrodisíaco das fêmeas.
No horror de sua anômala nevrose,
Toda a sensualidade da simbiose,
Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,
Como no babilônico sansara,
Lembra a fome incoercível que escancara
A mucosa carnívora dos lobos.
Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.
Negra paixão congênita, bastarda,
Do seu zooplasma ofídico resulta...
E explode, igual à luz que o ar acomete,
Com a veemência mavórtica do ariete
E os arremessos de uma catapulta.
Mas muitas vezes, quando a noite avança,
Hirto, observa através a tênue trança
Dos filamentos fluídicos de um halo
A destra descarnada de um duende,
Que, tateando nas tênebras, se estende
Dentro da noite má, para agarrá-lo!
Cresce-lhe a intracefálica tortura,
E de su'alma na caverna escura,
Fazendo ultra-epilépticos esforços,
Acorda, com os candieiros apagados,
Numa coreografia de danados,
A família alarmada dos remorsos.
E o despertar de um povo subterrâneo!
É a fauna cavernícola do crânio
- Macbeths da patológica vigília,
Mostrando, em rembrandtescas telas várias,
As incestuosidades sanguinárias
Que ele tem praticado na família.
As alucinações tácteis pululam.
Sente que megatérios o estrangulam...
A asa negra das moscas o horroriza;
E autopsiando a amaríssirna existência
Encontra um cancro assíduo na consciência
E três manchas de sangue na camisa!
Míngua-se o combustível da lanterna
E a consciência do sátiro se inferna,
Reconhecendo, bêbedo de sono,
Na própria ânsia dionísica do gozo,
Essa necessidade de horroroso,
Que é talvez propriedade do carbono!
Ah! Dentro de toda a alma existe a prova
De que a dor como um dartro se renova,
Quando o prazer barbaramente a ataca...
Assim também, observa a ciência crua,
Dentro da elipse ignívoma da lua
A realidade de uma esfera opaca.
Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,
Abranda as rochas rígidas, torna água
Todo o fogo telúrico profundo
E reduz, sem que, entanto, a desintegre,
A condição de uma planície alegre,
A aspereza orográfica do mundo!
Provo desta maneira ao mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento,
Sem os métodos da abstrusa ciência fria
E os trovões gritadores da dialética,
Que a mais alta expressão da dor estética
Consiste essencialmente na alegria.
Continua o martírio das criaturas:
- O homicídio nas vielas mais escuras,
- O ferido que a hostil gleba atra escarva,
- O último solilóquio dos suicidas -
E eu sinto a dor de todas essas vidas
Em minha vida anônima de larva!"
Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,
Da luz da lua aos pálidos venábulos,
Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,
julgava ouvir monótonas corujas,
Executando, entre caveiras sujas,
A orquestra arrepiadura do sarcasmo!
Era a elegia panteísta do Universo,
Na podridão do sangue humano imerso,
Prostituído talvez, em suas bases...
Era a canção da Natureza exausta,
Chorando e rindo na ironia infausta
Da incoerência infernal daquelas frases.
E o turbilhão de tais fonemas acres
Trovejando grandíloquos massacres,
Há-de ferir-me as auditivas portas,
Até que minha efêmera cabeça
Reverta à quietação da treva espessa
E à palidez das fotosferas mortas!