Frases e Pensamentos de Mau Olhado

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MAU OLHADO

59 resultados encontrados

Para cada homem que morre de morte natural,99 morrem pelo mau-olhado.
( Talmude )


O bom filósofo é mau cidadão.
( Napoleão Bonaparte )


Não escolhas para amigo um homem de mau caráter
( Talmude )


Para cada homem que morre de morte natural,99 morrem pelo mau-olhado.
( Frases e Pensamentos de Talmude) Mensagem sobre Morte


A Matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela.
(ALBERT EINSTEIN)


Há males que vêm para o mau.(Frases de Para-Choque de Caminhão - Caminhoneiros)


O homem não é bom nem mau, nasce com instintos e aptidões
( HONORÉ DE BALZAC )


Ninguém é mau, e quanto mal foi feito.
( Frases e Pensamentos de Vitor Hugo )


Se um mestre sustenta um mau discípulo, ambos cairão no inferno.
(Nitiren Daishonin)


O amor faz do pequeno, maior, e do mau, melhor.
( Frases e Pensamentos de Amor)


Vê o ciúme o mal no bem, pelo mau olho que tem.
( Frases e Pensamentos de Ciúme)


Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem; a fera pode ferir-lhe o corpo, mas o mau amigo pode lhe ferir a mente.
(Buddha Sidharta Gautama / Buda Sakyamuni / Sidarta)


O dinheiro é um bom criado, mas um mau senhor
( Frases e Pensamentos de Francis Bacon )


A esperança é um bom almoço mas um mau jantar
( Frases e Pensamentos de Francis Bacon )


O amor faz do mau uma nova criatura; esta a sua beleza.
( Frases e Pensamentos de Amor)


Se a escravatura não é má, nada é mau.
( Frases e Pensamentos de Abraham Lincoln )


O ciúme transforma o homem bom em mau, o honesto em velhaco.
( Frases e Pensamentos de Ciúme)


Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal( PLATÃO )


Não existe o bom ou o mau... é o pensamento que os faz assim.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)


Os homens que se tornam arrogantes com o sucesso têm o mau hábito de odiarem aqueles a quem ofenderam
( SÊNECA )


Prega-se muito contra os vícios, mas nunca ouvi ninguém condenar do púlpito o mau humor
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


As paixões são todas boas por natureza e nós apenas temos de evitar o seu mau uso e os seus excessos
( RENÉ DESCARTES )


Era um menino tão mau que só se tornou radiologista para ver a caveira dos outros.
( Frases e Pensamentos de Jô Soares )


Não existe nada bom nem mau; é o pensamento humano o que o faz aparecer assim.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)


Não existe nada tão raro como um homem inteiramente mau, a não ser talvez um homem inteiramente bom
( Frases e Pensamentos de Diderot )


O mau comportamento dos homens vive no bronze; as suas virtudes, / nós as escrevemos sobre a água.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)


Ninguém deve ser elogiado pela sua bondade quando não tem forças para ser mau.
( Frases e Pensamentos de La Rochefoucauld) Tema: Guerra e Paz


Nada é mais perigoso que um bom conselho acompanhado de um mau exemplo.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Conselhos


Aqui nessa pedra, alguém sentou para olhar o mar O mar não parou para ser olhado Foi mar pra tudo que é lado
( Frases e Pensamentos de PAULO LEMINSKI)


O casamento é a única sentença perpétua que é suspensa por mau comportamento.
( Frases e Pensamentos de Louisville Times) Mensagem sobre Casamento


Ninguém deve ser elogiado pela sua bondade quando não tem forças para ser mau.
( Frases e Pensamentos de La Rochefoucauld) Mensagem sobre Guerra e Paz


A crítica deve fazer-se a tempo; não há que se deixar levar pelo mau costume de criticar só depois de consumados os fatos.
( Frases e Pensamentos de Mao Tsé-Tung )


"Pequeno", moralmente falando; em vez de "mau", "ignorante", que a maldade é fruto da ignorância espiritual e ausência do amor no coração humano.
( Frases e Pensamentos de Amor)


Por que prender a vida em conceitos e normas? O Belo e o Feio... O Bom e o Mau... Dor e Prazer... Tudo, afinal, são formas E não degraus do Ser(Frases e Pensamentos de Mário Quintana)


Os que melhor digerem os seus pensamentos a fim de os tornarem claros e inteligíveis têm maior facilidade em persuadir daquilo que propõem, mesmo que só falem em mau bretão
( RENÉ DESCARTES )


A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
( ARIANO SUASSUNA)


A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte,o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
( ARIANO SUASSUNA )


A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte,o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
( ARIANO SUASSUNA )


Se o telhado for mal construído ou estiver em mau estado, a chuva irá entrar na casa; assim a cobiça facilmente entra na mente, se ela é mal treinada ou fora de controle.
(Buddha Sidharta Gautama / Buda Sakyamuni / Sidarta)


Aquele que dá bons conselhos, constrói com uma mão; aquele que dá bons conselhos e exemplo, constrói com ambas; o que dá boa admoestação e mau exemplo constrói com uma mão e destrói com a outra
( Frases e Pensamentos de Francis Bacon )


É menor pecado elogiar um mau livro sem o ler, do que depois de o ter lido. Por isso, agradeço imediatamente depois de receber o volume. Não há vida literária plenamente virtuosa.
(FRASES E PENSAMENTOS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)


A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte,o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
( Frases e Pensamentos de Ariano Suassuna) Mensagem sobre Artista


Se o mau carma de uma pessoa não é expiado nesta existência, ela deverá passar pelos sofrimentos do inferno no futuro Mas, se experimentar extremas privações por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente.
(Nitiren Daishonin)


Se o mau carma do passado de uma pessoa não é expiado no presente, ela dever passar pelos sofrimentos do inferno no futuroMas, se experimentar extremas privações presente por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente.
(Nitiren Daishonin)


"O ciumento que se encoleriza ante a suspeita de não ser amado é um tirano. Se te arriscas a vir a ser um mau em razão de um prazer,renuncia a esse prazer; se te arriscas a ser um tirano em razão de um amor,renuncia a esse amor."
( Frases e Pensamentos de Silvio Pellico) Mensagem sobre Ciúme


O Sábio ( PLATÃO )

Quem faz depender de si mesmo, se não tudo, quase tudo o que contribui para a
sua felicidade, e não se prende a outra pessoa, nem se modifica de acordo com o
bom ou o mau êxito da sua conduta, está, de facto, preparado para a vida; é
sábio, na verdadeira acepção do termo, corajoso e temperante.


Valioso e bom é tudo aquilo que contribui para o maior desdobramento das faculadades específicas do homem e que favorece a vida.Negativo ou mau é tudo que estrangula a vida e paralisa a atividade do homem (...)Vencer sua propia cobiça,amar seu próximo,o conhecimento da verdade(diferente do conhecimento não crítico dos fatos)São as metas comuns a todos os sistemas humanistas filosóficos.
( Erich Fromm)


Todas as Vidas ( CORA CORALINA )

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!


A sua irritação não solucionará problema algum... As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas... Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar. O seu mau humor não modifica a vida... A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus... A sua tristeza não iluminará os caminhos... O seu desânimo não edificará ninguém... As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade... As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você... Não estrague o seu dia. Aprenda a sabedoria divina, A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...Para o infinito bem!(Frases e Pensamentos de Chico Xavier)


O Efeito da Verdadeira Maturidade ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

A alternância de amor e ódio caracteriza, durante muito tempo, a condição íntima
de uma pessoa que quer ser livre no seu juízo acerca da vida; ela não esquece e
guarda rancor às coisas por tudo, pelo bom e pelo mau. Por fim, quando, à força
de anotar as suas experiências, todo o quadro da sua alma estiver completamente
escrito, já não desprezará nem odiará a existência, mas tão-pouco a amará, antes
permanecerá por cima dela, ora com o olhar da alegria, ora com o da tristeza, e,
tal como a Natureza, a sua disposição ora será estival, ora outunal.
(...) Quem quiser seriamente ser livre perderá de mais a mais, sem qualquer
constrangimento, a propensão para os erros e vícios; também a irritação e o
aborrecimento o acometerão cada vez mais raramente. É que a sua vontade não quer
nada mais instantaneamente do que conhecer e o meio para tanto, ou seja, a
condição permanente em que ele está mais apto para o conhecimento.


Entendimento Apaixonado( J. J. ROUSSEAU )

Mau grado o que dizem os moralistas, o entendimento humano deve muito às
paixões, que, de comum acordo, também lhe devem muito: é pela sua actividade que
a nossa razão se aperfeiçoa; só procuramos conhecer porque desejamos gozar; e
não é possível conceber porque aquele que não tivesse desejos nem temores se
desse ao trabalho de raciocinar. As paixões, por sua vez, originam-se a partir
das nossas necessidades, e o seu progresso dos nossos conhecimentos; porque só
podemos desejar ou temer coisas segundo as ideias que temos delas, ou pelo
simples impulso da natureza; e o homem selvagem, privado de toda a sorte de
luzes, só experimenta as paixões dessa última espécie; os únicos bens que
conhece no universo são a sua nutrição, uma fêmea e o repouso; os únicos males
que teme são a dor e a fome. Digo a dor, e não a morte; porque jamais o animal
saberá o que é morrer; e o conhecimento da morte e dos seus terrores foi uma das
primeiras aquisições que o homem fez afastando-se da condição animal.


O Limite Saudável do Amor por Nós Próprios( J. J. ROUSSEAU )

O amor por nós mesmos, que só a nós diz respeito, sente-se satis­feito quando as
nossas verdadeiras necessidades ficam satisfeitas; mas o amor-próprio - que se
pretende comparar com ele - nun­ca se sente satisfeito nem o poderia estar,
porque esse sentimen­to, que nos leva a preferirmo-nos aos outros, também exige
que os outros nos prefiram a eles próprios; ora isso é impossível. Eis co­mo as
paixões suaves e afectuosas têm origem no amor por si pró­prio, e como as
paixões de ódio e de ira provêm do amor-próprio. Assim, o que torna o homem
essencialmente bom é o facto de ter poucas necessidades e de pouco se comparar
com os outros; o que o torna essencialmente mau é ter muitas necessidades e
preo­cupar-se muito com a opinião. Sobre este princípio, é fácil ver co­mo se
podem dirigir - para o bem ou para o mal - todas as pai­xões das crianças e dos
homens. É verdade que, como não podem viver sempre sós, dificilmente poderão
viver sempre bons: e esta dificuldade aumentará, necessariamente, com o
alargamento das suas relações; e é nisso, sobretudo, que os perigos da sociedade
nos tornam a arte e os cuidados mais indispensáveis para prevenir­ - no coração
humano - a depravação originada pelas suas novas ne­cessidades.


Delicatessen ( Hilda Hilst )

Você nunca conhece realmente as pessoas. O ser humano é mesmo o mais
imprevisível dos animais. Das criaturas. Vá lá. Gosto de voltar a este tema.
Outro dia apareceu uma moça aqui. Esguia, graciosa, pedindo que eu autografasse
meu livro de poesia, "tá quentinho, comprei agora". Conversamos uns quinze
minutos, era a hora do almoço, parecia tão meiga, convidei-a para almoçar,
agradeceu muito, disse-me que eu era sua "ídala", mas ia almoçar com alguém e
não podia perder esse almoço. Alguém especial?, perguntei. Respondeu nítida: "pé
-de-porco". Não entendi. Como? "Adoro pé-de-porco, pé-de-boi também". Ahn...
interessante, respondi. E ela se foi apressada no seu Fusquinha. Não sei por que
não perguntei se ela gostava também de cu de leão. Enfim, fiquei pasma.
Surpresas logo de manhã.
Olga, uma querida amiga passando alguns dias aqui conosco, me diz: pois você
sabe que me trouxeram uma noite um pé-perna de porco, todo recheado de
inverossímeis, como uma delicadeza para o jantar? Parecia uma bota. Do demo,
naturalmente. E lendo uma entrevista com W. H. Auden, um inglês muito
sofisticado, o entrevistador pergunta-lhe: "O que aconteceu com seus gatos?"
Resposta: "Tivemos que matá-los, pois nossa governanta faleceu". Auden também
gostava de miolo, língua, dobradinha, chouriços e achava que "bife" era uma
coisa para as classes mais baixas, "de um mau gosto terrível", ele enfatiza. E
um outro cara que eu conheci, todo tímido, parecia sempre um urso triste, também
gostava de poesia... Uma tarde veio se despedir, ia morar em Minas... Perguntei:
"E todos aqueles gatos de que você gostava tanto?" Resposta: "Tive de matá-los".
"Mas por quê?!" Resposta: "Porque gatos gostam da casa e a dona que comprou
minha casa não queria os gatos". "Você não podia soltá-los em algum lugar,
tentar dar alguns?" Olhou-me aparvalhado: "Mas onde? Pra quem?" "E como você os
matou?" "A pauladas", respondeu tranqüilo, como se tivesse dado uma morte feliz
a todos eles. E por aí a gente pode ir, ao infinito. Aqueles alemães não ouviam
Bach, Wagner, Beethoven, não liam Goethe, Rilke, Hölderlin(?????) à noite, e de
dia não trabalhavam em Auschwitz? A gente nunca sabe nada sobre o outro. E
aquele lá de cima, o Incognoscível, em que centésima carreira de pó cintilante
sua bela narina se encontrava quando teve a idéia de criar criaturas e
juntá-las? Oscar, traga os meus sais.


Os Moralistas (LUIS FERNANDO VERÍSSIMO)

- Você pensou bem no que vai fazer, Paulo?
- Pensei. Já estou decidido. Agora não volto atrás.
- Olhe lá, hein, rapaz...
Paulo está ao mesmo tempo comovido e surpreso com os três amigos. Assim que
souberam do seu divórcio iminente, correram para visitá-lo no hotel. A
solidariedade lhe faz bem. Mas não entende aquela insistência deles em
dissuadi-lo. Afinal, todos sabiam que ele não se acertava com a mulher.
- Pense um pouco mais, Paulo. Reflita. Essas decisões súbitas...
- Mas que súbitas? Estamos praticamente separados há um ano!
- Dê outra chance ao seu casamento, Paulo.
- A Margarida é uma ótima mulher.
- Espera um pouquinho. Você mesmo deixou de freqüentar nossa casa por causa da
Margarida. Depois que ela chamou vocês de bêbados e expulsou todo mundo.
- E fez muito bem. Nós estávamos bêbados e tínhamos que ser expulsos.
- Outra coisa, Paulo. O divórcio. Sei lá.
- Eu não entendo mais nada. Você sempre defendeu o divórcio!
- É. Mas quando acontece com um amigo...
- Olha, Paulo. Eu não sou moralista. Mas acho a família uma coisa
importantíssima. Acho que a família merece qualquer sacrifício.
- Pense nas crianças, Paulo. No trauma.
- Mas nós não temos filhos!
- Nos filhos dos outros, então. No mau exemplo.
- Mas isto é um absurdo! Vocês estão falando como se fosse o fim do mundo. Hoje,
o divórcio é uma coisa comum. Não vai mudar nada.
- Como, não muda nada?
- Muda tudo!
- Você não sabe o que está dizendo, Paulo! Muda tudo.
- Muda o quê?
- Bom, pra começar, você não vai poder mais freqüentar as nossas casas.
- As mulheres não vão tolerar.
- Você se transformará num pária social, Paulo.
- O quê?!
- Fora de brincadeira. Um reprobo.
- Puxa. Eu nunca pensei que vocês...
- Pense bem, Paulo. Dê tempo ao tempo.
- Deixe pra decidir depois. Passado o verão.
- Reflita, Paulo. É uma decisão seriíssima. Deixe para mais tarde.
- Está bem. Se vocês insistem...
Na saída, os três amigos conversam:
- Será que ele se convenceu?
- Acho que sim. Pelo menos vai adiar.
- E no solteiros contra casados da praia, este ano, ainda teremos ele no gol.
- Também, a idéia dele. Largar o gol dos casados logo agora. Em cima da hora.
Quando não dava mais para arranjar substituto.
- Os casados nunca terão um goleiro como ele.
- Se insistirmos bastante, ele desiste definitivamente do divórcio.
- Vai agüentar a Margarida pelo resto da vida.
- Pelo time dos casados, qualquer sacrifício serve.
- Me diz uma coisa. Como divorciado, ele podia jogar no time dos solteiros?
- Podia.
- Impensável.
- É.
- Outra coisa.
- O quê?
- Não é reprobo. É réprobo. Acento no "e".
- Mas funcionou, não funcionou?


O gigante egoísta(OSCAR WILDE)

Todas as tardes, ao regressar da escola, costumavam as crianças ir brincar no
jardim do Gigante.
Era um jardim amplo e belo, com um macio e verde gramado. Aqui e ali, por sobre
a relva erguiam-se lindas flores como estrelas e havia doze pessegueiros que na
primavera floresciam em delicados botões cor-de-rosa e pérola, e no outono davam
saborosos frutos. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão suavemente que
as crianças costumavam parar seus brinquedos, a fim de ouvi-los. - Como somos
felizes aqui!-, gritavam uns para os outros.
Um dia o Gigante voltou. Tinha ido visitar seu amigo o Ogre de Cornualha e ali
vivera com ele durante sete anos. Passados os sete anos, dissera tudo quanto
tinha a dizer, pois sua conversa era limitada, e decidiu voltar para seu
castelo. Ao chegar, viu as crianças brincando no jardim.
- Que estão vocês fazendo aqui? - gritou ele, com voz bastante ríspida e as
crianças puseram-se em fuga.
- Meu jardim é meu jardim - disse o Gigante -. Todos devem entender isto e não
consentirei que nenhuma outra pessoa, senão eu, brinque nele.
Construiu um alto muro cercando-o e pôs nele um cartaz:
É PROIBIDA A ENTRADAOS TRANSGRESSORES SERÃO PROCESSADOS
Era um Gigante muito egoísta.
As pobres crianças não tinham agora lugar onde brincar. Tentaram brincar na
estrada, mas a estrada tinha muita poeira e estava cheia de pedras duras, e isto
não lhes agradou. Tomaram o costume de vaguear, terminadas as lições, em redor
dos altos muros, conversando a respeito do belo jardim por eles cercados. - Como
éramos felizes ali!- diziam uns aos outros.
Depois chegou a primavera e por todo o país havia passarinhos e florinhas.
Somente no jardim do Gigante Egoísta reinava ainda o inverno. Os pássaros, uma
vez que não havia meninos, não cuidavam de cantar nele e as árvores esqueciam-se
de florescer. Somente uma bela flor apontou a cabeça dentre a relva, mas quando
viu o cartaz, ficou tão triste por causa das crianças que se deixou cair de novo
no chão, voltando a dormir. Os únicos que se alegraram foram a Neve e a Geada.
- A primavera esqueceu-se deste jardim - exclamaram -. de modo que viveremos
aqui durante o ano inteiro.
A Neve cobriu a relva com seu grande manto branco e o Gelo pintou todas as
árvores de prata. Então convidaram o Vento Norte para ficar com eles e o vento
veio. Estava envolto em peles e bramava o dia inteiro no jardim, derrubando
chaminés.
- Este lugar é delicioso - dizia ele -. Devemos convidar o Granizo a fazer-nos
uma visita.
De modo que o Granizo veio. Todos os dias, durante três horas, rufava no telhado
do castelo, até que quebrou a maior parte das ardósias, e depois punha-se a dar
voltas loucas no jardim, o mais depressa que podia. Trajava de cinzento e seu
hálito era frio como gelo.
- Não posso compreender por que a Primavera está demorando tanto a chegar -
disse o Gigante Egoísta, ao sentar-se à janela e olhar para fora, para seu
jardim frio e branco -. Espero que haja uma mudança de tempo.
Mas a Primavera nunca chegou, nem tampouco o Verão. O Outono deu frutos áureos a
todos os jardins, mas ao jardim do Gigante não deu nenhum.
- É demasiado egoísta - disse ele.
De modo que havia sempre Inverno ali e o Vento Norte, e o Granizo, e a Geada e a
Neve dançavam por entre as árvores.
Uma manhã jazia o Gigante acordado em sua casa, quando ouviu uma música
deliciosa. Soava tão docemente a seus ouvidos que pensou que deviam ser os
músicos do Rei que iam passando. Era na realidade apenas um pequeno pintarroxo
que cantava do lado de fora de sua janela, mas já fazia tanto tempo que não
ouvia ele um pássaro cantar em seu jardim que lhe pareceu aquela a mais bela
música do mundo. Então o Granizo parou de bailar por cima da cabeça dele, o
Vento Norte cessou seu rugido e delicioso perfume chegou até ele pela janela
aberta.
- Creio que chegou por fim a Primavera - disse o Gigante, saltando da cama e
olhando para fora.
Que viu ele?
Viu um espetáculo maravilhoso. Por um buraco feito no muro, as crianças
tinham-se introduzido no jardim, encarapitando-se nas árvores. Em todas as
árvores que conseguia ver achava-se uma criancinha. E as árvores sentiam-se tão
contentes por ver as crianças de volta que se haviam coberto de botões e
agitavam seus galhos gentilmente por cima das cabeças das crianças. Os pássaros
revoluteavam e chilreavam, com deleite, e as flores riam, apontando as cabeças
por entre a relva. Era um belo quadro. Apenas em um canto ainda havia inverno.
Era o canto mais afastado do jardim e nele se encontrava um menininho. Era tão
pequeno que não podia alcançar os galhos da árvore e vagava em redor, chorando
amargamente. A pobre árvore estava ainda coberta de geada e neve e o Vento Norte
soprava e rugia por cima dela.
- Sobe, menino! - dizia a Árvore, inclinando seus ramos o mais baixo que podia.
Mas o menino era demasiado pequenino.
E ao contemplar o Gigante aquela cena seu coração enterneceu-se.
- Como tenho sido egoísta - disse. Agora estou sabendo por que a Primavera não
vinha cá. Vou colocar aquele pobre menininho no alto da árvore e depois
derrubarei o muro e meu jardim será para todo o sempre o lugar de brinquedo para
os meninos.
Sentia-se deveras muito triste pelo que tinha feito.
De modo que desceu as escadas e abriu a porta de entrada bem devagarinho, saindo
para o jardim. Mas quando as crianças o viram, ficaram tão atemorizadas que
saíram todas a correr e o jardim voltou a ser como no inverno. Somente o
menininho não correu, pois seus olhos estavam tão cheios de lágrimas que não
viram o Gigante chegar. E o Gigante deslizou por trás dele, apanhou-o
delicadamente com a mão e colocou-o no alto da árvore. E a árvore imediatamente
abriu-se em flor e os pássaros chegaram e cantaram nela pousados e o menininho
estendeu seus dois braços, cercou com eles o pescoço do Gigante e beijou-o. E as
outras crianças, quando viram que o Gigante já não era mau, voltaram correndo e
com eles veio também a Primavera.
- O jardim agora é de vocês, criancinhas - disse o Gigante, que pegou um grande
machado e derrubou o muro. E quando as pessoas iam passando para a feira ao
meio-dia, encontraram o Gigante a brincar com as crianças no mais belo jardim
que jamais haviam visto.
Brincaram o dia inteiro e à noitinha dirigiram-se ao Gigante para despedir-se.
- Mas onde está o companheirinho de vocês? - perguntou -. O menino que eu pus na
árvore?
O Gigante gostava mais dele porque o havia beijado.
- Não sabemos - responderam as crianças -. Foi-se embora.
- Devem dizer-lhe que não deixe de vir amanhã - disse o Gigante. Mas as crianças
responderam-lhe que não sabiam onde ele morava e nunca o tinham visto antes. E o
Gigante sentiu-se muito triste.
Todas as tardes, quando as aulas terminavam, as crianças chegavam para brincar
com o Gigante. Mas o menininho de quem o Gigante gostava nunca mais foi visto de
novo. O Gigante mostrava-se muito bondoso para com todas as crianças, contudo
tinha saudades do seu primeiro amiguinho e muitas vezes a ele se referia.
- Como gostaria de vê-lo! - costumava dizer.
Os anos se passaram e o Gigante foi ficando muito velho e fraco. Não podia mais
tomar parte nos brinquedos, de modo que se sentava numa grande cadeira de braços
e contemplava o brinquedo das crianças e admirava seu jardim.
- Tenho belas flores em quantidade - dizia ele , mas as crianças são as mais
belas flores de todas.
Numa manhã de inverno, olhou de sua janela, enquanto se vestia. Não odiava o
Inverno agora, pois sabia que era apenas a Primavera adormecida e que as flores
estavam descansando.
De repente, esfregou os olhos, maravilhado, e olhou e tornou a olhar. Era
realmente uma visão maravilhosa. No canto mais afastado do jardim via-se uma
arvore toda coberta de alvas e belas flores. Seus ramos eram cor de ouro e
frutos prateados pendiam deles e por baixo estava o menininho que ele amara.
O Gigante desceu as escadas a correr, com grande alegria, e saiu para o jardim.
Atravessou correndo o gramado e aproximou-se da criança. E quando chegou bem
perto dela, seu rosto ficou vermelho de cólera e perguntou.
- Quem ousou ferir-te?
Pois nas palmas das mãos da criança viam-se as marcas de dois cravos e as marcas
de dois cravos nos pequeninos pés.
- Quem ousou ferir-te? - gritou o Gigante -. Dize-me, para que eu possa tirar
minha grande espada e matá-lo.
- Não - respondeu o menino -. São estas as feridas do Amor.
- Quem és? - perguntou o Gigante, sentindo-se tomado dum grande respeito e
ajoelhando-se diante do menininho.
E o menino sorriu para o Gigante e disse:
- Tu me deixaste brincar uma vez em teu jardim, hoje virás comigo para o meu
jardim, que é o Paraíso.
E quando as crianças chegaram correndo naquela tarde, encontraram o Gigante
morto sob a árvore toda coberta de alvas flores.