Frases e Pensamentos de Jovens

Frases de Jovens,Mensagens de Jovens,Pensamentos de Jovens, Reflexões sobre Jovens, Citações de Jovens,Poemas,Poesias

JOVENS

54 resultados encontrados

Jovens guiando jovens são como cegos guiando cegos.
( Frases e Pensamentos de Lord Chesterfield) Mensagem sobre Idade


Os filhos dos homens, dentre todos os animais jovens, são os mais difíceis de serem tratados( PLATÃO )


Os jovens e as mulheres querem a excepção, os velhos querem a regra
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


Os jovens desejam: amor, dinheiro e saúde. Um dia, porém, dirão: saúde, dinheiro e amor
( Paul Géraldy )


Tornarmo-nos jovens leva muito tempo.
( Frases e Pensamentos de Pablo Picasso) Mensagem sobre Tempo


Porque os jovens têm amor quando o desejam; os velhos, quando o podem ter.
( Frases e Pensamentos de Amor)


Os jovens, não raro, do amor desdenham; os velhos o adoram incondicionalmente.
( Frases e Pensamentos de Amor)


Perguntem aos jovens: eles sabem sempre tudo.
( Frases e Pensamentos de Provérbio chinês) Mensagem sobre Tempo


Se os jovens soubessem! Se os velhos pudessem...
( Frases e Pensamentos de Henri Estienne) Mensagem sobre Idade


Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve.
( ARTHUR SCHOPENHAUER )


Nas mulheres jovens, a beleza supre o espírito. Nas velhas, o espírito supre a beleza.
( Frases e Pensamentos de Motesquieu)


Pessoas jovens bonitas são acidentes da natureza; pessoas idosas bonitas são obras de arte
( Frases e Pensamentos de Eleanor Roosevelt)


"Os jovens buscam a felicidade na novidade; os velhos,nos hábitos."
( Frases e Pensamentos de P. Courty) Mensagem sobre Idade


Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo.
( Frases e Pensamentos de OSCAR WILDE)


O erro só é bom enquanto somos jovens. À medida que avançamos na idade, não convém que o arrastemos atrás de nós
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


As esposas são amantes dos homens mais jovens, companheiras para a meia-idade e amas para os velhos
( Frases e Pensamentos de Francis Bacon )


Os velhos acreditam em tudo; os adultos suspeitam de tudo; os jovens sabem tudo.
( Frases e Pensamentos de Oscar Wilde) Mensagem sobre Tempo


Os jovens,hoje em dia,imaginam que o dinheiro é tudo e,quando ficam velhos,descobrem que é isso mesmo.
( Frases e Pensamentos de OSCAR WILDE)


Acredito nos jovens à procura de caminhos novos abrindo espaços largos na vida. Creio na superação das incertezas deste fim de século.
( CORA CORALINA )


Há dois sinais de envelhecimento. O primeiro é desprezar os jovens. O outro é quando a gente começa a adulá-los(Frases e Pensamentos de Mário Quintana)


"Quarenta anos é a velhice dos jovens; cinqüenta anos é a juventude dos velhos."
( Frases e Pensamentos de Victor Hugo) Mensagem sobre Idade


Jovens, folgai agora que tendes tempo, pois a velhice chegará e então havereis de chorar as horas perdidas na juventude
( MIGUEL DE CERVANTES )


Os jovens desejam: amor,dinheiro e saúde. Um dia,porém,dirão: saúde,dinheiro e amor.
( Frases e Pensamentos de Paul Geraldy) Mensagem sobre Idade


Seja sempre simpático com os mais jovens,porque são eles que vão escrever sobre você.
( Frases e Pensamentos de Cyril Connolly) Mensagem sobre Conselhos


As crianças jamais cumprem o que prometem; os jovens cumprem raramente e, se cumprem, o mundo não lhes corresponde dando-lhes o que prometera
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


Onde encontrarmos uma rosa, onde ouvirmos um canto melodioso, aí encontraremos uma grata recordação da juventude e nos sentimos jovens outra vez
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


Os jovens,hoje em dia,imaginam que o dinheiro é tudo e,quando ficam velhos,descobrem que é isso mesmo.
( Frases e Pensamentos de Oscar Wilde) Mensagem sobre Dinheiro


Os jovens estão mais aptos a inventar que a julgar; mais aptos a executar que a aconselhar; mais aptos a tomar a iniciativa que a gerir
( Frases e Pensamentos de Francis Bacon )


O que há de bom na velhice é que as coisas que não podíamos obter quando jovens não mais nos interessam.
( Frases e Pensamentos de L.S. McCandles) Mensagem sobre Idade


Três tipos de homens não entendem nada de mulheres: os jovens,os velhos e os que estão entre os dois.
( Frases e Pensamentos de Provérbio irlandês) Mensagem sobre Provérbios


A religião da Bíblia é a única salvaguarda dos jovens. Moralidade e religião devem receber especial atenção de nossas instituições educativas.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White)


Tanto adultos como jovens negligenciam a Bíblia. Não fazem dela seu estudo, a regra de sua vida. Os jovens, especialmente, são culpados dessa negligência. A maioria deles encontra tempo para ler outros livros, mas aquele que indica o caminho da vida eterna não é diariamente estudado. Histórias ociosas são lidas atentamente, ao passo que a Bíblia é negligenciada. Esse Livro é nosso guia para uma vida mais elevada e santa. Os jovens o declarariam o mais interessante livro que já leram, não estivesse sua imaginação pervertida pela leitura de histórias fictícias.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White)


Devem os jovens estudar a Palavra de Deus e entregar-se à meditação e à oração, e acharão que seus momentos vagos não poderão ser melhor empregados.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White)


Toda a arte de ensinar é apenas a arte de acordar a curiosidade natural nas mentes jovens,com o propósito de serem satisfeitas mais tarde.
( Frases e Pensamentos de Anatole France) Mensagem sobre Aprendizado


A música é o ídolo adorado por muitos professos cristãos observadores do Sábado. Satanás não faz objecções à música,uma vez que a possa tornar um caminho de acesso à mente dos jovens.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


A música é o ídolo adorado por muitos professos cristãos observadores do Sábado. Satanás não faz objecções à música,uma vez que a possa tornar um caminho de acesso à mente dos jovens.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


Através dos livros científicos populares, logo me convenci de que muitas das histórias da Bíblia não podem ser verdadeiras. A conseqüência de tal fato foi uma positiva atividade fanática pela liberdade de pensamento, juntamente com a impressão de que os jovens estão sendo intencionalmente ludibriados.
(ALBERT EINSTEIN)


Filosofar é Preciso ( EPICURO )

Na juventude, não devemos hesitar em filosofar; na velhice, não devemos deixar
de filosofar. Nunca é cedo nem tarde demais para cuidar da própria alma. Quem
diz que não é ainda, ou já não é mais, tempo de filosofar, parece-se ao que diz
que não é ainda, ou já não é mais, tempo de ser feliz. Jovens ou velhos, devemos
sempre filosofar; no último caso, para rejuvenescermos ao contacto do bem, pela
lembrança dos dias passados, e no primeiro, para sermos, embora jovens, tão
firmes quanto um ancião diante do futuro. É mister, pois, estudar os meios de
adquirir a felicidade; quando a temos, temos tudo; quando a não temos, fazemos
tudo por adquiri-la.


Em uma época como a nossa, abundante de iniqüidade, e em que o caráter de Deus e Sua lei são igualmente olhados com desdém, especial deve ser o cuidado tomado em ensinar a juventude a estudar, reverenciar e obedecer à vontade divina relevada aos homens. O temor do Senhor está-se extinguindo no espírito de nossos jovens, devido à sua negligência de estudar a Bíblia.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White)


Jovens reúnem-se para cantar e,se bem que cristãos professos,desonram frequentemente a Deus e sua fé por frívolas conversas e a escolha que fazem da música. A música sagrada não está em harmonia com seus gostos. Minha atenção foi dirigida aos positivos ensinos da Palavra de Deus,que haviam sido passados por alto. No juízo todas essas palavras da Inspiração hão de condenar os que não lhes deram ouvidos.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


Jovens reúnem-se para cantar e,se bem que cristãos professos,desonram frequentemente a Deus e sua fé por frívolas conversas e a escolha que fazem da música. A música sagrada não está em harmonia com seus gostos. Minha atenção foi dirigida aos positivos ensinos da Palavra de Deus,que haviam sido passados por alto. No juízo todas essas palavras da Inspiração hão de condenar os que não lhes deram ouvidos.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


Foi-me mostrado que a juventude deve assumir um padrão elevado e fazer da Palavra de Deus seu conselheiro e sua guia. Solenes responsabilidades repousam sobre os jovens,às quais consideram levianamente. A apresentação de música em seus lares em vez de conduzir à santidade e espiritualidade tem sido um meio para afastar as mentes da verdade. Canções frívolas e música popular do dia parecem adequadas ao seu gosto. Os instrumentos de música tem tomado o tempo que deveria ser devotado à oração.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


Foi-me mostrado que a juventude deve assumir um padrão elevado e fazer da Palavra de Deus seu conselheiro e sua guia. Solenes responsabilidades repousam sobre os jovens,às quais consideram levianamente. A apresentação de música em seus lares em vez de conduzir à santidade e espiritualidade tem sido um meio para afastar as mentes da verdade. Canções frívolas e música popular do dia parecem adequadas ao seu gosto. Os instrumentos de música tem tomado o tempo que deveria ser devotado à oração.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


"O sucesso e a felicidade não dependem somente de uma pessoa fazer o que gosta. Entendendo que esta pessoa seja competente, disciplinada, ética, criativa, com iniciativa e cidadã. O sucesso e a felicidade dependem também da pessoa saber lidar com o que não gosta. Pois o que a pessoa gosta traz também algo que ela não gosta. Se as pessoas largarem o que gostam por não saberem lidar com o que não gostam, elas vão restringindo cada vez mais os seus campos de ação. Pessoas de sucesso e felizes não têm portas fechadas à sua frente. Acompanhando os jovens percebo que eles são capazes de largar uma faculdade por não conseguir superar suas dificuldades com uma ou outra matéria, outros largam seus sonhos por não conseguir estabelecer uma estratégia de realização. Esses são algumas das conseqüências de uma educação muito permissiva que aceita que os filhos não cumpram suas tarefas até o fim. Os pais destes jovens tomaram para si a responsabilidade de deixarem os filhos fazerem o que tiverem vontade. Assim, deixaram de preparar os filhos para a vida. O sucesso não é o que a própria pessoa se apregoa. O sucesso é o reconhecimento que outras pessoas lhe dão. Felicidade é uma sensação interior que se aprende a desenvolver, curtindo o que tem, sem ficar chorando pelo que não tem..." (Frases e Pensamentos de Içami Tiba)


Amizade Condicionada ( ARISTÓTELES )

A amizade é menos frequente entre pessoas azedas e entre os mais velhos,
porque quanto pior for o feitio das pessoas, menor é o prazer que têm no
convívio. Ora o bom feitio e o convívio social são marcas de amizade e motivos
criadores de amizade. Por este motivo, os jovens depressa se tornam amigos, os
velhos, não. É que não se podem tornar amigos daqueles na presença dos quais não
sentem prazer; de modo semelhante se passa com os que estão sempre mal
dispostos. Estes também podem ser benevolentes entre si porque desejam o bem ao
outro e vão ao encontro das necessidades do outro. Contudo, não são
completamente amigos uma vez que não passam juntos o dia nem sentem prazer na
companhia um do outro, coisas que parecem ser marcas distintivas de amizade.
Agora, parece que não é possível ser-se amigo de muitas pessoas, pelo menos no
sentido pleno da amizade, do mesmo modo que não é possível amar ao mesmo tempo
muitas pessoas (tal parece que, na realidade, seria excessivo; e o amor costuma
nascer naturalmente em relação a uma única pessoa), porque não é fácil de
agradar de modo totalmente satisfatório a muitos ao mesmo tempo.


Das afronegras notáveis por suas bundas e dos ardores patriarcais (
Gilberto Freyre )

(...) Não há evidência alguma de mulheres indígenas terem se feito notar,
como
aconteceria com mulheres de origem afronegra, introduzidas na colônia, desde o s
éculo XVI, por nádegas notavelmente protuberantes ou por bundas salientemente
grandes. E, por essas saliências, sexualmente provocantes do seu uso, e até do
seu abuso, em coitos de intenções mais voluptuosas. Ao tamanho das nádegas,
desenvolveu-se, é de supor, a tendência, quase folclórica, entre brasileiros, de
associarem-se os chamados cus de pimenta ou rabos ardorosos, já presentes em
referências em registros das investigações do Santo Ofício.
Entretanto, é preciso não resvalar-se na simplificação de atribuir-se a
presença, entre mulheres brasileiras, de bundas grandes, com ou sem essas
conexões, à presença de afronegras notáveis por tais protuberâncias de nádegas.
Mas é preciso atentar-se no fato de mulheres tipicamente ibéricas, inclusive
portuguesas, presentes na colonização do Brasil, terem quase rivalizado, por
vezes, com afronegras, em tais protuberâncias de nádegas. Num livro notável,
(...) The Soul of Sham (Londres, 1908), o mestre em sexologia, Havelock Ellis,
lembra dos por Deniken classificados como do tipo antropológico iberóide serem
em geral morenos de uma pigmentação de um encanto estético chamado por Gauthier,
referindo-se especificamente às telas espanholas de Málaga, de um "dourado
pálido" (...)
E as mulheres? De modo geral, superiores aos homens, afirma Ellis.O que viria
sendo confirmado pela sua maior autenticidade como expressões de tipos
nacionalmente ibéricos. E especificando seus característicos antropologicamente
físicos à base dos sociais: quando jovens, tendentes a delgadas, embora com
bustos e ancas -- bundas, portanto -- já desenvolvidos. Protuberâncias
acentuadas com a idade madura. A idade, em mulher bonita, a associar-se a
gordura. E à gordura, juntar-se, segundo Ellis, "maior amplitude e acentuação de
ancas em relação com as demais partes do corpo".
Para o ideal feminino predominante no Brasil patriarcal, de "gorda e
bonita", é de se supor ter concorrido influência árabe, contra a qual teriam se
oposto, no século XIX, influências romanticamente européias. (...) Um ideal, o
de sinhazinha adolescente, quase menina e, de tão delgada, quase sem bunda e de
seios virginalmente discretíssimos, mãos e pés ostensivamente pequenos. Outro
ideal, o de sinhadona de meia -idade, gorda, ostensivamente bem nutrida,
dignamente bunduda, apta ao desempenho de mulher, mãe de sucessivos filhos e a
cujo físico não faltavam bundas mais dignamente maternas que provocantemente
sexuais. Pois para a satisfação de ardores sexuais o macho patriarcal
brasileiro tinha, aa seu dispor -- por vezes defrontando-se com ciúmes de
esposas ciosas de seus direitos conjugais --, escravas, mucamas, morenidades em
vários graus de mulheres. Isto, dentro da reciprocidade casa grande-senzala.
Miscigenadas, como se a miscigenação se fizesse através de experimentos
antropologicamente eugênicos e estéticos. Experimentos que permitissem que
fossem com que graduadas saliências de bundas, evitando-se os exageros
africanóides.


Escrever ( RAQUEL DE QUEIROZ )

Você começa quando aprende a juntar as letras; faz frases engraçadinhas que seu
avô acha gênio e mostra a todo mundo. Então você se convence de que é escritor.
Essa convicção representa um compromisso, desde aquela idade remota, "já que é
um escritor, é obrigado a escrever". Se os pais são medíocres intelectualmente,
o exercício da suposta vocação torna-se fácil.
Mas quando os pais são ou literatos ou simples letrados muito mais lhe é
exigido. Você tem que apresentar originalidade ao lado da qualidade. Isso quer
dizer que você, desde esses inícios, já padece a maldição do escritor: ter
estilo e idéias animando esse estilo. Em geral, os pais se embasbacam diante de
qualquer manifestação intelectual precoce dos filhotes. Se eles não têm formação
intelectual sofisticada, tudo bem. Qualquer paráfrase dos livros da escola já
lhes parece excelente. Mas pais sofisticados é fogo. Não precisa nem que eles
leiam os modernos, Drummond, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, para só citar os
mais ilustres e defuntos. Pai letrado quer que o filho faça pequenas frases,
emita conceitos, tudo dentro da baixa qualidade que a sua literatice considera
excelente. Portanto, para a qualidade da obra do filho, é melhor que os pais não
tenham fumaças literárias e deixem que o menino seja o seu próprio juiz.
E, se ele tiver talento, pode ir longe, liberto dos padrões da mediocridade domé
stica. Esse tipo de condenação não se pode fazer aos pais que realmente ou
produzem ou pelo menos sabem apreciar uma boa peça literária. O filho, em geral,
esconde deles as suas primícias, receoso do julgamento. E ele se faz censor de
si mesmo, olhando com os olhos do pai aquilo que o pai não vê. Existe ainda
outra maneira de ver estimulada a vocação literária dos jovens. É uma casa
aberta onde todo mundo lê, o bom e o ruim, mas onde igualmente todo mundo tem
direito à crítica, a falar o que pensa sobre a produção de pais, irmãos, tios e
visitas íntimas, numa espécie de tribunal literário exercido à mesa de jantar.
Lembro-me da casa de Aníbal Machado, ponto obrigatório dos principiantes ou recé
m-chegados que lá iam (levados por algum "freguês" semanal de Aníbal).
Sendo o dono da casa quem era, além de excelente escritor ele próprio, um
animador generoso e um fino crítico de letras, a sua casa era uma espécie de
fórum literário, referência obrigatória de quem pretendia se apresentar como
escritor: "Ainda no domingo, na casa do Aníbal, ouvi o Vinícius dizer ao Conde
que o modernismo morreu..." e se desmentindo a si próprio acabava mostrando o
seu último poema - fina flor do modernismo, claro.
Mas voltando ao assunto da vocação literária: para escrever, tem que haver o dom
da escrita, tal como para o cantor é preciso o dom da voz. Todos conhecemos
pessoas inteligentes, até brilhantes na sua especialidade - medicina,
arquitetura, engenharia, economia e, na verdade, por mais sabedores que sejam no
seu ofício, não conseguem exprimir na palavra escrita essa sabedoria. Deus
sempre é parco na concessão de dotes: os que acumulam são sempre contados. Por
que as boas cantoras líricas geralmente têm tendência a engordar? E por que as
de bela silhueta quase sempre só dispõem de um fio mal afinado de voz?
Os grandes oradores dificilmente são bons escritores. Parece que eles necessitam
do estímulo de uma audiência cativa para suas frases de efeito. O que
desencadeia o seu talento não é uma página de papel em branco, mas uma audiência
presente. E, pensando bem, isso está certo: por que um único indivíduo pode
receber juntos os dons da escrita e da eloqüência? Eu, por mim, sempre espero
descobrir nos outros os dons ocultos pela modéstia ou timidez. Verdade que nem
sempre tenho êxito; Nosso Senhor parece que só distribui tais dotes com a mão
esquerda...


PRIMEIRA ELEGIA ( RAINER MARIA RILKE )

Quem se eu gritasse, me ouviria pois entre as ordens
Dos anjos? E dado mesmo que me tomasse
Um deles de repente em seu coração, eu sucumbiria
Ante sua existência mais forte. Pois o belo não é
Senão o início do terrível, que já a custo suportamos,
E o admiramos tanto porque ele tranqüilamente desdenha
Destruir-nos. Cada anjo é terrível.
E assim me contenho pois, e reprimo o apelo
De obscuro soluço. Ah! A quem podemos
Recorrer então? Nem aos anjos nem aos homens,
E os animais sagazes logo percebem
Que não estamos muito seguros
No mundo interpretado. Resta-nos talvez
Alguma árvore na encosta que diariamente
Possamos rever. Resta-nos a rua de ontem
E a mimada fidelidade de um hábito,
Que se compraz conosco e assim fica e não nos abandona.
Ó e a noite, a noite, quando o vento cheio dos espaços
Do mundo desgasta-nos o rosto -, para quem ela não é /sempre a desejada,
Levemente decepcionante, que para o solitário coração
Se impõe penosamente. Ela é mais leve para os amantes?
Ah! Eles escondem apenas um com o outro a própria sorte.
Não o sabes ainda? Atira dos braços o vazio
Para os espaços que respiramos; talvez que os pássaros
Sintam o ar mais vasto num vôo mais íntimo.
Sim, as primaveras precisavam de ti.Muitas estrelas
Esperavam que tu as percebesses. Do passado
Erguia-se uma vaga aproximando-se, ou
Ao passares sob uma janela aberta,
Um violino se entregava. Tudo isso era missão.
Mas a levaste ao fim? Não estavas sempre
Distraído pela espera, como se tudo te ansiasse
A bem amada? (onde queres abrigá-la
Então, se os grandes e estranhos pensamentos entram
E saem em ti e muitas vezes ficam pela noite.)
Se a nostalgia te dominar, porém, cantas as amantes; muito
Ainda falta para ser bastante imortal seu celebrado sentimento.
Aquelas que tu quase invejaste, as desprezadas, que tu
Achaste muito mais amorosas que as apaziguadas. Começa
Sempre de novo o louvor jamais acessível;
Pensa: o herói se conserva, mesmo a queda lhe foi
Apenas um pretexto para ser : o seu derradeiro nascimento.
As amantes, porém, a natureza exausta as toma
Novamente em si, como se não houvesse duas vezes forças para realizá-las.
Já pensaste pois em Gaspara Stampa
O bastante para que alguma jovem,
A quem o amante abandonou, diante do elevado exemplo
Dessa apaixonada, sinta o desejo de tornar-se como ela?
Essas velhíssimas dores afinal não se devem tornar
Mais fecundas para nós? Não é tempo de nos libertarmos,
Amando, do objeto amado e a ele tremendo resistirmos Como a flecha suporta à
corda, para, concentrando-se no salto Ser mais do que ela mesma?
Pois parada não há em /parte alguma.
Vozes, vozes.Escuta, coração como outrora somente
os santos escutavam: até que o gigantesco apelo
levantava-os do chão; mas eles continuavam ajoelhados,
inabaláveis, sem desviarem a atenção:
eles assim escutavam. Não que tu pudesses suportar
a voz de Deus, de modo algum. Mas escuta o sopro,
a incessante mensagem que nasce do silêncio.
Daqueles jovens mortos sobe agora um murmúrio em direção /a ti.
Onde quer que penetraste, nas igrejas
De Roma ou de Nápoles, seu destino não falou a ti, /tranqüilamente?
Ou uma augusta inscrição não se impôs a ti
Como recentemente a lousa em Santa Maria Formosa.
Que eles querem de mim? Lentamente devo dissipar
A aparência de injustiça que às vezes dificulta um pouco
O puro movimento de seus espíritos.
Certo, é estranho não habitar mais terra,
Não mais praticar hábitos ainda mal adquiridos,
Às rosas e outras coisas especialmente cheias de promessas
Não dar sentido do futuro humano;
O que se era, entre mãos infinitamente cheias de medo
Não ser mais, e até o próprio nome
Deixar de lado como um brinquedo quebrado.
Estranho, não desejar mais os desejos. Estranho,
Ver tudo o que se encadeava esvoaçar solto
No espaço. E estar morto é penoso
E cheio de recuperações, até que lentamente se divise
Um pouco da eternidade. - Mas os vivos
Cometem todos o erro de muito profundamente distinguir.
Os anjos (dizem) não saberiam muitas vezes
Se caminham entre vivos ou mortos. A correnteza eterna
Arrebata através de ambos os reinos todas as idades
Sempre consigo e seu rumor as sobrepuja em ambos.
Finalmente não precisam mais de nós os que partiram cedo,
Perde-se docemente o hábito do que é terrestre, como o /seio materno
suavemente se deixa, ao crescer.Mas nós que de tão grandes
mistérios precisamos, para quem do luto tantas vezes
o abençoado progresso se origina - : poderíamos passar /sem eles?
É vã a lenda de que outrora, lamentando Linos,
A primeira música ousando atravessou o árido letargo,
Que então no sobressaltado espaço, do qual um quase /divino adolescente
escapou de súbito e para sempre, o vazio entrou
naquela vibração que agora nos arrebata e consola e ajuda?


O Apóstolo ( RAINER MARIA RILKE )

Mesa redonda no melhor hotel de N... Contra as paredes de mármore da alta e
clara sala de jantar ondula o rumor humano e o barulho dos talheres.
Apressados, como sombras mudas, os criados de casaca preta andam de cá
para lá com as bandejas de prata. Nos baldes com gelo brilham garrafas de
champanhe. Tudo cintila à luz das lâmpadas eléctricas: as taças, os olhos e as
jóias das mulheres, os crânios luzidios dos cavalheiros e até mesmo as
palavras que saltam como faúlhas. Quando são espirituosas, estala, mais perto
ou mais longe, o chamejar agudo dum riso breve numa garganta feminina.
Depois as senhoras comem a sopa fumegante em finas taças translúcidas,
enquanto os jovens ajustam o monóculo e percorrem com um olhar crítico a
mesa multicor.
Eram todos eles frequentadores que se conheciam já. Mas, nesse dia, um
desconhecido sentara-se numa das extremidades da mesa. Os homens
deitaram-lhe um olhar rápido, porque o traje desse homem pálido e grave não
era da última moda. Subia-lhe até ao queixo um alto colarinho branco e
apertava-lhe o pescoço a grande gravata negra que se usava no começo do
século. O casaco preto assentava-lhe nos ombros largos. O mais surpreendente
eram os grandes olhos cinzentos do recém-chegado, que com olhar solene e
poderoso parecia trespassar de lado a lado toda a assistência, e que brilhava
como se algum longínquo desígnio nele incessantemente se reflectisse.
Aquele olhar atraía os olhos das mulheres curiosas que o interrogavam em
segredo. Murmuraram toda a espécie de suposições, tocaram-se com o pé,
interrogaram-se, encolheram os ombros e, apesar de tudo, não conseguia
explicar-se aquela presença.
A baronesa polaca Vilovsky, jovem e espirituosa Witib, estava ao centro dos
conservadores. Também ela parecia interessar-se pelo taciturno desconhecido.
Os seus grandes olhos negros suspendiam-se com estranha insistência nos
traços cavados do estrangeiro. A sua mão fina tamborilava nervosamente na
toalha adamascada, fazendo brilhar a magnífica jóia que ornava um dos seus
anéis. Com uma pressa impaciente e pueril, ora falava de um assunto, ora
doutro, para depois se interromper bruscamente ao notar que o estrangeiro não
tomava parte na conversação. Julgava-o um artista com muita habilidade e
levava a conversa para os temas de arte mais diversos. Em vão. O
desconhecido vestido de preto conservava o olhar perdido no vago. Mas a
baronesa Vilovsky não abandonava a partida.
- Já ouviu falar do terrível incêndio na aldeia de B...?- perguntou ela ao seu
vizinho.
E como lhe respondesse afirmativamente, acrescentou: - Proponho formarmos
uma comissão para organizar um peditório e uma obra de beneficência em
favor das vítimas desse incêndio.
Lançou em volta olhares interrogadores. Vivas aprovações acolheram a
proposta. Um sorriso sarcástico iluminou o rosto do desconhecido. A baronesa
sentiu esse sorriso sem o ver. Uma grande cólera a agitava.
- Está toda a gente de acordo? - observou ela num tom imperioso, que não
admitia réplicas. E ouviu-se então um coro de vozes:
- Sim, de acordo! Naturalmente!
O conviva que me ficava defronte, um banqueiro de Colónia, com gesto
eloquente, ia já a meter a mão no bolso que continha a sua carteira cheia de
notas do banco.
- Podemos contar consigo, senhor? - perguntou a baronesa ao estrangeiro. A
sua voz tremia. O desconhecido pôs-se de pé e, em voz alta, sem olhar, num
tom brutal, disse:
- Não!
A baronesa estremeceu. Sorriu contrafeita. Todos os olhos estavam fitos no

estrangeiro. Este dirigiu o seu olhar à baronesa e prosseguiu:
- A senhora comete um acto inspirado pelo amor; eu, pela minha parte, ando
através do mundo com o propósito de matar o mesmo amor. Seja onde for que
o encontre, assassino-o. E encontro-o muitas vezes em choupanas, nos
castelos, nas igrejas e na natureza. Mas persigo-o impiedosamente. E da
mesma maneira que na Primavera os ventos quebram a rosa que demasiado
cedo desabrochou, assim também a minha grande e obstinada vontade a
destrói: porque penso que a lei do amor nos foi prematuramente imposta.
A sua voz ressoou cavernosa como o eco do som do sino às Ave-Marias. A
baronesa fez menção de responder, mas o homem continuou: - Não me
compreendeu ainda. Escute-me. Os homens não se encontravam amadurecidos
quando o Nazareno veio até eles e lhes trouxe o amor. Na sua generosidade
pueril e ridícula, julgava ele fazer-lhes bem. Para uma raça de gigantes, o
amor teria sido um confortável travesseiro na brancura do qual poderiam com
volúpia sonhar novos feitos. Mas para homens fracos é a extrema decadência.
Um sacerdote católico que se encontrava presente levou a mão ao colarinho
como se sentisse faltar-lhe o fôlego.
- A extrema decadência!... - exclamava o estrangeiro. - Não falo do amor entre
os sexos. Falo do amor do próximo, da caridade e da piedade, da graça e da
indulgência. Não há piores venenos para a nossa alma!
Um som indistinto se ouviu entre os espessos lábios do sacerdote.
- Dize-me tu, ó Cristo: que fizeste? Parece-me que fomos educados como
aqueles animais ferozes que se procuram desabituar dos seus mais profundos
instintos, no propósito de lhes bater impunemente com um látego de domador
quando eles se tornarem meigos. Da mesma maneira nos limaram os dentes e
as garras e nos pregaram o amor do próximo. Arrancaram-nos das mãos o
brilhante dardo da nossa vontade altiva e pregaram-nos o amor do próximo! E
foi assim que nos entregaram nus à tempestade da vida, na qual
incessantemente sobre nós caem as marretadas do destino, ao mesmo tempo
que, por outro lado, se nos prega o amor do próximo!
Todos, sustendo a respiração, escutavam. Os criados não se atreviam a mexer-
se e mantinham-se firmes perto da mesa segurando nas mãos as bandejas de
prata. As palavras do desconhecido, como um sopro violento de tempestade,
rompiam o abafado silêncio.
- E nós obedecemos - continuou ele. - Obedecemos cega e estupidamente a
essa ordem insensata. Partimos em procura daqueles que tinham sede, dos que
tinham fome, dos doentes, dos leprosos, dos fracos e nós próprios somos
doentes e miseráveis. Sacrificamos a nossa vida para erguer aqueles que
caíam, animar os que duvidavam, consolar os que estavam tristes, e nos
próprios desesperamos. Aos que tinham assassinado as nossas mulheres e os
nossos filhos, tinham lançado a discórdia nos nossos lares, não destruímos as
suas próprias casas, e eles puderam esperar nelas calmamente o fim dos seus
dias.
Um terrível acento de zombaria fez-lhe tremer a voz, e continuou:
- Aquele que celebram como Messias transformou o mundo inteiro num
enorme hospício de doentes incuráveis. Os fracos, os miseráveis e os inválidos
são seus filhos e seus favoritos. Então os fortes viriam ao mundo apenas para
proteger, servir e velar por esses inermes seres? E se eu sinto em mim um
fogoso entusiasmo, um entusiasmo intenso e celeste para a luz, se subo com
firmeza o caminho escarpado e pedregoso, devo acaso, quando vejo já
flamejar o divino fim, inclinar-me para o inválido caído à beira do caminho?
Devo anima-lo, erguê-lo, arrasta-lo comigo e gastar a minha força ardente a
tratar desse cadáver impotente que, alguns passos adiante, cairá de novo,
prostrado? Como havemos nós de subir, se todas as nossas forças forem
aplicadas em proteger e erguer os miseráveis, os oprimidos e até mesmo os
preguiçosos hipócritas que não têm medula nem alma?
Elevou-se um murmúrio.
- Silêncio! - exclamou o estrangeiro numa voz de estentor. - Sois demasiado
fracos para confessardes que é assim mesmo como eu digo. Desejais enterrar-
vos eternamente no pântano. Julgais ver o céu porque vedes o reflexo dele no
regato. Ora, compreendei-me bem. Ligaram a nossa força à terra. É preciso
que ela se apague miseravelmente nos braseiros da misericórdia. Deve servir
apenas para acender o incenso da piedade, para produzir os vapores que nos
entorpecem os sentidos. Ela, essa força que poderia elevar-se para o céu como
uma grande chama livre e jubilosa!
Todos se calaram. Sorridente, o estranho desconhecido prosseguiu:
- E se os nossos antepassados fossem macacos, animais selváticos movidos
por poderosos instintos naturais, e se um Messias lhes tivesse pregado o amor
do próximo, obedecendo à sua palavra eles ter-se-iam impedido de realizar
todo e qualquer desenvolvimento das suas possibilidades. Nunca a massa
múltipla e estúpida pode determinar o progresso; só o «único», o grande, que
odeia a populaça, obscuramente consciente da sua baixeza, pode caminhar
sem receios na estrada da vontade, com uma força divina e um sorriso
vitorioso nos lábios. A nossa geração também não esta no cume da pirâmide
infinita do devir. Também nós não significamos um termo. Também nós não
estamos ainda demasiado amadurecidos como vós presunçosamente acreditais.
Portanto, para a frente! Não havemos de elevar-nos pelo conhecimento, pela
vontade e pelo poder? Não devem os fortes conseguir escapar da atmosfera de
constrangimento e de inveja das massas para seguirem em direcção à luz?
«Ouçam-me todos! Encontramo-nos em pleno combate! À direita e à esquerda
de nós caem os nossos companheiros; caem vítimas de fraqueza, de doença, de
vício e de loucura... e de todos os outros projécteis que sobre eles vomita o
destino terrível. Deixem-nos cair, deixem-nos morrer abandonados,
miseráveis! Sejam duros, sejam terríveis, sejam impiedosos! É preciso
avançar. Para a frente!
«Para que são esses olhares de temor? Sois acaso cobardes? Receais, vós
também, ficar para trás? Pois então deixai-vos para estoirar como cães! Sou
forte, tenho direito de viver. O forte segue sempre em frente!... As fileiras
cerradas abrir-se-lhe-ão. Mas são pouco numerosos os grandes, os poderosos,
os divinos que, com os olhos cheios de sol, esperam a nova terra sagrada.
Talvez que isso ocorra dentro de milhares de anos. Talvez que então, com os
seus braços fortes, musculosos e imperiosos construam um templo sobre os
corpos dos doentes, dos fracos e dos enfezados... Um império eterno...»
Os olhos brilhavam-lhe. Levantara-se. A sua silhueta erguia-se com grandeza
sobrenatural. Parecia aureolado de luz. Tinha o aspecto de um deus.
O olhar pareceu demorar-se-lhe um momento na visão maravilhosa; depois
regressando, subitamente, à realidade concluiu:
- Vou através do mundo para matar o amor. Que a força seja convosco! Vou-
me através do mundo para pregar aos fortes: ódio, ódio e ainda ódio!
Todos se olharam, mudos. A baronesa, dominada por viva emoção, calcava o
lenço contra as pálpebras.
Quando ela levantou os olhos, o lugar ao canto da mesa estava vazio.
Percorreu-os a todos um frémito. Ninguém proferiu palavra. Os criados,
trémulos ainda, retomaram o serviço.
O gordo banqueiro, sentado em frente de mim, foi o primeiro a retomar o uso
da palavra.
Disse entre dentes:- Era um louco ou...
Não ouvi o resto da frase, porque o homem mastigava com a boca muito cheia
um pedaço de empadão de lagosta.