O que é a honra? Uma palavra. O que há nessa palavra honra? Vento.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)
Lavar a honra com sangue suja a roupa toda.
( Stanislaw Ponte Preta )
Lavar a honra com sangue suja a roupa toda.
( Stanislaw Ponte Preta )
Se a paz não puder ser mantida com honra deixa de ser paz.
( Bertrand Russell )
A honra cavalheiresca é filha da arrogância e da tolice.
( ARTHUR SCHOPENHAUER )
O homem que trai não honra as calças que veste.
( Frases e Pensamentos de Adriane Galisteu )
A voz da consciência e da honra é bem fraca quando as tripas gritam
( Frases e Pensamentos de Diderot )
Faça-se aquilo que se fizer, nunca se perde a honra quando se é rico
( Frases e Pensamentos de Diderot )
O homem que honra a si mesmo é capaz de ver as virtudes de outro homem
( Frases e Pensamentos de José Martí)
O ciúme é vingativo; reveste-se da honra ultrajada e trama desforras.
( Frases e Pensamentos de Ciúme)
Todos os homens são idólatras, uns da honra, outros do interesse e a maior parte do prazer.
( Baltasar Gracián )
A honra quer dizer o preconceito de cada pessoa e de cada condição.
( Frases e Pensamentos de Motesquieu)
Pobreza, poesia e novos títulos de honra tornam os homens ridículos.
( Frases e Pensamentos de Benjamin Franklin )
A honra é um vestido transparente.
( Frases e Pensamentos de Provérbio espanhol) Mensagem sobre Provérbios
Há pessoas que observam as regras de honra como se vêem as estrelas: de longe.
( Frases e Pensamentos de Vitor Hugo )
A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião.
( ARTHUR SCHOPENHAUER )
Quem me rouba a honra priva-me daquilo que não o enriquece e faz-me verdadeiramente pobre.
(Frases e Pensamentos de William Shakespeare)
Se a paz não puder ser mantida com honra deixa de ser paz.
( Frases e Pensamentos de Bertrand Russell) Mensagem sobre Guerra e Paz
O homem que honra a si mesmo é capaz de ver as virtudes de outro homem.
( Frases e Pensamentos de José Martí) Mensagem sobre Sabedoria
Aquele que tem uma profissão tem um bem; aquele que tem uma vocação tem um cargo de proveito e honra
( Frases e Pensamentos de Benjamin Franklin )
O homem que honra a si mesmo é capaz de ver as virtudes de outro homem
( Frases e Pensamentos de José Martí) Mensagem sobre Pensamentos
Há os que fazem do ciúme uma questão de honra e têmpera de caráter: "Não sente ciúme quem tem sangue de barata".
( Frases e Pensamentos de Ciúme)
Um rochedo não é abalado pelo vento; a mente de um sábio não é perturbada pela honra ou pelo abuso.
(Buddha Sidharta Gautama / Buda Sakyamuni / Sidarta)
Quando a honra de um homem é inatacável,fica-lhe decente qualquer roupa que vista.
( Frases e Pensamentos de Hamassa) Mensagem sobre Humanidade
Quando a honra de um homem é inatacável,fica-lhe decente qualquer roupa que vista.
( Frases e Pensamentos de Hamassa) Mensagem sobre Pensamentos
Todas as grandes coisas são simples. E muitas podem ser expressas numa só palavra: liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança.
( Frases e Pensamentos de WINSTON CHURCHILL)
O dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Representa: saúde, força, honra, generosidade e beleza, do mesmo modo que a falta dele representa: doença, fraqueza, desgraça, maldade e fealdade.
( ARTHUR SCHOPENHAUER )
Nada é menos merecedor de honra que um homem velho que não tenha nenhuma outra evidência de ter vivido muito, a não ser sua idade.
( Frases e Pensamentos de Lucius Annaeus Seneca (O Jovem)) Mensagem sobre Tempo
Um homem será tolo se alimentar desejos pelos privilégios, promoção, lucros ou pela honra, pois tais desejos nunca trazem felicidade, pelo contrário, apenas trazem sofrimentos.
(Buddha Sidharta Gautama / Buda Sakyamuni / Sidarta)
O espírito da fidelidade e da honra vela constantemente, como a estrela da manhã da tarde, sobre essas regiões onde a força e o desinteresse, o patriotismo e a bravura, a tradição e a confiança assentaram o seu reservatório sagrado.
( Frases e Pensamentos de Rui Barbosa )
A honra tem assim, as suas regras supremas, e a educação é obrigada a respeitá-las. Os princípios são que nos é sem dúvida permitido preocuparmo-nos com a fortuna, mas que nos é absolutamente proibido fazer o mesmo com a nossa vida.
( Frases e Pensamentos de Motesquieu)
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
( Frases e Pensamentos de Rui Barbosa )
A honra não consiste na opinião dos outros sobre o nosso valor, mas unicamente
nas exteriorizações dessa opinião, pouco importando se a opinião externada de
facto existe ou não, muito menos se ela tem fundamento. Por conseguinte, os
outros podem nutrir a pior opinião a nosso respeito, por conta do nosso modo de
vida, e podem desprezar-nos como bem entenderem; durante o tempo em que ninguém
se atrever a expressá-la em voz alta, ela não prejudicará em nada a nossa honra.
Mas, ao contrário, se mesmo com as nossas qualidades e acções compelirmos os
outros a atribuir-nos elevada estima (pois isto não depende do seu arbítrio),
então bastará que apenas um indivíduo - seja ele o pior e mais ignorante -
exprima o seu desprezo por nós para que logo a nossa honra seja ferida e até
perdida para sempre, caso não a reparemos.
Um demonstrativo supérfluo disso, ou seja, de que aqui não se trata da opinião
de outrem, mas apenas da sua exteriorização, é que as ofensas podem ser
retiradas ou, se necessário, pode-se pedir perdão, e então é como se elas jamais
tivessem acontecido. A questão de saber se a opinião que produziu as ofensas
também mudou e por que isso aconteceria não afecta em nada o caso: anula-se
simplesmente a sua exteriorização e tudo fica bem. Como conclusão, tem-se que o
importante não é ganhar respeito, mas extorqui-lo.
A não-violência, em sua concepção dinâmica, significa sofrimento consciente. Não quer absolutamente dizer submissão humilde à vontade do malfeitor, mas um empenho, com todo o ânimo, contra o tirano. Assim um só indivíduo, tendo como base esta lei, pode desafiar os poderes de um império injusto para salvar a própria honra, a própria religião, a própria alma e adiantar as premissas para a queda e a regeneração daquele mesmo império.
( MAHATMA GANDHI )
O artista tem pois essa experiência com a sua obra: ele não produziu uma
essência igual a ele mesmo. Sem dúvida, da sua obra retorna para ele uma
consciência, pois uma multidão admirativa honra a obra como o espírito que é a
essência deles. Essa admiração, porém, ao lhe restituir a sua consciência de si
apenas como admiração é antes uma confissão feita ao artista de que ela não é
igual a ele. Uma vez que o seu Si retorna para ele como júbilo em geral, ali ele
não encontra nem a dor da sua formação e da sua produção, nem o esforço do seu
trabalho. Os outros podem de facto julgar a obra ou trazer-lhe oferendas,
conceber, de algum modo, que ela seja a sua consciência; se eles se colocam com
o seu saber acima dela, o artista, pelo contrário, sabe o quanto a sua operação
vale mais do que a compreensão e o discurso deles; se eles se colocam abaixo
dela e nela reconhecem a essência deles que os domina, ele conhece-a, pelo
contrário, como o seu senhor.
Temos o primeiro sinal de que o animal se tornou homem, quando a sua actuação já
não se relaciona com o bem-estar momentâneo, mas com o duradouro, prova de que
o homem adquire o sentido do útil, do adequado: é então que, pela primeira vez,
irrompe o livre senhorio da razão. Um estádio ainda mais elevado é alcançado,
quando ele age consoante o princípio da honra; graças ao mesmo, ele adapta-se,
submete-se a sentimentos comuns, e isso ergue-o muito acima da fase, em que só
a utilidade entendida em termos pessoais o guiava: ele respeita e quer ser
respeitado, isto é, entende o proveito como dependente do que ele opina acerca
dos outros, do que os outros opinam acerca dele. Finalmente, na fase mais
elevada da moralidade em uso até agora, ele age segundo o seu critério quanto
às coisas e às pessoas, ele próprio determina para si e para outros o que é
honroso, o que é útil; tornou-se o legislador das opiniões, em conformidade com
o conceito cada vez mais desenvolvido do útil e do honroso. O conhecimento
habilita-o a preferir o mais útil, ou seja, a colocar o proveito geral e
duradouro à frente do pessoal, a respeitosa estima de valia geral e duradoura à
frente da momentânea; ele vive e actua como indivíduo colectivo.
O ciúme é uma espécie de temor, que se relaciona com o desejo de
conservarmos a posse de algum bem; e não provém tanto da força das razões que
levam a julgar que podemos perdê-lo, como da grande estima que temos por ele, a
qual nos leva a examinar até os menores motivos de suspeita e a tomá-los por
razões muito dignas de consideração.
E como devemos empenhar-nos mais em conservar os bens que são muito grandes do
que os que são menores, em algumas ocasiões essa paixão pode ser justa e
honesta. Assim, por exemplo, um chefe de exército que defende uma praça de
grande importãncia tem o direito de ser zeloso dela, isto é, de suspeitar de
todos os meios pelos quais ela poderia ser assaltada de surpresa; e uma mulher
honesta não é censurada por ser zelosa de sua honra, isto é, por não apenas
abster-se de agir mal como também evitar até os menores motivos de maledicência.
Mas zombamos de um avarento quando ele é ciumento do seu tesouro, isto é, quando
o devora com os olhos e nunca quer afastar-se dele, com medo que ele lhe seja
furtado; pois o dinheiro não vale o trabalho de ser guardado com tanto cuidado.
E desprezamos um homem que é ciumento de sua mulher, pois isso é uma prova de
que não a ama da maneira certa e tem má opinião de si ou dela. Digo que ele não
a ama da maneira certa porque se lhe tivesse um amor verdadeiro não teria a
menor inclinação para desconfiar dela. Mas não é à mulher propriamente que ama:
é somente ao bem que ele imagina consistir em ser o único a ter a posse dela; e
não temeria perder esse bem se não julgasse que é indigno dele, ou então que a
sua mulher é infiel. De resto, essa paixão refere-se apenas às suspeitas e às
desconfianças; pois tentar evitar algum mal quando se tem motivo justo para
temê-lo não é propriamente ter ciúmes.
(in Folha de São Paulo, 30 de Novembro de 1999)
O que houve em Canudos e continua a acontecer hoje, no campo como nas grandes
cidades brasileiras, foi o choque do Brasil "oficial e mais claro" contra o
Brasil "real e mais escuro". Ao Brasil oficial e mais claro que não é somente
"caricato e burlesco", como afirmou um Machado de Assis, momentaneamente
perturbado por sua justa indignação, pertenciam algumas das melhores figuras do
patriciado do tempo de Euclydes da Cunha: civis e políticos como Prudente de
Moraes, ou militares como o general Machado Bittencourt.
Bem-intencionados mas cegos, honestos mas equivocados, estavam convencidos de
que o Brasil real de Antônio Conselheiro era um país inimigo que era necessário
invadir, assolar e destruir. O civil que começou a reparar esse erro doloroso
foi Euclydes da Cunha. O militar foi o major Henrique Severiano, grande herói de
Canudos, do lado do Exército. Através de sua bela morte, acendeu ele uma chama
que, juntamente com a de Euclydes da Cunha, temos todos nós -intelectuais,
políticos, padres, soldados- o dever de levar fraternalmente adiante. Conta-se,
em "Os Sertões", sobre o incêndio dos últimos dias de Canudos: "O comandante do
25º batalhão, major Henrique Severiano, era uma alma belíssima, de valente. Viu
em plena refrega uma criança a debater-se entre as chamas. Afrontou-se com o
incêndio. Tomou-a nos braços; aconchegou-a do peito criando, com um belo gesto
carinhoso, o único traço de heroísmo que houve naquela jornada feroz e salvou-a.
Mas expusera-se. Baqueou mal ferido, falecendo poucas horas depois
A meu ver, tal seria o militar simbólico, emblema do verdadeiro soldado
brasileiro, capaz de apoiar um movimento em favor do povo, também simbolicamente
representado aí por essa criança, iluminada entre as chamas do seu martírio.
Euclydes da Cunha, formado, como todos nós, pelo Brasil oficial, falsificado e
superposto, saiu de São Paulo como seu fiel adepto positivista, urbano e
"modernizante". E, de repente, ao chegar ao sertão, viu-se encandeado e ofuscado
pelo Brasil real de Antônio Conselheiro e seus seguidores. Sua intuição de
escritor de gênio e seu nobre caráter de homem de bem colocaram-no imediatamente
ao lado dele, para honra e glória sua. Mas a revelação era recente demais, dura
demais, espantosa demais. De modo que, entre outros erros e contradições, só lhe
ocorreu, além da corajosa denúncia contra o crime, pregar uma "modernização" que
consistiria, finalmente, em conformar o Brasil real pelos moldes da rua do
Ouvidor e do Brasil oficial. Isto é, uma modernização falsificadora e falsa, e
que, como a que estão tentando fazer agora, é talvez pior do que uma invasão
declarada. Esta apenas destrói e assola, enquanto a falsa modernização, no campo
como na cidade, descaracteriza, assola, destrói e avilta o povo do Brasil real.