O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento.
(Buddha Sidharta Gautama / Buda Sakyamuni / Sidarta)
A sedutora miragem do distante mostra-nos paraísos que desvanecem, semelhantes a
ilusões de óptica, assim que nos deixamos arrebatar por ela. A felicidade reside
sempre, portanto, no futuro, ou ainda no passado, e o presente parece ser uma
nuvenzinha escura que o vento empurra sobre a planície ensolarada; na frente e
atrás dela, tudo é claro; sozinha, não cessa ela própria de projectar uma
sombra.
"O ciumento sempre espiona,sempre duvida,sempre sofre; indaga do passado,do presente,do futuro; nas carícias busca a mentira; no beijo procura a indiferença; no amor teme a hipocrisia."
( Frases e Pensamentos de Mantegazza) Mensagem sobre Ciúme
Não podemos aguardar que os tempos se modifiquem e nós nos modifiquemos junto,por uma revolução que chegue e nos leve em sua marcha. Nós mesmos somos o futuro. Nós somos a revolução.
( Frases e Pensamentos de Beatrice Bruteau) Mensagem sobre Tempo
Não podemos aguardar que os tempos se modifiquem e nós nos modifiquemos junto,por uma revolução que chegue e nos leve em sua marcha. Nós mesmos somos o futuro. Nos somos a revolução.
( Frases e Pensamentos de Beatrice Bruteau) Mensagem sobre Tempo
O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver o outro, tal deve ser o objetivo de todos os esforços do homem, se quer assegurar sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.
(ALLAN KARDEC)
A vida é dividida em três períodos - o que foi, o que é, e o que será. Aprendamos com o passado para nos beneficiarmos do presente, e aprendamos com o presente para viver melhor no futuro.
( Frases e Pensamentos de William Wordsworth) Mensagem sobre Tempo
Se o mau carma de uma pessoa não é expiado nesta existência, ela deverá passar pelos sofrimentos do inferno no futuro Mas, se experimentar extremas privações por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente.
(Nitiren Daishonin)
Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo -
o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o
presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos
em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser
um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo.
Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos.
Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta.
O presente não é um dado imediato da consciência.
Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto é, podemos pensar que passamos do futuro
para o passado, ou do passado para o futuro, mas não há um momento em que
possamos dizer ao tempo: «Detém-te! És tão belo...!», como dizia Goethe. O
presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; seria nulo. O
presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e
parece que isso é necessário ao tempo.
As pessoas sempre exaltam-se sobre meus salários de US$ 15-20 milhões. Acredite, a quantidade é insignificante depois que minha esposa, Maria, coloca as mãos nela. Ela já gastou metade do meu salário de Exterminador do Futuro 7!
( Frases e Pensamentos de Arnold Schwarzenegger )
O futuro não é algum lugar que estamos indo, mas um lugar que estamos criando. Os caminhos não são para ser encontrados, mas criados. E a atividade de criá-los faz com que mudem tanto o criador como o seu destino.
( Frases e Pensamentos de John Schaar) Mensagem sobre Tempo
O tempo é sucessivo porque,tendo saído do eterno,quer voltar ao eterno. Quer dizer,a idéia de futuro corresponde a nosso desejo de voltar ao princípio. Deus criou o mundo. E todo o mundo,todo o universo das criaturas,quer voltar a este manancial eterno que é intemporal,não anterior nem posterior ao tempo,mas que está fora do tempo.
( Frases e Pensamentos de Jorge Luís Borges) Mensagem sobre Tempo
O tempo é sucessivo porque,tendo saído do eterno,quer voltar ao eterno. Quer dizer,a idéia de futuro corresponde a nosso desejo de voltar ao princípio. Deus criou o mundo. E todo o mundo,todo o universo das criaturas,quer voltar a este manancial eterno que é intemporal,não anterior nem posterior ao tempo,mas que está fora do tempo.
( Frases e Pensamentos de Jorge Luís Borges) Mensagem sobre Tempo
Proclama-se com um ar de triunfo que «a ciência começa a dominar a vida». Pode
ser que chegue a isso, mas é certo que a vida assim dominada não tem mais grande
valor, porque é muito menos uma vida, e garante para o futuro muito menos vida
que essa mesma vida fazia em outros tempos, dominada não pela ciência, mas pelos
instintos e por algumas grandes ilusões.
"Fome,desejo e vontade poderiam ser variantes do QUERER,como diriam os filósofos. Não existe querer futuro,quando se quer já é presente,impossível controlar e é esse querer alguma coisa que nos motiva a viver. O dia que deixarmos de querer a morte simplesmente chega. Daí talvez venha aquela coisa de dizer "fulano morreu de saudade/amor",na verdade o fulano perdeu a capacidade de querer e simplesmente parou de viver..."
( Frases e Pensamentos de Andréa Bianchi) Mensagem sobre Vida
A pessoa que não pode viver significativamente hoje não o pode esperar levar uma vida brilhante amanhã Não importando que grandes planos a pessoa possa fazer, se não valorizar cada momento, será o exatamente como muitos castelos no arTodas as causas no passado e todos os efeitos no futuro estão condensados dentro do momento presente da vidaSe melhoramos ou não o nosso estado de vida neste momento, determinar se podemos expiar as maldades que causamos desde o infinito passado e se seremos capazes de acumular a boa sorte que permanecer por toda a eternidade.
(Daisaku Ikeda)
Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar.
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
Ainda que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos... TUDO BEM! O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos. (Frases e Pensamentos de Chico Xavier)
O Brasil cresceu visivelmente nos últimos 80 anos. Cresceu mal, porém. Cresceu
como um boi mantido, desde bezerro, dentro de uma jaula de ferro. Nossa jaula
são as estruturas sociais medíocres, inscritas nas leis, para compor um país da
pobreza na província mais bela da terra. Sendo assim, no Brasil do futuro, a
maioria da gente nascerá e viverá nas ruas, em fome canina e ignorância figadal,
enquanto a minoria rica, com medo dos pobres, se recolherá em confortáveis
campos de concentração, cercados de arame farpado e eletrificado.
Entretanto, é tão fácil nos livrarmos dessas teias, e tão necessário, que dói em
nós... A nossa conivência culposa.
( DARCY RIBEIRO )
"Não adianta ter bom senso. É preciso informação e conhecimento, é preciso praticar ser pai. Não é só o bom senso, pois o bom senso leva ao que está acontecendo, que é o filho ser uma colcha de retalhos de educação e não o resultado de um projeto educativo. Cada hora se faz de um jeito e os pais pensam que acertaram, mas no fundo ainda estão fazendo cada um de uma forma: o pai, a mãe, a avó, a babá - e ainda querem que os filhos tenham equilíbrio. Deve haver um planejamento, um projeto educativo. A educação é um projeto, é algo que tem um caminho, que não pode ser simplesmente de qualquer forma. Deve ser muito elaborada, pois é o futuro do filho e da família que estão em jogo..." (Frases e Pensamentos de Içami Tiba)
Na juventude, não devemos hesitar em filosofar; na velhice, não devemos deixar
de filosofar. Nunca é cedo nem tarde demais para cuidar da própria alma. Quem
diz que não é ainda, ou já não é mais, tempo de filosofar, parece-se ao que diz
que não é ainda, ou já não é mais, tempo de ser feliz. Jovens ou velhos, devemos
sempre filosofar; no último caso, para rejuvenescermos ao contacto do bem, pela
lembrança dos dias passados, e no primeiro, para sermos, embora jovens, tão
firmes quanto um ancião diante do futuro. É mister, pois, estudar os meios de
adquirir a felicidade; quando a temos, temos tudo; quando a não temos, fazemos
tudo por adquiri-la.
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava
no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei
que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento
emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje
sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e
comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje
chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar
alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo
que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei
que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável...
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início
minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama...
Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer
grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que
acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso
é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei
muitas menos vezes. Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar
com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje
vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me
decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma
grande e valiosa aliada. Tudo isso é... Saber viver!!!
Ser imortal é coisa sem importância. Excepto o homem, todas as criaturas o
são, porque ignoram a morte. O divino, o terrível, o incompreensível, é
considerar-se imortal. Já notei que, embora desagrade às religiões, essa
convicção é raríssima. Israelitas, cristãos e muçulmanos professam a
imortalidade, mas a veneração que dedicam ao primeiro século prova que apenas
crêem nele, e destinam todos os outros, em número infinito, para o premiar ou
para o castigar.
Mais razoável me parece o círculo descrito por certas religiões do Indostão.
Nesse círculo, que não tem princípio nem fim, cada vida é uma consequência da
anterior e engendra a seguinte, mas nenhuma determina o conjunto... Doutrinada
por um exercício de séculos, a república dos homens imortais tinha conseguido a
perfeição da tolerância e quase do desdém. Sabia que num prazo infinito ocorrem
a qualquer homem todas as coisas. Pelas suas passadas ou futuras virtudes,
qualquer homem é credor de toda a bondade, mas também de toda a traição pelas
suas infâmias do passado ou do futuro. Assim como nos jogos de azar as cifras
pares e ímpares permitem o equilíbrio, assim também se anulam e se corrigem o
engenho e a estupidez.
(...) Ninguém é alguém, um único homem imortal é todos os outros homens. Como
Cornelio Agrippa, sou deus, sou herói, sou filósofo, sou demónio e sou o mundo,
o que é uma forma cansativa de dizer que não sou.
(...) A morte (ou a sua alusão) torna os homens delicados e patéticos. Estes
comovem-se pela sua condição de fantasmas. Cada acto que executam pode ser o
último. Não há um rosto que não esteja por se desfigurar como o rosto de um
sonho. Tudo, entre os mortais, tem o valor do irrecuperável e do perdido. Entre
os Imortias, pelo contrário, cada acto (e cada pensamento) é o eco de outros que
no passado o antecederam, sem princípio visível, ou o claro presságio de outros
que, no futuro, o repetirão até à vertigem. Não há coisa que não esteja perdida
entre infatigáveis espelhos. Nada pode ocorrer uma só vez, nada é primorosamente
gratuito. O elegíaco, o grave, o cerimonial, não contam para os Imortais. Homero
e eu separamo-nos nas portas de Tânger. Creio que não nos despedimos.
Bahia de todos os santos (e de quase todos os pecados)
casas trepadas umas por cima das outras
como um grupo de gente se espremendo
p'ra sair num retrato de revista ou jornal
igrejas gordas (as de Pernambuco são mais magras)
toda a Bahia é uma maternal cidade gorda
como se dos ventres empinados dos seus montes
dos quais saíram tantas cidades do Brasil
inda outras estivessem p'ra sair.
ar mole oleoso com cheiro de comida
automóveis a 30$ a hora
e um "Ford" todo osso sobe qualquer ladeira
saltando, pulando, tilintando
p'ra depois escorrer sobre o asfalto novo
que branqueja como dentadura postiça
entre as casas velhas
gente da Bahia!
preta, parda, roxa, morena
cor de bons jacarandás de engenho
do Brasil
(madeira que cupim não rói)
sem caras cor de fiambre
nem rostos cor de peru frio
sem borrões de manteiga francesa
(cabelo ruivo de inglês e de alemão)
Bahia ardendo de cores quentes
carnes mornas gostos picantes
eu detesto teus oradores, Bahia de todos os santos,
teus ruys barbosas teus otávios mangabeiras
mas gosto dos teus angus e das tuas mulatas
tabuleiros flores de papel candieirinhos
tudo à sombra das tuas igrejas
todas cheias de anjos bochechudos
sãojoões, sãojosés, meninozinhos-Deus
e com senhoras gordas se confessando
a frades mais magros do que eu
(o padre reprimido que há em mim
se exalta diante de ti, Bahia
e perdoa suas superstições
teu comércio de medidas de Nossa Senhora
e de Nossos Senhores do Bonfim)
negras velhas da Bahia
vendendo mingau e vendendo angu
negras velhas de xale encarnado
e de mole peito caído
mães das mulatas mais quentes do Brasil
mulatas do gordo peito em bico
como p'ra dar de mamar
a tudo quanto é menino do Brasil
Bahia de quase todos os pecados
escorrediça lama de carne
ranger de camas de lona
sob corpos ardendo, suando de gozo
moquecas da preta Eva
caruru vatapá azeite de dendê
cachos de gordas bananas
balaios de enormes laranjas
bacharéis de pince-nês
gênios de Sergipe
bonecas de pano
mulatos de fraque
estudantes de medicina
chapéus do Chile
botinas de elástico
mulatinhos de fala fina
literatos que tomam a sério Mário Pinto Serva
requintados que lêem Guilherme de Almeida e Menotti del Picchia
patriotas que dão viva ao sr. Pedro Lago
chegado do Rio pelo Ruy Barbosa
e outros com saudade do doutor Seabra
Bahia
um dia voltarei com vagar ao teu seio brasileiro
ao teu quente seio brasileiro
às tuas igrejas cheirando a incenso
aos teus tabuleiros escancarados em X
(esse X é o futuro do Brasil)
e cheirando a mingau e a angu.
Trabalhadores do Brasil: Aqui estou, como de outras vezes, para compartilhar as
vossas comemorações e testemunhar o apreço em que tenho o homem de trabalho como
colaborador direto da obra de reconstrução política e econômica da Pátria. Não
distingo, na valorização do esforço construtivo, o operário fabril do técnico de
direção, do engenheiro especializado, do médico, do advogado, do industrial ou
do agricultor. O salário, ou outra forma de remuneração, não constitui mais do
que um meio próprio a um fim, e esse fim é, objetivamente, a criação da riqueza
nacional e o surto de maiores possibilidades à nossa civilização.
A despeito da vastidão territorial, da abundância de recursos naturais e da
variedade de elementos de vida, o futuro do país repousa, inteiramente, em nossa
capacidade de realização. Todo trabalhador, qualquer que seja a sua profissão é,
a este respeito, um patriota que conjuga o seu esforço individual à ação
coletiva, em prol da independência econômica da nacionalidade. O nosso progresso
não pode ser obra exclusiva do Governo, sim de toda a Nação, de todas as
classes, de todos os homens e mulheres, que se enobrecem pelo trabalho,
valorizando a terra em que nasceram.
Constitui preocupação constante do regime que adotamos difundir entre os
elementos laboriosos a noção da responsabilidade que lhe cabe no desenvolvimento
do país, pois o trabalho bem feito é uma alta forma de patriotismo, como a
ociosidade uma atitude nociva e reprovável. Nas minhas recentes excursões aos
Estados do Centro e do Sul, em conta to com as mais diversas camadas da
população, recebi caloroso acolhimento e manifestações que testemunham, de modo
inequívoco, a confiança que os brasileiros, desde os simples operários aos
expoentes das atividades produtoras, depositam na ação governamental.
Falando em momento como este, diante de uma multidão que vibra de Exaltação
patriótica, não posso deixar de pensar como os nossos governantes permaneceram,
durante tanto tempo, indiferentes à cooperação construtiva das classes
trabalhadoras. Relegados a existência vegetativa, privados de direitos e
afastados dos benefícios da civilização, da cultura e do conforto, os
trabalhadores brasileiros nunca obtiveram, sob os governos eleitorais, a menor
proteção, o mais elementar amparo. Para arrancar-lhes os votos, os políticos
profissionais tinham de mantê-los desorganizados e sujeitos à vassalagem dos
cabos eleitorais.
A obra de reparação e justiça realizada pelo Estado Novo distancia-nos,
imensamente, desse passado condenável, que comprometia aos nossos sentimentos
cristãos e se tornara obstáculo insuperável à solidariedade nacional. Naquela é
poca, ao aproximar-se o Primeiro de Maio, o ambiente era bem diverso.
Generalizavam-se as apreensões e abria-se um período de buscas policiais no
núcleos associativos, pondo-se em custódia os suspeitos, dando a todos uma
sensação de insegurança e exibindo um luxo de força nas ruas e locais de
reunião, que, não raro, redundavam em choques e conflitos sangrentos.
Atualmente, a data comemorativa dos homens de trabalho é festiva e de
confraternização.
Os benefícios da política trabalhista, empreendida nestes últimos anos, alcançam
profundamente todos os grupos sociais, promovendo o melhoramento das condições
de vida nas várias regiões do país e elevando o nível de saúde e de bem-estar
geral. A ação tutelar e providente do Estado patenteia-se, de modo constante, na
solicitude com que cria os serviços de proteção ao lar operário, de assistência
à infância, de alimentação saudável e barata, de postos de saúde, de creches e
maternidades, instituído o ensino profissional junto às fábricas e, ultimamente,
voltando as suas vistas para a construção de vilas operárias e casas populares.
Na continuação desse programa renovador, que encontrou no atual ministro do
Trabalho um eficiente e devotado orientador, assinamos, hoje, um ato de
incalculável alcance social e econômico: a lei que fixa o salário mínimo para
todo o país. Trata-se de antiga aspiração popular, promessa do movimento
revolucionário de 1930. Agora transformada em realidade, depois de longos e
acurados estados. Procuramos, por esse meio, assegurar ao trabalhador
remuneração eqüitativa, capaz de proporcionar-lhe o indispensável para o
sustento próprio e da família. O estabelecimento de um padrão mínimo de vida
para a grande maioria da população, aumentando, no decorrer do tempo, os índices
de saúde e produtividade, auxiliará a solução de importantes problemas que
retardam a marcha do nosso progresso.
À primeira vista, poderão pensar os menos avisados que a medida é prematura e
unilateral, visto beneficiar, apenas, os trabalhadores assalariados. Tal, porém,
não ocorre no plano do Governo. A elevação do nível de vida eleva, igualmente, a
capacidade aquisitiva das populações e incrementa, por conseguinte, as
indústrias, a agricultura e o comércio, que verão crescer o consumo geral e o
volume da produção.
As bases da nossa legislação social já estão solidamente lançadas nas leis que
regulam a duração do trabalho, a higiene industrial, a ocupação das mulheres e
menores, as aposentadorias e indenizações de acidentes, as associações
profissionais, os convênios coletivos e a arbitragem. Ultima-se, agora, a
organização da Justiça do Trabalho, cuja regulamentação está na fase final de
estudos e deverá ser posta em vigor dentro de pouco. É uma legislação que tende
a ampliar-se e a cobrir com a sua proteção os diversos ramos da economia
nacional, da fábrica aos campos, das oficinas aos estabelecimentos comerciais,
empresas de transportes e todos os empregos e ocupações. As sugestões da
experiência e as imposições da necessidade irão, naturalmente, indicando
modificações e ampliações cuidadosas. Chegaremos, assim, a consolidar esse corpo
de leis num Código do Trabalho adequando às condições do nosso progresso. Não é
de mais observar, a propósito das nossas conquistas de ordem social, que povos
de civilização mais velha, apontados como modelos a copiar, ainda não
conseguiram resolver satisfatoriamente as relações de trabalho, que continuam
sendo, para eles, causa de perturbações para o bem comum.
Embora deixados ao abandono, os nossos trabalhadores souberam resistir às
influências malsãs dos semeadores de ódios, a serviços de velhas e novas
ambições de poderio político, consagrados a envenenar o sentimento brasileiro de
fraternidade com o exotismo das lutas de classes. O ambiente nacional tem
reagido sadiamente contra esses agentes de perturbações e desordem. A propaganda
insidiosa e dissolvente, apenas, impressionou os pobres de espírito e ser viu
para agitar os mal intencionados.
Quem quer que observe a história e a dura lição sofrida por outros povos verá
que os extremismos, mesmo quando logram uma vitória efêmera, caem logo vítimas
dos próprios erros e das paixões que desencadearam, sacrificando muitas
aspirações justas e legítimas, que poderiam ser alcançadas pacificamente. A
sociedade brasileira, felizmente, repele, por índole, as soluções. Corrigidos os
abusos e imprevidências do passado, podermos encarar o futuro com serenidade,
certos de que as utopias ideológicas, na prática, verdadeiras calamidades
sociais, não conseguirão afastar-nos das normas de equilíbrio e bom senso em que
se pro cessa a evolução da nacionalidade.
Só o trabalho fecundo, dentro da ordem legal que as segura a todos patrões e
operários, chefes de indústrias e proletários, lavradores, artesãos,
intelectuais - um regime de justiça e de paz, poderá fazer a felicidade da
pátria brasileira.
Quem se eu gritasse, me ouviria pois entre as ordens
Dos anjos? E dado mesmo que me tomasse
Um deles de repente em seu coração, eu sucumbiria
Ante sua existência mais forte. Pois o belo não é
Senão o início do terrível, que já a custo suportamos,
E o admiramos tanto porque ele tranqüilamente desdenha
Destruir-nos. Cada anjo é terrível.
E assim me contenho pois, e reprimo o apelo
De obscuro soluço. Ah! A quem podemos
Recorrer então? Nem aos anjos nem aos homens,
E os animais sagazes logo percebem
Que não estamos muito seguros
No mundo interpretado. Resta-nos talvez
Alguma árvore na encosta que diariamente
Possamos rever. Resta-nos a rua de ontem
E a mimada fidelidade de um hábito,
Que se compraz conosco e assim fica e não nos abandona.
Ó e a noite, a noite, quando o vento cheio dos espaços
Do mundo desgasta-nos o rosto -, para quem ela não é /sempre a desejada,
Levemente decepcionante, que para o solitário coração
Se impõe penosamente. Ela é mais leve para os amantes?
Ah! Eles escondem apenas um com o outro a própria sorte.
Não o sabes ainda? Atira dos braços o vazio
Para os espaços que respiramos; talvez que os pássaros
Sintam o ar mais vasto num vôo mais íntimo.
Sim, as primaveras precisavam de ti.Muitas estrelas
Esperavam que tu as percebesses. Do passado
Erguia-se uma vaga aproximando-se, ou
Ao passares sob uma janela aberta,
Um violino se entregava. Tudo isso era missão.
Mas a levaste ao fim? Não estavas sempre
Distraído pela espera, como se tudo te ansiasse
A bem amada? (onde queres abrigá-la
Então, se os grandes e estranhos pensamentos entram
E saem em ti e muitas vezes ficam pela noite.)
Se a nostalgia te dominar, porém, cantas as amantes; muito
Ainda falta para ser bastante imortal seu celebrado sentimento.
Aquelas que tu quase invejaste, as desprezadas, que tu
Achaste muito mais amorosas que as apaziguadas. Começa
Sempre de novo o louvor jamais acessível;
Pensa: o herói se conserva, mesmo a queda lhe foi
Apenas um pretexto para ser : o seu derradeiro nascimento.
As amantes, porém, a natureza exausta as toma
Novamente em si, como se não houvesse duas vezes forças para realizá-las.
Já pensaste pois em Gaspara Stampa
O bastante para que alguma jovem,
A quem o amante abandonou, diante do elevado exemplo
Dessa apaixonada, sinta o desejo de tornar-se como ela?
Essas velhíssimas dores afinal não se devem tornar
Mais fecundas para nós? Não é tempo de nos libertarmos,
Amando, do objeto amado e a ele tremendo resistirmos Como a flecha suporta à
corda, para, concentrando-se no salto Ser mais do que ela mesma?
Pois parada não há em /parte alguma.
Vozes, vozes.Escuta, coração como outrora somente
os santos escutavam: até que o gigantesco apelo
levantava-os do chão; mas eles continuavam ajoelhados,
inabaláveis, sem desviarem a atenção:
eles assim escutavam. Não que tu pudesses suportar
a voz de Deus, de modo algum. Mas escuta o sopro,
a incessante mensagem que nasce do silêncio.
Daqueles jovens mortos sobe agora um murmúrio em direção /a ti.
Onde quer que penetraste, nas igrejas
De Roma ou de Nápoles, seu destino não falou a ti, /tranqüilamente?
Ou uma augusta inscrição não se impôs a ti
Como recentemente a lousa em Santa Maria Formosa.
Que eles querem de mim? Lentamente devo dissipar
A aparência de injustiça que às vezes dificulta um pouco
O puro movimento de seus espíritos.
Certo, é estranho não habitar mais terra,
Não mais praticar hábitos ainda mal adquiridos,
Às rosas e outras coisas especialmente cheias de promessas
Não dar sentido do futuro humano;
O que se era, entre mãos infinitamente cheias de medo
Não ser mais, e até o próprio nome
Deixar de lado como um brinquedo quebrado.
Estranho, não desejar mais os desejos. Estranho,
Ver tudo o que se encadeava esvoaçar solto
No espaço. E estar morto é penoso
E cheio de recuperações, até que lentamente se divise
Um pouco da eternidade. - Mas os vivos
Cometem todos o erro de muito profundamente distinguir.
Os anjos (dizem) não saberiam muitas vezes
Se caminham entre vivos ou mortos. A correnteza eterna
Arrebata através de ambos os reinos todas as idades
Sempre consigo e seu rumor as sobrepuja em ambos.
Finalmente não precisam mais de nós os que partiram cedo,
Perde-se docemente o hábito do que é terrestre, como o /seio materno
suavemente se deixa, ao crescer.Mas nós que de tão grandes
mistérios precisamos, para quem do luto tantas vezes
o abençoado progresso se origina - : poderíamos passar /sem eles?
É vã a lenda de que outrora, lamentando Linos,
A primeira música ousando atravessou o árido letargo,
Que então no sobressaltado espaço, do qual um quase /divino adolescente
escapou de súbito e para sempre, o vazio entrou
naquela vibração que agora nos arrebata e consola e ajuda?