Frases e Pensamentos de Dom Casmurro

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DOM CASMURRO

24 resultados encontrados

A beleza é dom de Deus.
( ARISTÓTELES )


Prazos largos são fáceis de subscrever. A imaginação os faz infinitos.
( Frases e Pensamentos de Dom Casmurro) Mensagem sobre Machado de Assis


"Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir. Machado de ssis."
( Frases e Pensamentos de Dom Casmurro) Mensagem sobre Machado de Assis


Se tens o dom divino de ser mãe, em ti está presente toda a humanidade
( CORA CORALINA )


Imaginação: dom dos céus ao artista, dádiva do inferno ao ciumento.
( Frases e Pensamentos de Ciúme)


Verdadeiro dom de amar é encontrar na felicidade do outro a própria felicidade.
( Frases e Pensamentos de Amor)


Um pé dotado de especial beleza é um dom precioso da natureza, pois é uma graça particular
( JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)


Só tem dois tipos de cantador de viola: o bom, aquele que tem dom mesmo pra fazer a coisa, e o ruim, pra gente rir do que ele faz
( ARIANO SUASSUNA)


A harmonia da infância é um dom da natureza; a segunda harmonia deve resultar do trabalho e do culto ao espírito.
( Georg Wolhelm Friederich Hegel ) Mensagem sobre Filosofia


O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.
( Santo Agostinho ) Mensagem sobre Filosofia


Quando examino a mim mesmo e aos meus métodos de pensar, chego à conclusão que o dom da fantasia significa muito mais para mim que qualquer outro talento para pensar positiva e abstratamente.
(ALBERT EINSTEIN)


Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro
( Frases e Pensamentos de Albert Camus )


A música,muitas vezes,é pervertida para servir a fins maus,e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Correctamente empregada,porém,é um dom precioso de Deus,destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres,a inspirar e elevar a alma.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


A música,muitas vezes,é pervertida para servir a fins maus,e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Correctamente empregada,porém,é um dom precioso de Deus,destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres,a inspirar e elevar a alma.
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada. A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo. E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam. Mentir dá remorso. E não mentir é um dom que o mundo não merece...(Frases e Pensamentos de Clarice Lispector)


Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito,a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro,nobre e edificante,e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus. Que contraste entre o antigo costume,e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada! Quantos empregam esse dom para exaltar o "eu",em vez de usá-lo para glorificar a Deus!
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito,a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro,nobre e edificante,e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus. Que contraste entre o antigo costume,e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada! Quantos empregam esse dom para exaltar o "eu",em vez de usá-lo para glorificar a Deus!
( Frases e Pensamentos de Ellen G. White) Mensagem sobre Música


Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo. (Frases e Pensamentos de Clarice Lispector)


Mãe ( CORA CORALINA )

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.


Do Juízo Estético ( IMMANUEL KANT )

Toda a arte pressupõe regras na base das quais uma produção, se deve
considerar-se artística, é representada, em primeiro lugar, como possível; mas o
conceito das belas-artes não permite derivar o juízo sobre a beleza da produção
de qualquer regra que tenha um conceito como princípio determinante, em virtude
de pôr como fundamento um conceito do modo por que tal é possível. Assim, a arte
do belo não pode inventar ela mesma a regra segundo a qual realizará a sua
produção. Mas, como sem regra anterior um produto não pode ser artístico, é
necessário que a natureza dê a regra de arte ao próprio sujeito (na concordância
das suas faculdades), isto é, as belas-artes só podem ser o produto do génio.
Daí se conclui: 1º Que o génio é o talento de produzir aquilo de que se não pode
dar regra determinada, mas não é a aptidão para o que pode ser apreendido
consoante uma qualquer regra; portanto, a sua primeira característica é a
originalidade. 2º Que as suas produções, visto que o absurdo também pode ser
original, devem simultaneamente ser modelos, isto é, ser exemplares; por
consequência, não sendo obras de imitação, têm de ser propostas à imitação das
outras, isto é, servir-lhes de medida ou de regra critica. 3° Que ele mesmo não
pode indicar cientificamente como leva a cabo a sua obra, mas que dá, enquanto
natureza, a regra; portanto, o autor duma obra devida ao seu génio não sabe de
onde lhe vêm as ideias e não depende dele concebê-las a seu grado ou segundo um
plano, nem comunicá-las a outros em prescrições que os habilitariam a produzir
obras semelhantes. (...)
Tal mestria é incomunicável, é propiciada directamente a cada qual por intermé
dio da natureza, desaparece, pois, com cada um até que a natureza confira a
outro os mesmos dons; e a este mais não resta que ter um modelo para deixar
manifestar-se de tal modo o talento de que tem consciência.
Visto que o dom da natureza deve estabelecer a regra da arte (belas-artes), qual
é, pois, tal regra? Não é possível formulá-la para servir de preceito, pois que
nesse caso o juízo sobre o belo seria determinado por conceitos, mas a regra
deve ser extraída do acto mesmo, isto é, do produto, deve servir aos outros de
pedra de toque para o seu próprio talento, como um modelo para uma imitação que
não deve ser servil. Como é tal coisa possível? Eis o que é difícil esclarecer.
As ideias do artista despertam no discípulo ideias semelhantes, se a natureza
dotou este de faculdades equivalentes. Os modelos da arte são, pois, os únicos
guias que podem perpetuá-los.


Escrever ( RAQUEL DE QUEIROZ )

Você começa quando aprende a juntar as letras; faz frases engraçadinhas que seu
avô acha gênio e mostra a todo mundo. Então você se convence de que é escritor.
Essa convicção representa um compromisso, desde aquela idade remota, "já que é
um escritor, é obrigado a escrever". Se os pais são medíocres intelectualmente,
o exercício da suposta vocação torna-se fácil.
Mas quando os pais são ou literatos ou simples letrados muito mais lhe é
exigido. Você tem que apresentar originalidade ao lado da qualidade. Isso quer
dizer que você, desde esses inícios, já padece a maldição do escritor: ter
estilo e idéias animando esse estilo. Em geral, os pais se embasbacam diante de
qualquer manifestação intelectual precoce dos filhotes. Se eles não têm formação
intelectual sofisticada, tudo bem. Qualquer paráfrase dos livros da escola já
lhes parece excelente. Mas pais sofisticados é fogo. Não precisa nem que eles
leiam os modernos, Drummond, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, para só citar os
mais ilustres e defuntos. Pai letrado quer que o filho faça pequenas frases,
emita conceitos, tudo dentro da baixa qualidade que a sua literatice considera
excelente. Portanto, para a qualidade da obra do filho, é melhor que os pais não
tenham fumaças literárias e deixem que o menino seja o seu próprio juiz.
E, se ele tiver talento, pode ir longe, liberto dos padrões da mediocridade domé
stica. Esse tipo de condenação não se pode fazer aos pais que realmente ou
produzem ou pelo menos sabem apreciar uma boa peça literária. O filho, em geral,
esconde deles as suas primícias, receoso do julgamento. E ele se faz censor de
si mesmo, olhando com os olhos do pai aquilo que o pai não vê. Existe ainda
outra maneira de ver estimulada a vocação literária dos jovens. É uma casa
aberta onde todo mundo lê, o bom e o ruim, mas onde igualmente todo mundo tem
direito à crítica, a falar o que pensa sobre a produção de pais, irmãos, tios e
visitas íntimas, numa espécie de tribunal literário exercido à mesa de jantar.
Lembro-me da casa de Aníbal Machado, ponto obrigatório dos principiantes ou recé
m-chegados que lá iam (levados por algum "freguês" semanal de Aníbal).
Sendo o dono da casa quem era, além de excelente escritor ele próprio, um
animador generoso e um fino crítico de letras, a sua casa era uma espécie de
fórum literário, referência obrigatória de quem pretendia se apresentar como
escritor: "Ainda no domingo, na casa do Aníbal, ouvi o Vinícius dizer ao Conde
que o modernismo morreu..." e se desmentindo a si próprio acabava mostrando o
seu último poema - fina flor do modernismo, claro.
Mas voltando ao assunto da vocação literária: para escrever, tem que haver o dom
da escrita, tal como para o cantor é preciso o dom da voz. Todos conhecemos
pessoas inteligentes, até brilhantes na sua especialidade - medicina,
arquitetura, engenharia, economia e, na verdade, por mais sabedores que sejam no
seu ofício, não conseguem exprimir na palavra escrita essa sabedoria. Deus
sempre é parco na concessão de dotes: os que acumulam são sempre contados. Por
que as boas cantoras líricas geralmente têm tendência a engordar? E por que as
de bela silhueta quase sempre só dispõem de um fio mal afinado de voz?
Os grandes oradores dificilmente são bons escritores. Parece que eles necessitam
do estímulo de uma audiência cativa para suas frases de efeito. O que
desencadeia o seu talento não é uma página de papel em branco, mas uma audiência
presente. E, pensando bem, isso está certo: por que um único indivíduo pode
receber juntos os dons da escrita e da eloqüência? Eu, por mim, sempre espero
descobrir nos outros os dons ocultos pela modéstia ou timidez. Verdade que nem
sempre tenho êxito; Nosso Senhor parece que só distribui tais dotes com a mão
esquerda...


Civilização sem Riso ( Eça de Queiróz )

Eu penso que o riso acabou - porque a humanidade entristeceu. E entristeceu
- por causa da sua imensa civilização. O único homem sobre a Terra que ainda
solta a feliz risada primitiva é o negro, na África. Quanto mais uma sociedade é
culta - mais a sua face é triste. Foi a enorme civilização que nós criámos
nestes derradeiros oitenta anos, a civilização material, a política, a
económica, a social, a literária, a artística que matou o nosso riso, como o
desejo de reinar e os trabalhos sangrentos em que se envolveu para o satisfazer
mataram o sono de Lady MacBeth. Tanto complicámos a nossa existência social, que
a Acção, no meio dela, pelo esforço prodigioso que reclama, se tornou uma dor
grande: - e tanto complicámos a nossa vida moral, para a fazer mais consciente,
que o pensamento, no meio dela, pela confusão em que se debate, se tornou uma
dor maior. O homem de acção e de pensamento, hoje, está implacavelmente votado à
melancolia.
Este pobre homem de acção, que todas as manhãs, ao acordar, sente dentro em si
acordar também o amargo cuidado do pão a adquirir, da situação social a manter,
da concorrência a repelir, da «íngreme escada a trepar», poderá porventura
afrontar o Sol com singela alegria? Não. Entre ele e o Sol está o negro cuidado,
que lhe estende uma sombra na face, lhe mata nela, como a sombra sempre faz às
flores, a flor de todo o riso. Por outro lado o homem de pensamento que
constantemente, pelo fatalismo da educação científica e crítica, busca as
realidades através das aparências, e que no céu só vê uma complicada combinação
de gases, e que na alma só descobre uma grosseira função de órgãos, e que sabe
que porção de fosfato de cal entra em toda a lágrima, e que diante de dois olhos
resplandecentes de amor pensa nos dois buracos da caveira que estão por trás, e
que a todo o sacrifício heróico penetra logo o motivo egoísta, e que caminha
sempre à procura da lei estável e eterna, e que a cada passo perde um sonho, e
que por fim não sabe para onde vai, e nem mesmo sabe quem é - não pode ser senão
um triste!
Desde que homem de acção e homem de pensamento são paralelamente tristes - o
mundo, que é sua obra, só pode mostrar tristeza. Tristeza na sua literatura,
tristeza na sua sociedade, tristeza nas suas festas, tristeza nos fatos negros
de que se veste... Tristeza dentro de si, tristeza fora de si. E quando por
acaso alguém por profissão tradicional, como os palhaços, ou por contraste, ou
pela saudade da antiga alegria e o desejo de a ressuscitar, procura fazer rir
este mundo - só lhe consegue arrancar a tal casquinada curta, áspera, rangente,
quase dolorosa, que parece resultar de cócegas feitas nos pés de um doente.
Não há que duvidar! Voltaram os tempo de Albert Durer! Outra vez o famoso moço
de asas potentes, no meio dos inumeráveis instrumentos das ciências e das artes,
que atulham o seu laboratório, e diante das obras colossais, que com eles
construiu, sente, sob esta produção excessiva que o não tornou nem melhor nem
mais feliz, um imenso desalento, e, considerando a inutilidade de tudo, de novo
deixa pender sobre as mãos a testa coroada de louro.
Pobre moço, que, de muito trabalhar sobre o universo e sobre ti próprio,
perdeste a simplicidade e com ela o riso, queres um humilde conselho? Abandona o
teu laboratório, reentra na Natureza, não te compliques com tantas máquinas, não
te subtilizes em tantas análises, vive uma boa vida de pai próvido que amanha a
terra, e reconquistarás, com a saúde e com a liberdade, o dom augusto de rir.
Mas como pode escutar estes conselhos de sapiência um desgraçado que tem, nos
poucos anos que ainda restam de século, de descobrir o problema da comunicação
interastral, e de assentar sobre bases seguras todas as ciências psíquicas?
O infeliz está votado ao bocejar infinito. E tem por única consolação que os
jornais lhe chamem e que ele se chame a si próprio - o Grande Civilizado.