Frases e Pensamentos de Desprezo

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DESPREZO

13 resultados encontrados

O que ontem era pasmo, hoje é desprezo.
( Baltasar Gracián )


O desprezo é a forma mais subtil de vingança.
( Baltasar Gracián )


O orgulho que almoça vaidade janta desprezo.
( Frases e Pensamentos de Benjamin Franklin )


Como o ar para o pássaro, ou o mar para o peixe, assim o desprezo para o desprezível.
( WILLIAM BLAKE )


Para me punir por meu desprezo pela autoridade, o destino fez de mim mesmo uma autoridade.
(ALBERT EINSTEIN)


Para me punir por meu desprezo pela autoridade,o destino fez de mim mesmo uma autoridade.
( Frases e Pensamentos de Albert Einstein) Mensagem sobre Sabedoria


Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso.
( Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA )


O Anjo ( RAINER MARIA RILKE )

Com um mover da fronte ele descarta
tudo o que obriga, tudo o que coarta,
pois em seu coração, quando ela o adentra,
a eterna Vinda os círculos concentra.
O céu com muitas formas Ihe aparece
e cada qual demanda: vem, conhece -.
Não dês às suas mãos ligeiras nem
um só fardo; pois ele, à noite, vem
à tua casa conferir teu peso,
cheio de ira, e com a mão mais dura,
como se fosses sua criatura,
te arranca do teu molde com desprezo.


Aqueles que exploram a religião para seus próprios fins egoístas oprimem e denigrem as pessoas Eles tiram impiedosamente vantagens dos outros, apossando-se do que podem e então, cruelmente, deixam as pessoas de lado quando não tem mais nada a oferecer Da mesma forma, aqueles que exploram o mundo da política para o seu próprio fim compartilham do mesmo desprezo pelas pessoasOs senhores não devem ser enganados por esse tipo de pessoaAs pessoas não existem para beneficiarem os líderes O que deve ocorrer é justamente o oposto Os líderes, inclusive políticos e clérigos existem para beneficiar as pessoas Os professores por sua vez, existem para o bem dos estudantes Entretanto, muitos dos que se encontram em posições de liderança comportam-se arrogantemente, denigrem as pessoas.
(Daisaku Ikeda)


Dançarina Espanhola ( RAINER MARIA RILKE )

Como um fósforo a arder antes que cresça
a flama, distendendo em raios brancos
suas línguas de luz, assim começa
e se alastra ao redor, ágil e ardente,
a dança em arco aos trêmulos arrancos.
E logo ela é só flama, inteiramente.
Com um olhar põe fogo nos cabelos
e com a arte sutil dos tornozelos
incendeia também os seus vestidos
de onde, serpentes doidas, a rompê-los,
saltam os braços nus com estalidos.
Então, como se fosse um feixe aceso,
colhe o fogo num gesto de desprezo,
atira-o bruscamente no tablado
e o contempla. Ei-lo ao rés do chão, irado,
a sustentar ainda a chama viva.
Mas ela, do alto, num leve sorriso
de saudação, erguendo a fronte altiva,
pisa-o com seu pequeno pé preciso.


Honra Aparente ( ARTHUR SCHOPENHAUER )

A honra não consiste na opinião dos outros sobre o nosso valor, mas unicamente
nas exteriorizações dessa opinião, pouco importando se a opinião externada de
facto existe ou não, muito menos se ela tem fundamento. Por conseguinte, os
outros podem nutrir a pior opinião a nosso respeito, por conta do nosso modo de
vida, e podem desprezar-nos como bem entenderem; durante o tempo em que ninguém
se atrever a expressá-la em voz alta, ela não prejudicará em nada a nossa honra.
Mas, ao contrário, se mesmo com as nossas qualidades e acções compelirmos os
outros a atribuir-nos elevada estima (pois isto não depende do seu arbítrio),
então bastará que apenas um indivíduo - seja ele o pior e mais ignorante -
exprima o seu desprezo por nós para que logo a nossa honra seja ferida e até
perdida para sempre, caso não a reparemos.
Um demonstrativo supérfluo disso, ou seja, de que aqui não se trata da opinião
de outrem, mas apenas da sua exteriorização, é que as ofensas podem ser
retiradas ou, se necessário, pode-se pedir perdão, e então é como se elas jamais
tivessem acontecido. A questão de saber se a opinião que produziu as ofensas
também mudou e por que isso aconteceria não afecta em nada o caso: anula-se
simplesmente a sua exteriorização e tudo fica bem. Como conclusão, tem-se que o
importante não é ganhar respeito, mas extorqui-lo.


Política de Interesse ( Eça de Queiróz )

Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar
oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a
moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.
A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso,
diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade,
pela frivolidade e pelo interesse.
A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias;
ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da
vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali
há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de
grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros
inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a
miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura;
combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os
desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com
dor e com raiva.
À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos
querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de
consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.


Mocinha ( ARIANO SUASSUNA )

(in Folha de São Paulo, 27/06/00)
Em 1990, quando tomei posse de minha cadeira na Academia Brasileira de Letras,
agi de modo a ligar o mais possível a cerimônia, o uniforme, o colar e a espada
aos rituais de festa do nosso povo. Eu lera, de Gandhi, uma frase que me
impressionou profundamente. Dizia ele que um indiano verdadeiro e sincero, mas
pertencente a uma das classes mais poderosas de seu país, não deveria nunca
vestir uma roupa feita pelos ingleses. Primeiro, porque estaria se acumpliciando
com os invasores. Depois, porque, com isso, tiraria das mulheres pobres da Índia
um dos poucos mercados de trabalho que ainda lhes restavam.
A partir daí, passei a usar somente roupas feitas por uma costureira popular,
Edite Minervina. E também foi ela quem cortou e costurou meu uniforme acadêmico,
bordado por Cicy Ferreira. Isaías Leal fez o colar e a espada, unindo, nesta,
num só emblema, a zona da mata e o sertão.
Naquele ano, era Miguel Arraes quem governava Pernambuco. E, como o Estado que
me adotou como filho se encarregou da doação normalmente feita ao acadêmico pela
terra de seu nascimento, combinei tudo com o governador e fizemos, no palácio do
Campo das Princesas, uma espécie de cerimônia prévia na qual Arraes (que, como
eu, é egresso do Brasil oficial, mas procura se ligar ao real) faria o discurso
de entrega das insígnias; e artistas populares me entregariam os adereços feitos
por eles: Edite e Cicy, o fardão, Isaías Leal, o colar, e mestre Salusitano, a
espada (que, na ABL, meseria entregue por meu mestre Barbosa Lima Sobrinho).
Depois que Isaías Leal me deu o colar, no Recife, pedi à maior cantadora
nordestina, Mocinha de Passira, que o colocasse em meu pescoço - uma vez que, na
Academia, escolhera para isso outra mulher, minha querida Rachel de Queiroz.
Como se vê, em tudo, eu tentava mostrar, do modo canhestro, simbólico e precário
que me é possível, que, apesar de nascido e criado no Brasil oficial, procuro
sempre não esquecer que existe o Brasil real e é a seu lado que me alinho em
todas as circunstâncias da minha vida.
Foi por tudo isso também que, escrevendo aqui em dezembro do ano passado,
escolhi dois personagens simbólicos para representarem o Brasil real. Dizia: -O
primeiro é Chico Ambrósio, cabreiro do sertão da paraíba, homem de sangue
predominantemente indígena e jeito aciganado; a outra é Mocinha de Passira,
violeira dotada de uma voz impressionante”
E concluía: -Na minha opinião, o que devemos fazer é olhar o brasil de Chico e
Mocinha para seguir e aprofundar (no campo social, político e econômico) o
caminho indicado por Antônio Conselheiro - aquele socialismo-de-pobre que, para
nós, foi uma picada aberta em direção ao sol de Deus.
Nos tempos de desprezo que estamos vivendo em relação à cultura brasileira (e em
especial à popular), espero, então, que pelo menos as nossas universidades
percebam a importância dessa cantora e repentista, que, como afirmei em meu
discurso da ABL, significa para mim, para o Brasil e para o nosso povo o mesmo
que Pastora Pavón representava para García Lorca, para a Espanha e para o povo
espanhol.