Nada existe de grandioso sem Paixão
( HEGEL )
A necessidade geral da arte é a necessidade racional que leva o homem a tomar consciência do mundo interior e exterior e a lazer um objecto no qual se reconheça a si próprio
( HEGEL )
A necessidade, a natureza e a história não são mais do que instrumentos da revelação do Espírito
( HEGEL )
A verdadeira figura na qual a verdade existe só pode ser o sistema científico dessa verdade
( HEGEL )
As ideias que revolucionam o mundo avançam a passo miúdo
( HEGEL )
Grandeza, entidade variável mas que, apesar da sua variação, continua sempre a ser a mesma
( HEGEL )
Nada de grande se realizou no mundo sem paixão
( HEGEL )
O Estado é a forma histórica específica na qual a liberdade adquire uma existência objectiva e usufrui da sua objectividade
( HEGEL )
O artista não precisa de filosofia e, se pensa como filósofo, entrega-se a um trabalho que está justamente em oposição à forma do saber próprio da arte
( HEGEL )
O estado da natureza é, antes, o estado da injustiça, da violência, do instinto natural desenfreado, das acções e dos sentimentos desumanos
( HEGEL )
O homem não é mais do que a série dos seus actos
( HEGEL )
O tempo, essa inquietação pura da vida e esse processo de absoluta distinção
( HEGEL )
O verdadeiro é o delírio báquico no qual nenhum membro deixa de estar embriagado
( HEGEL )
Povo é a parte da nação que não sabe o que quer
( HEGEL )
Quanto ao seu supremo destino, a arte permanece para nós uma coisa do passado
( HEGEL )
Um povo que considera a natureza seu deus não pode ser um povo livre
( HEGEL )
A filosofia vem sempre demasiado tarde. Enquanto pensamento do mundo, só aparece quando a realidade realizou e terminou o seu processo de formação
( HEGEL )
O mais alto objectivo da Arte é o que é comum à Religião e à Filosofia. Tal como estas, é um modo de expressão do divino, das necessidades e exigências mais elevadas do espírito
( HEGEL )
Para conhecer bem os factos e enxergá-los no seu verdadeiro lugar, deve-se estar no cume - não os considerar de baixo pelo buraco da fechadura da moralidade ou de alguma outra sabedoria. (...) O ponto de vista geral da história filosófica não é abstractamente geral, mas concreto e eminentemente actual, porque é o Espírito que permanece eternamente junto de si mesmo e ignora o passado. À semelhança de Mercúrio, o condutor das almas, a Ideia é na verdade o que conduz os povos e o mundo, e é o Espírito, a sua vontade razoável e necessária, que orientou e continua a orientar os acontecimentos do mundo.
A razão é a suprema união da consciência e da consciência de si, ou seja, do conhecimento de um objecto e do conhecimento de si. É a certeza de que as suas determinações não são menos objectais, não são menos determinações da essência das coisas do que são os nossos próprios pensamentos. É, num único e mesmo pensamento, ao mesmo tempo e ao mesmo título, certeza de si, isto é, subjectividade, e ser, isto é, objectividade. (...) A razão é tão poderosa quanto ardilosa. O seu ardil consiste em geral nessa actividade mediadora que, deixando os objectos agirem uns sobre os outros conforme à sua própria natureza, sem se imiscuir directamente na sua acção recíproca, consegue, contudo, atingir unicamente o objectivo a que se propõe. (...) A Razão governa o mundo e, consequentemente, governa e governou a história universal. Em relação a essa razão universal e substancial, todo o resto é subordinado e serve-lhe de instrumento e de meio. Ademais, essa Razão é imanente na realidade histórica, realiza-se nela e por ela. É a união do Universal existente em si e por si e do individual e do subjecitvo que constitui a única verdade.
O artista tem pois essa experiência com a sua obra: ele não produziu uma essência igual a ele mesmo. Sem dúvida, da sua obra retorna para ele uma consciência, pois uma multidão admirativa honra a obra como o espírito que é a essência deles. Essa admiração, porém, ao lhe restituir a sua consciência de si apenas como admiração é antes uma confissão feita ao artista de que ela não é igual a ele. Uma vez que o seu Si retorna para ele como júbilo em geral, ali ele não encontra nem a dor da sua formação e da sua produção, nem o esforço do seu trabalho. Os outros podem de facto julgar a obra ou trazer-lhe oferendas, conceber, de algum modo, que ela seja a sua consciência; se eles se colocam com o seu saber acima dela, o artista, pelo contrário, sabe o quanto a sua operação vale mais do que a compreensão e o discurso deles; se eles se colocam abaixo dela e nela reconhecem a essência deles que os domina, ele conhece-a, pelo contrário, como o seu senhor.
A mente universal manifesta-se na arte como intuição e imaginação; na religião manifesta-se como sentimento e pensamento representativo; e na filosofia ocorre como liberdade pura de pensamento. Na história mundial a mente universal manifesta-se como actualidade da mente, na sua integridade de internalidade e de externalidade. A história do mundo é um tribunal porque, na sua absoluta universalidade, o particular, isto é, as formas de culto, sociedade e espíritos nacionais em todas as suas diferentes actualidades, está presente apenas como ideal, e aqui o movimento da mente é a manifestação disto mesmo... A história do mundo não é o veredicto da força, isto é, de um destino cego realizando-se a si mesmo numa inevitabilidade abstracta e não-racional. Pelo contrário, porque a mente é razão implícita e explicitamente, e porque a razão é explícita para si mesma, na mente, enquanto conhecimento, a história do mundo é o desenvolvimento necessário, decorrente da liberdade da mente, dos momentos da razão e, deste modo, da autoconsciência e da liberdade da mente. A história da mente é a sua acção. A mente é apenas o que faz, e a sua acção faz dela o objecto da sua própria consciência. Através da história, a sua acção ganha consciência de si mesma como mente, e apreende-se na sua interpretação de si mesma para si mesma. Esta apreensão é no seu ser e no seu princípio, e a realização desta apreensão numa dada fase é simultaneamente a rejeição dessa fase e a sua elevação a uma fase mais elevada.