A Terra é o provável paraíso perdido.
( Frases e Pensamentos de Frederico García Lorca )
A criação poética é um mistério indecifrável, como o mistério do nascimento do homem. Ouvem-se vozes, não se sabe de onde, e é inútil preocuparmo-nos em saber de onde vêm
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
A poesia não quer adeptos, quer amantes
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
A poesia é a união de duas palavras que nunca se supôs que se pudessem juntar e que formam uma espécie de mistério
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
A poesia é algo que anda pela rua
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
A tradução destroça o espírito do idioma
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
Como não me preocupei com o nascer, não me preocupo com o morrer
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
Eu nunca serei político. Eu sou revolucionário porque não há verdadeiro poeta que não seja revolucionário.
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
Há coisas encerradas dentro dos muros que, se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia.
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
O homem famoso tem a amargura de levar o peito frio e trespassado por lanternas furta-fogo que os outros lhe dirigem
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
O mais terrível dos sentimentos é o sentimento de ter a esperança perdida
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
Olha à direita e à esquerda do tempo, e que o teu coração aprenda a estar tranquilo
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas
( Frases e Pensamentos de Frederico Garcia Lorca )
Amor de minhas entranhas, morte viva, em vão espero tua palavra escrita e penso, com a flor que se murcha, que se vivo sem mim quero perder-te. O ar é imortal. A pedra inerte nem conhece a sombra nem a evita. Coração interior não necessita o mel gelado que a lua verte. Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias, tigre e pomba, sobre tua cintura em duelo de kordiscos e açucenas. Enche, pois, de palavras minha loucura ou deixa-me viver em minha serena noite da alma para sempre escura.
Deixaria neste livro toda a minha alma. este livro que viu as paisagens comigo e viveu horas santas. Que pena dos livros que nos enchem as mãos de rosas e de estrelas e lentamente passam ! Que tristeza tão funda é olhar os retábulos de dores e de penas que um coração levanta ! Ver passar os espectros de vida que se apagam, ver o homem desnudo em Pégaso sem asas, ver a vida e a morte, a síntese do mundo, que em espaços profundos se olham e se abraçam. Um livro de poesias é o outono morto: os versos são as folhas negras em terras brancas, e a voz que os lê é o sopro do vento que lhes incute nos peitos - entranháveis distâncias. O poeta é uma árvore com frutos de tristeza e com folhas murchas de chorar o que ama. O poeta é o médium da Natureza que explica sua grandeza por meio de palavras. O poeta compreende todo o incompreensível e as coisas que se odeiam, ele, amigas as chamas. Sabe que as veredas são todas impossíveis, e por isso de noite vai por elas com calma. Nos livros de versos, entre rosas de sangue, vão passando as tristes e eternas caravanas que fizeram ao poeta quando chora nas tardes, rodeado e cingido por seus próprios fantasmas. Poesia é amargura, mel celeste que emana de um favo invisível que as almas fabricam. Poesia é o impossível feito possível. Harpa que tem em vez de cordas corações e chamas. Poesia é a vida que cruzamos com ânsia, esperando o que leva sem rumo a nossa barca. Livros doces de versos sãos os astros que passam pelo silêncio mudo para o reino do Nada, escrevendo no céu suas estrofes de prata. Oh ! que penas tão fundas e nunca remediadas, as vozes dolorosas que os poetas cantam ! Deixaria neste livro toda a minha alma...
Assassinado pelo céu, entre as formas que vão para a serpente e as formas que buscam o cristal, deixarei crescer meus cabelos. Com a árvore de tocos que não canta e o menino com o branco rosto de ovo. Com os animaizinhos de cabeça rota e a água esfarrapada dos pés secos. Com tudo o que tem cansaço surdo-mudo e mariposa afogada no tinteiro. Tropeçando com meu rosto diferente de cada dia. Asassinado pelo céu !
Tenho muito medo das folhas mortas, medo dos prados cheios de orvalho. eu vou dormir; se não me despertas, deixarei a teu lado meu coração frio. O que é isso que soa bem longe ? Amor. O vento nas vidraças, amor meu ! Pus em ti colares com gemas de aurora. Por que me abandonas neste caminho ? Se vais muito longe, meu pássaro chora e a verde vinha não dará seu vinho. O que é isso que soa bem longe ? Amor. O vento nas vidraças, amor meu ! Nunca saberás, esfinge de neve, o muito que eu haveria de te querer essas madrugadas quando chove e no ramo seco se desfaz o ninho. O que é isso que soa bem longe ? Amor. O vento nas vidraças, amor meu!